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Mario Cravo e o dossiê esperança
20 de Agosto de 2013 19:59

 

O cidadão é um baiano do mundo. Mario Cravo Jr. nasceu no dia 13 de abril de 1923 em Salvador e começou a demonstrar inclinação para artes na adolescência se interessando pelo desenho e pela astronomia. No final dos anos 30, percorreu algumas cidades do nordeste do Estado da Bahia para criar, momento em que consagrou sua carreira artística como autodidata com suas pinturas rupestres e manifestações culturais afro-brasileiras. Posteriormente, teve a oportunidade de trabalhar na oficina de Pedro Ferreira, artista que pertenceu ao neoclassicismo, considerado o último dos santeiros baianos.

 

O barro, o gesso, o aço, a sucata, o alumínio, a resina, pedra sabão, o plástico e outros elementos ganham vida e forma nas mãos de Cravo, um vanguardista e profundo conhecedor da história da arte baiana. Assim como Carybé, Pierre Verger e Jorge Amado, Cravo criou seus desenhos, gravuras e esculturas inserindo seu olhar sobre a essência cultural do povo baiano. Assim foi registrando em sua obra, tradições daquela gente, ilustrando seus hábitos, costumes, mitos e as crenças da identidade cultural à sua época.

Em 1947 foi estudar na Universidade de Syracuse, nos EUA, com o escultor iugoslavo Ivan Mestrovic e morou NY por mais dois anos realizando trabalhos com gesso. Ao retornar para capital baiana em 49, Cravo montou um atelier-oficina no Largo da Barra, local conhecido como ponto central do movimento da arte moderna em Salvador, um ponto de encontro dos artistas responsáveis pela renovação artística no Estado da Bahia. Entre eles, Carybé, Jenner Augusto, Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, Rubem Valentim e Lygia Sampaio a única mulher atuante na época que continua criando e vivendo em Salvador até hoje. Continua produzindo no auge dos 90 anos e está em cartaz no Palacete das Artes até 1º de setembro com a exposição “Mario Cravo Jr. Esculturas”, em comemoração aos seus 90 anos. Assim é um pouco deste gênio que continua em atividade e tem sua obra presente em diversas coleções de museus e acervos particulares de alto nível no mundo.

 Renata Rocha documentarista está desenvolvendo o projeto “Dossiê esperança” que é um documentário dos artistas Lygia Sampaio Sante Scaldaferri, Juarez Paraíso, Eckenberg, Justino Marinho, César Romero, Adilson Santos, Zú Campos, Ligya Milton, Dulce Cardoso, Leonel Mattos e Márcia Magno e Adilson dos Santos, Saja e Nilson Mendes para criar um diálogo filosófico e de um produtor cultural que com seus comentários e suas realização que vão mostrar  a importância do ”Dossiê Esperança”. Dado a importância do projeto que recupera a memória e a história de vida destes artistas esta coluna decidiu apoiar o projeto publicando textos de todos os participantes, para desta forma contribuir na divulgação.

É extremamente valioso este documentário, pois se tornará uma longa com todas as histórias e obras dos selecionados. Por ser em forma de filme será de fácil locomoção e apresentação, já que as artes visuais são intramuros, se não houver divulgação não tem público a exceção de certas manifestações no campo das artes visuais que acontecem na rua. Está de parabéns esta documentarista por este projeto que com certeza terá sucesso.