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 Guto Amoedo

 
 
Rendimento da poupança pode encarecer o crédito imobiliário
4 de Setembro de 2013 18:41

O aumento da taxa básica de juros, a famosa Selic, que se traduz por taxa do overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, expressa na forma anual, mas que baliza diariamente as operações de financiamentos no mercado, ainda não impactou o crédito imobiliário. O mercado continua praticando juro de 8% ao ano, para as operações de financiamento da casa própria. Como bem disse Octávio de Lazari Junior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, Abecip, a perspectiva de aumento é pequena.

Com o  pulo da Selic de 8,5% para 9% ao ano, a poupança volta a ter uma remuneração mais alta, de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), o equivalente a 6,17% ao ano. Esse quadro poderia encarecer o crédito imobiliário, cuja principal fonte de recursos são as cadernetas de poupança. Ainda é muito cedo para se saber qual será o comportamento dos agentes financeiros, num momento em que o volume de crédito destinados às operações de compra de empreendimentos imobiliários é grande e vem crescendo ano a ano. Lazzari lembra que  “há uma forte concorrência dos bancos pelas carteiras de crédito imobiliário, tendo em vista a baixa inadimplência desse segmento e a fidelização dos clientes por um longo período”.

Porém, como diz o ditado popular, caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém, por isso, a perspectiva de uma Selic de dois dígitos até o final do ano acende uma luz amarela e coloca a decisão sobre a compra de um imóvel num terreno de maior atenção.

Qualquer 0,5% a mais na taxa de juro de um financiamento imobiliário tem peso significativo e principalmente na prestação.

 Por enquanto o crédito imobiliário continua farto e barato. Prova disso é que, no primeiro semestre deste ano, ele teve o melhor resultado semestral da história do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, SBPE, desde o início do real, somando R$ 49,6 bilhões. E tudo isso com recursos da poupança, pontuando um aumento de 34% em relação a igual período do ano passado.

Entre 2011 e 2012, o crescimento havia sido de 3,6%. Já nos 12 meses compreendidos entre julho de 2012 e junho de 2013, os empréstimos imobiliários com recursos da poupança atingiram o montante de R$ 95,3 bilhões, 19% a mais do que nos 12 meses precedentes. No primeiro semestre do ano, a diferença entre depósitos e retiradas das cadernetas de poupança foi positiva em quase R$ 20 bilhões, superando em 60% a quantia registrada no mesmo período do ano anterior. É o que se lê na imprensa.

O mês com maior crescimento foi junho, quando os financiamentos imobiliários somaram R$ 11,17 bilhões, uma alta de 51% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Esta quantia equivaleu a 53,2 mil imóveis financiados no mês, 27% a mais do que em junho do ano passado. Junho também foi um mês de recordes na captação líquida da poupança, que teve o melhor desempenho desde 1995: R$ 6,7 bilhões.

Como se vê, há uma montanha de crédito, num momento de preços estáveis de imóveis, bem como os juros, ou seja, é a hora da compra, porque o futuro é incerto, dado aos solavancos da economia.