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A arte de Marepe
18 de Setembro de 2013 20:44

Marcos Reis Peixoto, o nosso Marepe nasceu em Santo Antônio de Jesus em 1970. Em 1980 veio morar em Salvador para estudar. Cursou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFBA em 1988. Foi reconhecido nos anos 90 como um dos grandes artistas brasileiros, hoje em dia com fama internacional. Ganhou rápida visibilidade pela proposta da sua obra que cultiva uma forte ligação com o cotidiano do ser humano. O que para muitos representa lixo vira arte nas mãos de Marepe com seu olhar que busca reaproveitar objetos lhes oferecendo um toque de arte e vida. Com latas de alumínio, caixas de papelão, isopor, pedaços madeira dentre outros elementos materiais, o artista provoca reflexão.

 

A mãe de Marepe foi professora de artes e certamente teve influência na escolha do filho.  Sua mãe costumava criar artesanatos, pintava tecidos e criava muitas coisas. “Minha mãe era professora de educação artística, meu pai trabalhava no mercado "Comercial São Luiz", meu avô era carpinteiro, minha família inteira era assim, não tinha artista, mas tem essas coisas que me influenciaram. Mas só depois é que eu percebi que isso influenciou bastante minha vida como artista, porque eu tinha contato com materiais, com tintas, com as ferramentas”. Afirmou o artista.

 

Sua obra ilustra toda irreverência da arte contemporânea na Bahia. A exemplo disso, é interessante destacar a experiência estética da obra denominada “A Palmeira doce” em homenagem a Cosme e Damião numa explanação completamente inusitada do candomblé, uma ação que reuniu dezenas de crianças na produção de centenas de saquinhos de algodão doce, os quais foram afixados numa palmeira gigante em plena praça pública de Santo Antônio. Esses saquinhos foram distribuídos para a comunidade local e a palmeira virou tema de um documentário produzido por Marcondes Dourado na Alemanha. Marepe já expôs suas obras na Bienal de São Paulo, na Bienal de Veneza, na Bienal de Sidney dentre outras mostras importantes. Marepe nos preenche e inspira ao encontrar beleza nas coisas mais simples do cotidiano.

Lembro-me bem de Marepe nos Salões Regionais de Artes Plásticas criado e organizado por Nilson Mendes, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, hoje estes salões estão suspensos, o que é lamentável, onde o artista já aparecia em destaque foi a partir destes salões que começou se projetar, não só Marepe e muito outros. Consolidado internacionalmente Marepe segue com a mesma simpatia e carisma não “virando estrelas mediáticas como acontecem com alguns”. Parabéns ao artista pelo seu trabalho.