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  Home - Poesias - Gonzalo Ivo na Paulo Darzé Galeria de arte
 

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Gonzalo Ivo na Paulo Darzé Galeria de arte
25 de Outubro de 2013 11:47

A mostra de Gonçalo Ivo que teve abertura no dia 4 de outubro fica em temporada até 2 de novembro. Esta é a primeira vez que realiza uma individual na Bahia, apresentando pinturas em aquarela e óleo sobre tela, em grande e em pequenos formatos, e objetos em madeira. Acompanha a mostra um livro sobre a sua obra com 116 páginas.

Artista nascido no Rio de Janeiro em 1958, filho do poeta Ledo Ivo, com atelier em Paris e Rio, e exposições em vários países da Europa, da América e estados brasileiros, participou de bienais, e tem uma vasta uma bibliografia com vários livros sobre sua obra no Brasil, Itália e França, e integra, entre outras, coleções como a do Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes, Pinacoteca de São Paulo, Union de Banques Suisses. Para o crítico Fernando Cocchiarale, Gonçalo Ivo possui um “domínio pleno da pintura, aliado ao conhecimento dos materiais de trabalho, o manejo de tintas, pigmentos, cores e pinceis, mas também dos feitos técnicos e poéticos dos grandes artistas. É um abstracionista muito especial, pois as ligações com o real coexistem, na sua pintura ficando evidente essa fascinação, além de ser um colorista nato, que domina a cor como poucos, levando-o a uma excelência do fazer artístico”.

Para Paulo Venancio Filho, no texto de apresentação da mostra “A geometria nunca esteve tão presente como nestas pinturas, embora não seja esta uma pintura geométrica, strictu sensu, por assim dizer. A geometria é aqui uma estrutura que está além da superfície, subjacente e profunda, ancorada e estruturada a partir de uma presença inefável mais do que instrumental e que se deixa contaminar com outras experiências do mundo. O que hoje, talvez, possa parecer um fenômeno anacrônico por sua exigência meditativa e introspectiva. Por exemplo: entre as formas que aparecem nestas pinturas, à cruz não é só geometria, e a cruz grega não é só simetria, de modo que quando estas formas aparecem, aparecem contaminadas de um conjunto de experiências que vão da reminiscência da espiritualidade a vivacidade da dimensão sensorial - a geometria ainda traz tanto evocações coletivas esquecidas e arcaicas quanto um modo de atentar uma visão possível do mundo”.

Sua trajetória mostra uma marca de sua linguagem, mantendo-se fiel a si mesmo, não seguindo tendências, ou o espetáculo, ação bem em voga no mundo artístico. Quanto a isto o artista fala:

“Não consigo ser diferente do que sou. É verdade que vivemos um momento de entropia e de falta de espiritualidade em arte. Talvez tenha sido sempre assim. Se meu trabalho transmite este estado silencioso e lacônico, não é intencional. Ao mesmo tempo não trabalho em antagonismo a nada. Como lhe disse antes, minhas eleições foram muito precoces. Como apreciador de arte, por exemplo, sempre estive ao lado das mais variadas manifestações estéticas. Passo os dias ouvindo de musica tribal, renascentista, clássica, aos compositores contemporâneos. Sempre quis ser pintor. Uma das características principais da arte da pintura é a contemplação e o tempo que devemos passar diante dela, que é um tempo completamente antagônico a sociedade a qual pertencemos. Hoje vivemos num mundo que se supõe prático, racional, cartesiano, assolado por muita informação e pouco conhecimento. E não estou me referindo só ao conhecimento que emana da ciência e da cultura. Há várias formas de conhecer coisas que não se relacionam de maneira óbvia com o nosso estado de consciência”