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Livro revela tesouros ocultos da arte de Adilson Santos
17 de Dezembro de 2013 20:33

A história singular do artista que sai de uma pequena cidade baiana numa época de efervescência da arte mundial, expõe com sucesso até em galerias do exterior, e depois volta a pintar com entusiasmo na região onde nasceu, é contada em detalhes no livro “O EXERCÍCIO LIVRE DA MEMÓRIA – desenhos e pinturas de Adilson Santos”, com lançamento dia 18 de dezembro na “CAIXA Cultural Salvador”, e dia 20 na “Livraria Nobel”, de Vitória da Conquista.

A publicação sobre a arte de Adilson Santos, o pintor autodidata que nasceu em Poções, a 440 quilômetros da capital, e fez uma participação bem especial na  “Nova Figuração” movimento que marcou a arte brasileira e mundial a partir dos anos 1960, tem edição em dois volumes, sob curadoria de Irene Soares Santino. A realização é de Renata Rocha, Publisher da produtora ”Brasil Comunicare” e tem patrocínio é da “CAIXA Federal” e Governo Federal.

O livro divide a história do artista em duas fases, com o primeiro período a partir do inicio dos anos 1960, quando Adilson Santos sai da pequena cidade do sudoeste baiano e faz exposições em centros de destaque do país como a “Galeria Querino”, de Salvador, “A Galeria”, São Paulo, “Galeria Picasso”, de Recife e “Galeria Trevo” do Rio de Janeiro. Além de participar de mostras no exterior, como a “Hannover Messe80”, no “Presdwer Bank” de Hannover, na Alemanha, e “Semaine de lArt Brésilien”, no “Hall Montréal Trust”, de Montreal, no Canadá.

Na época a arte do Brasil e do mundo tentava consolidar o que se chamou de “Nova Figuração”, que foi uma volta em busca da figura,numa oposição ao experimentalismo da arte abstrata, geométrica e informal que brilhou desde as décadas anteriores. As novas pinturas eram divididas entre os conceitos críticos e a neutralidade. Adilson surpreendeu. De forma especial, ele optou pelas imagens expressivas, com sugestões de olhares penetrantes, e a combinação quase surreal de natureza morta. Colocou  peras, gatos, pombos e cajus no mesmo plano dos rostos marcantes.

A segunda fase, no final dos anos 1980, é cheia de curiosidades e se torna o grande destaque da publicação organizada pela curadora de arte, pesquisadora e museóloga Irene Soares Santino. Ela já conhecia bem o artista, mas foi com um olhar técnico que retornou junto com Adilson Santos ao atelier e à residência e experimentou o impacto de uma descoberta atrás da outra. Assim, o “O EXERCICO LIVRE DA MEMÓRIA” conta em detalhes o tempo em que Adilson Santos retorna à região em que nasceu e trabalha sem parar preparando o acervo que é retratado.

O detalhamento do acervo reúne o que se pode chamar de um surpreendente tesouro em pinturas e desenhos nos espaços do atelier e principalmente da casa onde mora com uma família que carinhosamente fez questão de preservar de todo o burburinho do mundo artístico, mas cujos rostos servem de modelo para grande parte das obras. Enquanto Irene Santino explorava arquivos e as gavetas, junto com o artista, para fzer o livro, mas crescia uma constatação inquietante. Cada vez mais crescia a dificuldade em selecionar tantas pinturas e tantos desenhos, segundo contou a curadora.

Encantada, Irene Santino considera que foi um privilegio ser convidada por Adilson para realizar o sonho dele em fazer este livro. “Os desenhos de Adilson são como jóias preciosas antes, só acessíveis aos amigos”, diz a especialista no texto preparado para a edição. “Difícil foi selecionar 500 exemplares dentre tantos, criados durante a sua trajetória artística. Uns são rabiscos e traços que traduzem as primeiras idéias, prenúncio de obras mais elaboradas onde figuram personagens reais ou imaginárias de alto valor artístico” continuou.

Afinal ao estrear no mercado, mais de duas décadas antes, Adilson Santos fez exposições em galerias do chamado primeiro escalão.  Uma delas a lendária “Galeria Quirino”, de Salvador, que era uma das mais conceituadas do país e recebia artista como o tapeceiro Genaro de Carvalho. Foi em Salvador também, como participante da “1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas”, conhecida como a “Bienal da Bahia”, que Adilson aderiu a um dos momentos mais importantes da cultura brasileira. O evento baiano desafiou a então conjuntura política de uma maneira tão veemente, que foi proibido de se repetir dos anos depois. Com isto criou forte reação internacional, a ponto de vários países boicotarem a “Bienal Internacional de Artes” em São Paulo.

Nesta fase, o prestigio do artista aumenta em 1969 quando se muda para o Rio de Janeiro e amplia a produção. Foi após a mudança, e entre os anos 1970 e inicio da década de 1980, que as obras de Adilson Santos tiveram agendas confirmadas em individuais e coletivas em importantes galerias brasileiras, como a “Irlandini”, “Mini Gallery”, “Galeria Voltaico”, ”Galeria Marte 21”, “Galeria Masson” e “Way Galeria de Arte” entre outras. Expôs em São Paulo na “Galeria Grossmann” e na “A Galeria”.Também em Brasília, participou do “3º Salão de Arte Moderna” e em Niterói na “Semana Euclidiana”. Em Recife, outra capital de destaque no circuito de artes, na época, o artista fez uma individual, na “Galeria Picasso”. Mais destaque ainda, entre 1980 e 1982, quando trabalhos do artista são levados para o exterior, incluindo participação na mostra “Hannover Messe'80”, em Hannover, na Alemanha, e na “Semaine de l'Art Brésilien”, em Montreal, no Canadá, em 1982. Adilson ficou conhecido como o artista do mistério e incluído entre os mais renomados pintores baianos. As obras deles incluídas em coleções particulares no Brasil e também no exterior, em países como Estados Unidos, França, Itália, China e Japão.