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Documentário sobre Frans Krajcberg, entra em fase de distribuição em emissoras
14 de Janeiro de 2014 21:10

O documentário sobre o artista e ativista Frans Krajcberg lançado em abril do ano passado na capital baiana, teve projeção em Nova Viçosa no extremo sul da Bahia, Porto Velho capital de Rondônia e na cidade de João Pessoa na Paraíba como parte da programação da exposição “Frans Krajcberg – Natureza Extrema” até setembro. A obra entra em fase de licenciamento a pedido de emissoras de em outros Estados do país que se interessaram e difundir a obra. “Recebi inúmeros e-mail’s de pessoas querendo comprar o DVD para exibir o documentário em instituição de ensino. Mas por enquanto estou viabilizando a projeção em emissoras de canal aberto e futuramente posso pensar num formato em vídeo para distribuir aqui na Bahia e em outros estados”. Diz a diretora Renata Rocha.

 

Renata se considera “baianeira”, nasceu em Nanuque no Estado de Minas Gerais, mas foi criada em Vitória da Conquista no sudoeste da Bahia, cidade natal da família materna. Conheceu Krajcberg quando cursava jornalismo e se apaixonou. A documentarista costumava experimentar o laboratório audiovisual da Faculdade da Cidade e criava pautas para ter mais intimidade com a câmera, hoje sua companheira inseparável. “Eu não costumo ficar muito tempo sem visitar Frans, ele é meu maior exemplo de dignidade. Um cidadão do mundo, que no auge dos seus 91 anos entrega sua vida ao trabalho e chega a produzir cerca de 600 fotos por dia. Além de criar suas esculturas e administrar seus assistentes e funcionários do Sítio Natura o artista encontra um tempo para Renata e os seguranças a fotografar. “Eu não sabia nada da vida, acredito que por isso as coisas acontecem comigo. E continuo aprendendo a viver e sentir. O tempo foi passando e isso foi crescendo junto com meu amor pelo artista e sua obra. “Daí veio Maria Bethânia que emprestou sua voz a causa e colocou lindamente o eco da sua voz iluminada em minha primeira obra audiovisual”. Daí por diante a vida de Renata foi ganhando novos rumos, hoje acumula nomes para futuros projetos como o poeta amazonense Thiago de Mello, o escultor baiano Emanoel Araujo, o compositor tropicalista José Carlos Capinan, o percussionista Djalma Corrêa e um dos mais recentes Sante Scaldaferri dentre outros que entram na lista da nova ativista cultural.

 

O filme “O Grito Krajcberg” é o primeiro trabalho da diretora, está cadastrado na ANCINE e tem a proposta de ser o eco dos gritos de Frans Krajcberg em prol da natureza e do meio ambiente. É um relato da vida e obra do artista/ativista, remontando à sua trajetória voltada para a temática socioambiental.  Narrado pela cantora Maria Bethânia, a obra traz experiências de vida e depoimentos que ilustram a trajetória de Krajcberg. É uma produção independente que mergulha na história e nas visões do artista através de fotografias, depoimentos, testemunhos, registros de sua obra. Entre os nomes que testemunham sobre o artista estão o governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner; a primeira dama do Estado, Fátima Mendonça; os artistas Emanoel Araujo, Chistiane Torloni, Victor Fasano, José Antônio Saja, Justino Marinho, Anna Letycia, Carlos e Vergara entre outros. “O Grito Krajcberg é também o meu grito, um grito de independência, de liberdade”, diz Renata Rocha ao referir à ‘ousadia’ de estrear no cinema baiano com uma produção independente depois de ter sido vítima de inúmeras propostas contratuais de vampirismo mal sucedido. “Quando a gente tem consciência do nosso papel, dever e respeito com o próximo, nada nos atinge. Até quem parece ser amigo pode nos prejudicar. Mas um bom advogado sabe melhor que ninguém colocar cada um em seu devido lugar sem mais desgastes. Outro detalhe importante, é que devemos honrar com os nossos compromissos e não se deixar tornar subserviente aos que se passam por “poderosos”. É o que afirma a documentarista que não se curvou as estruturas do capitalismo e realizou um produção independente e conseguiu patrocínios para terminar o filme.

 

Para a primeira etapa de produção, o documentário contou com o patrocínio do estaleiro Mac Laren Oil, além do apoio da Biscoito Fino, Governo do Estado da Bahia, Suzano Papel e Celulose, Prefeitura Municipal de Nova Viçosa, Rede Bahia, Faculdade da Cidade do Salvador, IRDEB dentre outros. “Krajcberg não surgiu em minha vida por acaso, eu nasci outra vez”, explica à documentarista, que também atuou no filme ao lado de outros profissionais reconhecidos do mercado baiano; entre eles, o cineasta José Francisco Serafim, que é seu co-autor no roteiro e na montagem; a editora Gilvânia Araújo; o diretor de arte Gerson Lemos; os diretores de fotografia, Kleyton Cintra dentre outros. Atualmente Renata está dirigindo documentário “Emanoel Sem Fronteiras”, vida e obra do artista plástico baiano Emanoel Araujo. Outra produção independente em fase de captação de recursos.