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 aldotripodi69@hotmail.com
 
Um olhar sobre costumes tribais do Quênia
15 de Fevereiro de 2014 11:50

As jovens maasais que ainda não foram circuncisadas enfeitam só a parte superior de suas orelhas. As moças pokot, depois da circuncisão, se chamam chemeri e se cobrem com um manto de pele e, após certo tempo de sua recuperação, passam a usar nas orelhas aros de latão e serpentinas.

 

Esses e outros costumes, tão distantes da civilização ocidental, são rituais ligados à ancestralidade presentes ainda hoje na realidade de tribos massai e pokot de países da África Oriental. Ao mergulhar no cotidiano desses povos, durante duas viagens ao Quênia, o fotógrafo Robério Braga produziu as fotos que vieram a compor a exposição Luz Negra, que tem estreia nacional em Salvador, antes de seguir para São Paulo (Museu da Imagem e do Som- MIS) e Portugal.  

 

A mostra, com 20 fotografias no tamanho 1m x 1,5m (a maioria), está em cartaz até 30 de março no Museu Carlos Costa Pinto, na Vitória. Será uma oportunidade para o baiano conhecer ou se aprofundar na cultura de uma África pouco estudada. Até porque Robério Braga evitou o caminho fácil do exotismo, baseando o seu trabalho na magia étnica e na beleza dos contrastes gerados pelo embate entre a ancestralidade e a globalização.

 

Curador da mostra, Diógenes Moura diz que o trabalho de Robério Braga ultrapassa o simples aspecto de uma fotografia documental “no complexo exercício de retratar uma etnia, seus adornos, usos e costumes, em momentos de uma ‘quase delicada fragilidade’ que se torna imponente em seu resultado final”. Para Moura, trata-se de um trabalho que comove porque nega qualquer relação com o exotismo, investindo, ao invés disso, na interpretação honesta da realidade investigada. “Veja bem: África, um povo negro, adornos espetaculares em geometrias que apenas artesãos como eles são capazes de produzir, alguns momentos em contraluzes, preto no branco. Para a fotografia, esse conjunto, se não honestamente interpretado e sentido, poderá cair num despenhadeiro sem retorno”, analisa, observando que a incursão fotográfica de Braga baseou-se na fiel descrição dos costumes e no mistério atemporal que caracteriza o universo retratado das tribos quenianas.

Na série Luz Negra, Robério Braga retrata esse universo de signos num jogo de luz e sombra que obteve com a subexposição luminosa, fotometrando pelos adornos e não pela pele de cada um deles. “Trabalhar a luz sempre foi prioridade para mim, assim como fazia meu avô Mendonça Filho (1895-1964), pintor expressionista baiano, que iluminava com maestria as marinhas de Salvador com seu pincel. Apesar de não pintar com o tradicional pincel, igual ao do velho artista que nunca conheci, hoje gosto de pensar que pinto com outro tipo de pincel. O pincel da luz. Como num quadro, cada clique é como se fosse um quadro único. Assim como os Maasai, Samburu e Pokot, mudo o significante mas não o seu significado: a luz. O que me encantou nessas tribos foi exatamente isto, a luz própria que delas emanava, belíssima luz negra”, observa. Período: 12/02 (abertura para convidados, público de 13/02 a 30/03 Horário: segunda a sábado, exceto terças, das 14h30min às 19:00h.