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  Home - Poesias - Vamos de Carnaval, mas sem o Samba do Crioulo Doido
 

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 Guto Amoedo

 
 
Vamos de Carnaval, mas sem o Samba do Crioulo Doido
26 de Fevereiro de 2014 19:52

Que bom que os baianos estão se guardando para quando o Carnaval chegar, mesmo que não possam, em alguns casos, claro, pegar nas pernas de louça das moças que vão passar. Esse exercício de escrita está ancorado na música de Chico Buarque de Holanda, “Quando o Carnaval Chegar”. Em um dado momento da música, ele diz: Eu vejo as pernas de louça/ da moça que passa e não posso pegar/ tô me guardando pra quando o carnaval chegar.

Melhor do que o Carnaval da Bahia impossível, pode ser que aconteçam, em qualquer parte do planeta, festas grandiosas, mas o Carnaval é como Roberto Carlos, inimitável. Do lado do negócio é uma folia que deve movimentar mais de 6 bilhões de reais, envolvendo do táxi ao hotel, passando pelos abadás e consumo de serviços.

Na ponta do mercado imobiliário é hora de retração e não poderia ser diferente, afinal, o empenho do folião, seu desejo, é se divertir na avenida. O mercado só será retomado uma semana depois de terminada a festa, com alguns lançamentos, mesmo em situação adversa e com um cenário em termos de ordem jurídica indefinido.

Esse sem dúvida será um ano muito difícil e de grandes desafios para o empresariado, assombrado com Pelourinhos e um punhado de coisas enviesadas.

A Copa do Mundo e um mocó de feriados complicam ainda mais o ambiente de negócio, que requer tomada de decisão rápida e de olho no custo e no bolso do consumidor. São simplesmente 8 feriados nacionais e 30 estaduais que vão desaguar em dias de semana. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro já fez as contas e chegou a conclusão de que a indústria brasileira pode perder R$ 45,5 bilhões este ano com os feriados.

Como a economia do país não está preparada para quando o Carnaval chegar, nem tão pouco, para quando o Carnaval passar (juros e inflação em alta), assim como vai passar na avenida o samba popular, o cenário não é dos melhores. Quem sabe, falta combinar a política econômica de puxadinhos, com benefícios aqui e ali, IPTU, PDDU, Louos, viabilidade econômica dos empreendimentos e o bolso do consumidor.

Afinal, o mundo é produção, pelo menos no mundo capitalista, onde dinheiro não cai de árvores, nem nasce no chão, como capim, e muito menos se deixa de erguer empreendimento por birra, devaneio ou lassidão. Sem produção poderemos ter bons propósitos, boas ideias, sentimentos nobres, voluntarismo o escambau a quatro, mas simplesmente rodamos como pião no vazio.

Quando a escola de samba e o bloco carnavalesco atravessam a avenida o fazem sob o imperativo de um ordenamento e uma combinação, do contrário seria um desastre, um desencontro total e muito bate cabeça. Quem sabe consigamos nos ordenar jurídica e economicamente de modo a suscitar um bom enredo carnavalesco, suficiente para nos afastar do “Samba do Crioulo Doido”. Afinal de contas, JK não nasceu na Bahia, muito menos a princesa Leopoldina “arresolveu” se casá, como diz a letra da música do grande jornalista e cronista Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta. Inesquecível.