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 Guto Amoedo

 
 
Duas janelas de oportunidade para o setor imobiliário
3 de Julho de 2014 10:10

Os dias difíceis da economia brasileira parecem não ter fim. Na tentativa de aquecer o consumo, o governo federal acaba de prorrogar a isenção do IPI dos carros zero KM, com o objetivo de deslanchar as vendas. Montadoras já estão dando férias coletivas e apresentam o pátio cheio de veículos No setor de serviço, aos poucos algumas empresas começam a demitir funcionários para se adequar aos custos.

No setor imobiliário as vendas também não empolgam, pelo contrário, se retraíram, em que pese todos os esforços de construtores e incorporadores para alavancar o mercado. Não há por parte do governo federal nenhum incentivo, a exemplo do que é dado ao setor automotivo, com o objetivo de facilitar a vida das empresas. Os encargos continuam os mesmo, resultando numa elevada carga tributária.

Embora haja um volume de crédito muito grande nas instituições financeiras, o bolso do consumidor está abarrotado de prestações e o clima é de Copa do Mundo, ou seja, as atenções estão voltadas para o desempenho da seleção brasileira.
Esse ano aqui na Bahia vamos fechar o balanço com um número muito reduzido de lançamentos, provavelmente não chegaremos nem a mil unidades. A esperança reside nas duas janelas de oportunidade que vão se abrir para o mercado, daqui para frente.

A primeira está situada entre os meses de agosto e setembro, quando poderemos ter lançamentos e as empresas ocupem esse vazio que se formou no setor. Tudo vai depender da agilidade e da escolha do nicho certo para atrair os clientes. É um alento para manter a atividade empresarial viva e fazer frente aos custos fixos das empresas.

A outra oportunidade vai se apresentar nos meses de novembro e dezembro, aí nesse caso, mais curto, em razão de tratar-se de fim de ano. Uma versão reduzida do Salão Imobiliário poderia ajudar a reativar a confiança do consumidor.
Afinal, o Feirão da Caixa ajudou e muito a vender o estoque, e os bancos precisam fazer números na carteira de empréstimo para o setor imobiliário, que ultrapassou o segmento de empréstimo para pessoa física no ranking de crédito.
Este ano a Caixa Econômica Federal, que tem 68% do mercado de crédito imobiliário do país, espera conceder mais de R$ 150 bilhões em empréstimos, para financiar a compra da casa própria, ou que daria um aumento de 15% em relação ao ano passado, praticamente a metade do registrado no ano anterior.

Nos registros contábeis do banco, a CEF em 2013 cravou R$ 134,9 bilhões em contratos de financiamento imobiliário, um valor 33% maior que o de 2012. De acordo com informações veiculadas na imprensa pela instituição, a quantidade de contratos também foi superior à média dos anos anteriores. São cerca de cinco mil contratos assinados por dia nas agências de todo o país. Com isso, o banco fechou 2013 com 1,9 milhão de contratos. Em 2012, foram firmados 1,2 milhão.
Ou seja, as distorções na economia brasileira provocadas por medidas paliativas, para conter a inflação e elevar o consumo, resultaram num ambiente de abundância de crédito barato, que se choca com a paralisação dos mercados, em especial o imobiliário. Portanto, é hora de agarrar as oportunidades que se abrem em agosto e setembro e novembro e dezembro.