Página Inicial  |  Perfil  |  Equipe  |  Contato  | 
Links

  

redacao.noticia@noticiacapital.com.br
71 9128-9520

 
  Home - Poesias - O argentino de três seleções
 

Categorias

  Brasil
  Cultura
  Cursos & Concursos
  Dos Blogs & Sites
  Economia
  Educação
  Entrevistas e Reportagens
  Esporte
  Geral
  Internacional
  Mosaico
  Municípios
  Notas
  Opinião
  Politica
  Salvador
  Saúde & Medicina
  Turismo
 

Colunistas

 Agenor Calazans
 Aldo Trípodi
 Alessandra Nascimento
 Gerson Brasil
 Gil Vicente Tavares
 Guto Amoedo
 Kim Niederauer
 Marcelo Torres
 Valter Xéu
 Vitor Carvalho
 

Serviços

  Coelba
  Embasa
  Auxílio a Lista
  Prefeitura de Salvador
  Previdência Social
  Receita Federal
 
COLUNISTAS
 Marcelo Torres

 
 
O argentino de três seleções
7 de Julho de 2014 18:38

- Sabe o Di Stéfano?

 

- O argentino?

 

- Sim.

 

- Dizem que foi um gênio.

 

- Foi. Jogou pelas seleções da Colômbia, Espanha e Argentina. Alfredo Di Stéfano, o Flecha Loira, jogou nessas três seleções, mas nunca jogou uma copa.

 

- Sempre esteve na seleção errada na hora errada.

 

- Foi.

 

- Mas o que tem ele?

 

- Acabou de partir.

 

- Poxa, ontem foi Assis, hoje foi Di Stéfano...

 

- Pois é. Achei interessante foi um monumento que ele ergueu na casa dele, uma escultura no jardim da casa em Madrid. Foi homenagem a uma pessoa. Sabe quem é essa pessoa?

 

- Ora, só pode ter sido ele mesmo!

 

- Não. Ele era muito individualista, fominha e tudo, mas o monumento não foi para ele.

 

- Então foi para Peron. 

 

- Também não.

 

- Sei lá! Che? Evita?

 

- Não, não.

 

- Gardel?

 

- Não.

 

- Borges?

 

- Não, cara, é alguém do futebol.

 

- Ah, então foi para Maradona.

 

- Não. Bom, eu sei que você não vai acertar. A homenageada foi a bola.

 

- A bola!!??

 

- A bola, ué! Por tudo que ela fez por ele. Se não fosse ela, ele não seria o que foi.

 

- Ah, está certo! É justo. De fato, faz sentido.

 

- E ainda tem a legenda: “Gracias, Vieja!”

 

- “Obrigado, velha”.

 

- Pois é. “Obrigado, Velha!”. E ele explicou: “Ela é a bola, mas é também a minha mama. A velha que me fez nascer, a velha que me fez crescer”.

 

- Rapaz, foi uma linda jogada.  

 

- Foi. Foi um gol!

 

- Gol de placa.

 

- Gol de letra! 

 

- Então, viva Di Stéfano.

 

- Viva Di Stéfano.

-----------------------------------------------------------------------------------
(Marcelo Torres é jornalista, baiano, torcedor do Vitória, mora em Brasília)