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Cultura negra com futebol na reabertura do Muncab
10 de Julho de 2014 19:02

A partir do dia 12 de julho, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), localizado no Centro Histórico de Salvador, (Rua do Tesouro, s/n) será reaberto ao público exibindo como atrativo duas mostras que tem o futebol como temática central. A primeira mostra, intitulada Barbosa, um goleiro no imaginário popular, discute sobre o gol sofrido pelo Brasil na partida que decidiu a Copa do Mundo de 1950, na visão livre de diversos artistas plásticos de Salvador. Já a segunda mostra, Pop Futebol Clube e suas Torcidas Organizadas, reúne trabalhos do artista plástico carioca Antonio Miranda, destacando a fusão do comportamento lúdico dos torcedores de futebol com elementos da cultura brasileira. O patrocínio do projeto Museu em Processo, que mantém o Muncab em atividade mesmo em fase de instalação, é da Petrobras.
Também, a partir do dia 12 de julho, o Muncab vai apresentar uma mostra do seu acervo, que abrange cerca de 260 obras relacionadas com a ancestralidade africana e a contemporaneidade, adquiridas como primeira coleção do museu, em 2011; e uma exposição intitulada Cabeças de Orixás, de autoria do artista plástico Antonio Miranda, que traduz a representatividade de sete orixás do candomblé, absorvendo signos da cultura popular brasileira.
Embora diferentes na proposta, as quatro mostras têm em comum a ênfase na valorização e difusão de aspectos da cultura de matriz africana, destacando a sua influência sobre a cultura brasileira. Através de documentos, fotografias, arte religiosa, esculturas, pinturas, ourivesaria e arte contemporânea de diversos artistas nacionais e estrangeiros, o Muncab consolida, assim, a sua preocupação em colaborar para a construção de um lastro cultural africano na Bahia e no Brasil.
Um dos destaques da programação, até pelo momento vivido com a Copa do Mundo no Brasil, é a mostra Barbosa, um goleiro no imaginário popular, que vai reunir alguns dos mais importantes artistas baianos, como Lygia Sampaio, Ju Campos, Dulce Cardoso, Guel Silveira, Adilson Santos, Almira Reuter e Licia Garrido. Sob curadoria da museóloga Irene Santino, eles vão expor trabalhos com técnicas e linguagens variadas tendo como tema o goleiro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950, Moacir Barbosa.
Negro, paulista de Campinas, Barbosa teve a sua trajetória profissional prejudicada pelo fatídico gol que entrou na rede brasileira na partida final contra o Uruguai. O jogador levou a responsabilidade pela derrota do Brasil na Copa e é isso o que a exposição quer questionar: “Na verdade, o brasileiro tem muita dificuldade em lidar com a perda, sobretudo no futebol. Com a mostra queremos quebrar esse paradigma e recuperar um pouco a memória de Barbosa, que morreu no anonimato e afastado da torcida. As pessoas nunca perdoaram esse gol (marcado pelo uruguaio Alcides Ghiggia), mas se esquecem de sua trajetória como jogador profissional e do seu empenho durante todo o jogo decisivo”, justifica a curadora Irene Santino.