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  Home - Poesias - Aécio fala "economicamentes"
 

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 Marcelo Torres

 
 
Aécio fala "economicamentes"
25 de Julho de 2014 12:18

A mídia e a direita já vêm, de há muito, explorando supostas gafes, supostos deslizes lingüísticos de Dilma.

Então, falemos de Aécio - de cujos erros ninguém fala (por que será?).

Segunda, no Jornal Nacional, ao tentar explicar os "motivos" que o levaram a construir um aeroporto com dinheiro público numa fazenda da família, Aécio tropeçou na língua.

Primeiro, ele disse que a cidade de Cláudio-MG, com 25 mil habitantes, "possui mais de 300 indústrias produzindo produtos".

Eis aqui um pleonasmo vicioso: "produzindo produtos". Produzindo solecismos (erros de sintaxe) e outros vícios de linguagem.

Em seguida, Aécio, que é um economista, falou que a obra era viável "economicamentes". Foi assim mesmo, com o "s" no final.

O professor Cláudio Moreno, com certeza, não vai falar sobre isso no jornal Zero Hora. Pasquale, na Folha? Nunca! E Dad Squarisi, no Correio Braziliense, também não.

Claro que não. Mas se fosse Dilma...

E por falar em Dad, outro dia enviei a mensagem abaixo para a seção de cartas e para a coluna dela - e obviamente não foi publicada. Ei-la:

"O senador Aécio Neves cometeu dois erros gramaticais numa frase curta, em discurso no Senado.

Disse o senador: "Me preocupa os critérios para nomear os integrantes do STF".

Ele cometeu dois solecismos (erros de sintaxe): um no início da frase, outro na concordância verbal.

Não se pode iniciar uma frase com "me". E o verbo "preocupar" teria que concordar com "critérios" (plural).

Se seguisse a norma culta, o nobre senador discursaria assim: "Preocupam-me os critérios..."

Em discurso num local tão formal, diante de seus pares, visto pela TV, ele deveria respeitar a norma culta.

Mas...

Ninguém na imprensa vai falar sobre isso. Se, porém, a frase fosse pronunciada por Dilma, aí ocorreria um bombardeio.

Desde 2009, quando passou a ser cogitada para ser candidata, Dilma é colocada como protagonista de supostas gafes, supostos deslizes.

Em relação a Aécio, por mais que ele fale errado (e fala), as suas derrapadas lingüísticas nunca são exploradas pela imprensa.

Vê-se, portanto, que há dois tratamentos bem diferentes: para ela, a crítica, até o xingamento; para ele, a proteção, sempre.

Na música "Língua", Caetano fala em "Lus'América latim em pó". Refere-se aos atentados à língua portuguesa, "a última flor do Lácio".

Às vezes, quando Aécio Neves fala, prestem bem atenção, ele faz a última flor do Lácio virar pó. A "Lusamérica latim em pó".

O economista Aécio Neves fala "economicamentes".
(marcelocronista@gmail.com)