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Naturalismo Integral no Palacete das artes
28 de Julho de 2014 19:42

O trabalho artístico realizado por pioneiros da arte ambiental, entre eles Pierre Restany, Sepp Baendereck e Frans Krajcberg, são o alvo da mostra Naturalismo Integral, em cartaz até 7 de setembro no Palacete das Artes, (Casarão do Palacete das Artes, Rua da Graça, 289 – Graça/Salvador) ficando de 19/07 a 7/09, ter a sex, das 13 às 19h / sáb, dom e feriados, das 14 às 19h.  A ação pertence à 3ª Bienal da Bahia e se insere na proposta conceitual Museu Imaginário do Nordeste, um dos vértices temáticos da Bienal a partir da interrogação-tema: É tudo Nordeste? Vale lembrar que a Seção Naturalismo Integral inspira-se no Manifesto do Naturalismo Integral, escrito pelo crítico de arte francês Pierre Restany como resultado de uma expedição realizada em 1978 com os artistas Sepp Baendereck e Frans Krajcberg.

Além de enfocar as obras dos artistas que presenciaram a criação do Manifesto, a exposição exibirá trabalhos posteriores de vários artistas engajados no que acabou sendo cunhado como “arte ambiental”. Entre eles, destaque para Abbas Kiarostami, Abraham Palatnik, Adrian Cowell, Aldemir Martins, Carlos Mélo, Chico Liberato, D. Célia (Maria Célia Pereira da Silva), Darcy Ribeiro, Dicinho, Eckenberger, Edison da Luz, Florival Oliveira, Gerson Nascimento, Giulio Paolini, Helio Oiticica, Joaquim Lino, Juraci Dórea, Leonardo Alencar, Piero Gilardi, Pierre Restany, Pierre Verger e Roger Buergel.

Krajcberg e Baendereck

O trabalho artístico de Frans Krajcberg, polonês radicado no Brasil, é um dos destaques da exposição Naturalismo Integral. Krajcberg criou na década de 1960 as suas primeiras esculturam em troncos de cedros mortos. Fez ainda inúmeras viagens à Amazônia, Xingu e Pantanal mato-grossense documentando em fotos o desmatamento nessas regiões. Além disso, o artista coletou raízes e troncos calcinados para criar outras obras. Seu trabalho reflete a paisagem brasileira, particularmente a Amazônia, e a preocupação com a preservação ambiental.

Por sua vez, o artista visual de origem sérvia Sepp Baendereck teve na viagem ao rio Negro uma verdadeira epifania artística, que culminou na exposição Brasil Natureza Morta (São Paulo, 1986), onde mostra desenhos com a temática destruição da floresta amazônica. Nessa exposição foram apresentadas obras como Dantesca (1986), Apocalíptica (1986) e Catastrófica (1985). A mostra resgata ainda obras de Baendereck que ficaram esquecidas no tempo, sobretudo um dos quadros que compõem o tríptico Natureza Morta, em grafite.