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Muncab ganha gradil artístico de autoria de J. Cunha
23 de Setembro de 2014 11:04

A partir do dia 27 de setembro, um gradil com 22 metros de comprimento, com 2,30 metros de altura, ocupará toda a lateral direita do Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira/Muncab, localizado no Centro Histórico de Salvador e em processo de instalação. O gradil, todo confeccionado em aço, com detalhes em inox, é um projeto do renomado artista plástico baiano J. Cunha. Na realidade, é uma peça artística que,além de embelezar a fachada, passará a integrar o próprio acervo do Muncab, incluindo-se no roteiro de visitação do público.

Intitulado “Histórias de Ogum”, o gradil conta muito mais histórias do que o seu título sugere: “Refere-se ao orixá Ogum, mas busca traduzir de forma bastante ampla a história do negro no Brasil, com seus símbolos e referências culturais, desde a escravatura até os dias atuais”, define J. Cunha, que, para confecção do trabalho, contou com os serviços de serralheria de Jorge Lima. No processo de execução, utilizou-se o raio lazer para promover o corte do aço nas condições precisas exigidas pelo trabalho.

Conhecido por sua dedicação ao universo afro-baiano, marca de todas as suas criações artísticas, J. Cunha trabalhou em cima de diversas situações temáticas para tentar traduzir a trajetória do negro ao longo da história. Na condição de “suporte” para esta história, o gradil abriga desde os momentos mais dramáticos vividos pelo povo negro – como a condição de escravos chegados da África para o Brasil – até o momento presente, quando a população afro-descendente presencia, apesar das dificuldades e grandes batalhas, novos horizontes no processo de aceitação social.

Segundo explica Cunha, Ogum representa todas essas conquistas. ”Ogum é um orixá muito hábil, conhece os metais, cuida da tecnologia, dá ao homem a condição de sabedoria, de vencer desafios”, justifica o artista. O trabalho de J. Cunha não se esgota no lado direito da fachada do Muncab. Logo após a instalação dessa etapa, um gradil complementar será colocado também do lado esquerdo, circundando o museu, definindo com arte os seus limites físicos.

Vale lembrar que o processo de construção do Museu Nacional de Cultura Afro Brasileira teve início em 2007 com as obras de restauração do prédio do antigo Tesouro, localizado no Centro Histórico, nas imediações da Igreja D’Ajuda. Em 2009, ainda em obras, o Muncab realizou a sua primeira exposição: “O Benin Está Vivo e Ainda Lá”. Sucesso de público – foi vista por cerca de 10 mil pessoas – a mostra ajudou a definir o papel do Muncab como referência cultural no cenário afro-brasileiro. Uma nova exposição foi realizada em 2011, na conclusão de mais uma etapa de obras do Muncab. O museu vive agora o seu momento final de construção, devendo ser totalmente concluído até o final do ano. Nesta etapa, serão realizadas obras de construção civil, elétrica e hidráulica no prédio principal e no anexo, onde funcionará a parte administrativa do museu.
A idéia do projeto do Muncab, como explica o seu coordenador, José Carlos Capinan, é fazer do museu um verdadeiro centro de referência da herança cultural africana. Enquanto as exposições temporárias enfocarão o trabalho de artistas ligados ao universo da afro-brasilidade, o acervo da casa será dividido em módulos, privilegiando desde a estética negra à religiosidade afro-brasileira, passando pelas contribuições africanas à língua brasileira e personalidades negras.