Página Inicial  |  Perfil  |  Equipe  |  Contato  | 
Links

  

redacao.noticia@noticiacapital.com.br
71 9128-9520

 
  Home - Poesias - A poética obra de Almandrade em exposição no Rio de Janeiro
 

Categorias

  Brasil
  Cultura
  Cursos & Concursos
  Dos Blogs & Sites
  Economia
  Educação
  Entrevistas e Reportagens
  Esporte
  Geral
  Internacional
  Mosaico
  Municípios
  Notas
  Opinião
  Politica
  Salvador
  Saúde & Medicina
  Turismo
 

Colunistas

 Agenor Calazans
 Aldo Trípodi
 Alessandra Nascimento
 Gerson Brasil
 Gil Vicente Tavares
 Guto Amoedo
 Kim Niederauer
 Marcelo Torres
 Valter Xéu
 Vitor Carvalho
 

Serviços

  Coelba
  Embasa
  Auxílio a Lista
  Prefeitura de Salvador
  Previdência Social
  Receita Federal
 
COLUNISTAS
 Aldo Trípodi

 aldotripodi69@hotmail.com
 
A poética obra de Almandrade em exposição no Rio de Janeiro
8 de Outubro de 2014 19:33

A Galeria GUSTAVO REBELLO ARTE (Av. Atlântica, 1702, loja 8 - Copacabana Palace) apresenta até 11 de outubro de 2014 a mostra “Almandrade – poemas visuais, desenhos,objetos e pinturas” ao público carioca. Esta exposição é um recorte do trabalho do artista elaborado a partir dos primórdios da década de 1970 com a preocupação de utilizar o objeto de arte para interrogar a natureza da linguagem e provocar reflexões, sem deixar que conceitos sobreponham ao fazer artístico. Almandrade compromete-se com a pesquisa de linguagens artísticas que envolve vários suportes inclusive a poesia. No percurso do artista, destaca-se a passagem pelo concretismo e a arte conceitual, nos anos 70, o que contribuiu fortemente com a incessante busca de uma linguagem singular, de vocabulário gráfico sintético. De certa forma, um trabalho que sempre se diferenciou da arte produzida na Bahia.
O trabalho de Almandrade, tanto pictórico quanto linguístico, vem se impondo, ao longo de todos esses anos, como solitário, à margem do cenário cultural baiano. Depois dos primeiros ensaios figurativos, no início da década de 70, conquistando uma Menção Honrosa no I Salão Estudantil, em 1972, sua pesquisa plástica se encaminha para as experiências construtivas e a arte conceitual. Como poeta, mantém contato com a poesia concreta e o poema/processo, produzindo uma série de poemas visuais. Com um estudo mais rigoroso do construtivismo e da Arte Conceitual, sua arte se desenvolve entre a geometria e o conceito. Desenhos em preto-e-branco, objetos e projetos de instalações, essencialmente cerebrais, calcados num procedimento primoroso de tratar questões práticas e conceituais, marcam a produção deste artista na segunda metade da década de Eu me permitiria dizer que Almandrade trabalha sobre o esfriamento do êxtase do olhar. Não o olhar de ser como foi, mas de ser como é. Reinterpreta o gélido espaço da cidade. Arquiteto, teórico, poeta e artista-plástico atua sobre a meditação do prazer. O seu tempo é outro, e o seu espaço também. E no que não apresenta ter uma direção definida, subverte o impulso da criação.
Para Luiz Rosemberg Filho, Com poucos elementos reexamina o fazer, dando aos seus trabalhos uma razão de pensar. Ao criar imagens desconexas-frias, medita sobre as diversidades do ser. Ser como sensibilidade. E a sensibilidade como elemento de transgressão. A sua ambigüidade talvez possa ser melhor exprimida no seu desejo de imobilidade. Produz então a fantasia através de um destroçamento contínuo da vontade. O seu êxtase fragmentado o exclui de ser um perverso. Incansável nos seus deslocamentos, ou nos deslocamentos dos seus objetos, passa uma espécie de sensação viva do tempo que não passa. E aí então no lugar da dor, a razão. No lugar habitual, o silêncio como metáfora de uma representação não-alegorizada. O que importa no fundo são as abstrações do olhar ou não, de cada um. Pouco importa se é entendido ou não. Quem gosta de clareza-castrativa é a TV. A felicidade de Almandrade é transbordar conceitos, diferenças e afastamentos.
Quer se aceite ou não, Almandrade transforma o real em algo impenetrável. Freqüentemente estranho em seu trabalho, torna-se único num tempo de opacas realizações. No seu âmago faz parte do seu desejo. O desejo de vazio na confusão. Na Bahia onde todos falam muito e fazem pouco, Alma é uma espécie de luz na significação-poética do ser criador. Obsessivo em relação ao prazer dá a seus traços, cores e objetos uma não-articulação para uso ou exploração. Os seus trabalhos acabam na nossa solidão. Viaja então do abstrato para o reflexo. A sua questão de ser é a sua necessidade de ler. Vaga entre Deleuze, Barthes, Bachelard e Bataille. Esforça-se para fazer do seu processo criativo uma espécie de transcendência do não-movimento.
Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade) Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Participou de inúmeras mostras coletivas, Salões e Bienais, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista,I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou mais de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 1975 e 2014. E obra espalhadas em vários Museus do Brasil público e particulares e já recebeu inúmeros prêmios.