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Abstração e cotidiano na arte de Guilherme Dable
14 de Outubro de 2014 18:21

Encontra-se na Roberto Alban Galeria, em Ondina, a mostra “Desse lugar entre meio-dia e duas horas da tarde”. O sugestivo título da exposição revela muito do espírito do seu autor, o artista plástico gaúcho Guilherme Dable, um dos expoentes das artes visuais contemporâneas do Rio Grande do Sul. Trata-se da sua primeira exposição em Salvador, embora Dable seja já bastante conhecido da crítica e do público. Seus trabalhos integram hoje importantes coleções, como a de Gilberto Chateaubriand, a do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, a do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outras.

Na mostra, Guilherme Dable trabalha com formas geométricas em carvão e acrílica, traduzindo o desejo confesso de abstração diante de um mundo sobrecarregado de imagens. A exposição reúne trabalhos em pinturas numa perspectiva que revela o criativo equilíbrio do artista entre a forma e a cor na apreensão dos flagrantes do seu cotidiano. Como diz Guilherme Bueno, crítico, curador e estudioso das artes visuais que faz a apresentação da mostra, o trabalho do artista gaúcho está repleta de significados, nem sempre identificados à primeira vista: “O linha que corre os planos num momento serve para cercar uma área a ser pintada; noutro, delimita a superfície já pintada. Ela se esvai assim do mero caráter projetivo atribuído ao desenho, conferindo-lhe antes um valor de eixo para articular a relação entre esses planos, porém fazendo-o pela anulação de uma estrutura “imediata” de figura e fundo”, diz.

O fato é que o artista gaúcho aposta num conceito muito particular de abordagem da realidade. Como ele mesmo confessa, o seu trabalho é a maneira que encontrou para “um reorganizar interno do mundo”. Das caminhadas que faz pelas cidades em que se encontra, anotando o que vê em cadernos, fotografando coisas, ele constrói repertório para alimentar o seu ateliê de criações. “Dable mantém os olhos atentos para as conformações da paisagem, daquela mais larga, em que as linhas dos edifícios cortam a linha do horizonte, até aquela mais doméstica, que diz respeito, por exemplo, do jeito como a cadeira se encaixa na mesa”, escreve Eduardo Veras, também crítico de arte.

Nascido em 1976 na cidade de Porto Alegre, Guilherme Dable é bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado em Poéticas Visuais. Seus trabalhos estão hoje espalhados pelo mundo. Já participou de coletivas internacionais – em Londres e Nova Iorque, por exemplo – e realizou seis individuais no país, em cidades como Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife (PE).

Em 2009, conquistou as suas primeiras premiações, entre as quais é destaque a seleção no Rumos Artes Visuais 2011-2013, maior mapeamento da produção artística brasileira, organizado pelo Itaú Cultural. O último reconhecimento ocorreu em 2013 com a conquista do cobiçado Premio Marcantonio Vilaça, concedido pela Funarte.
(A mostra em Salvador poderá ser vista pelo público de 10 de outubro a 10 de novembro, de segunda a sexta, 10h às 19h; sáb, 10h às 13h). A Roberto Alban Galeria fica na Rua Senta Pua, 53, no bairro de Ondina.