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Os 60 anos de trajetória de pintura de Lygia Sampaio, em exposição
28 de Outubro de 2014 18:52

Lygia Sampaio fará uma exposição no Museu de Arte Sacra da Bahia. Dia 23 de outubro às 19h será a abertura da mostra que traz obras desta premiada artista baiana única mulher a integrar o movimento de renovação das artes na Bahia.  De fato o desenho e da pintura de Lygia é algo que comove, domina estas técnicas como uma das melhores vista até hoje na História da arte Baiana

A instalação da Arte Moderna na Bahia consistiu em uma árdua batalha para seus pioneiros. A atitude da modernidade, espelhada nas vanguardas artísticas do século XIX, promovidas na Europa, que estabeleceram rupturas com o passado classicizante e possibilitaram, quando do seu aparecimento, novas investigações no campo da pintura, não teve nenhuma repercussão na Bahia. O ensino de arte seguia o padrão europeu neoclássico, modelo inspirador da Academia de Belas-Artes, fundada por Miguel Navarro y Cañizares, em 17 de dezembro de 1877, que viria a se tornar Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

Nos anos 40 e 50, a Bahia passou por um movimento artístico que trouxe o experimentalismo estético definidor do modernismo nas artes visuais da cidade. No meio de artistas que viriam a se tornar renomados como Mario Cravo, Caribé, Rubem Valentim e Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, uma única mulher participou desse movimento renovador, Lygia Sampaio, que comemora 60 anos de trajetória com a exposição Lygia Sampaio 60 anos de pena e pincel, que abrirá dia 23 de outubro, às 19h, no Museu de Arte Sacra da UFBA. Lygia foi uma pioneira em encarar uma arte moderna numa Bahia ruralista e provinciana, embora tenha se retraído, nunca deixou de desenhar nem de ser a grande artista que é. A Bahia lhe deve muito.

A exposição reúne 58 obras, divididas em duas temáticas: Santas e Flores e Personagens e Cenas da Bahia. Na primeira, estão reunidas as Santinhas, nome carinhoso dado pela artista ao se referir as imagens de Nossa Senhora pintadas recentemente. Na segunda, pinturas como Cici e Vardete (1949), primeiro óleo pintado pela artista e a premiada tela Menina de Plataforma (1950). O ineditismo é uma característica dessa exposição, pois traz parte da coleção particular de Lygia, poucas vezes vistas em Salvador. Nesta mostra o público terá acesso a riqueza e a diversidade de temas e técnicas que compõem a trajetória de mais de 60 anos de produção desta importante, porém pouco conhecida, artista plástica baiana. São trabalhos à óleo, aquarelas, desenhos à bico de pena e técnica mista, que datam de 1949 a 2014, muitos deles colocados  à venda pela primeira vez nesta exposição.

 Lygia entrou na Escola de Belas Artes em 1948, aos 20 anos de idade, onde desafiou os padrões vigentes da sociedade, aventurando-se em lugares considerados impróprios para uma moça daquela época. Essa incursão na vida popular urbana de Salvador é visível nas suas pinturas. "No atelier da Barra mostrávamos o que fazíamos, era um ambiente alegre e encorajador. Por vezes saíamos juntos, conversando os nossos assuntos, passeávamos inocentemente  pela cidade, do Rio Vermelho a Ribeira e Plataforma, buscando uma intimidade maior, visual e sensitiva, com a cidade que era a nossa fonte de motivos e de inspiração", relata a Lygia em depoimento registrado no catálogo da exposição de 1981.

Devido ao academicismo da Escola de Belas Artes, da qual a artista nunca traiu a natureza de seu modernismo, artista não concluiu o curso, transferindo-se para o curso de Museologia, área na qual se formou e passou a atuar profissionalmente até sua aposentadoria. A exposição Lygia Sampaio 60 anos de pena e pincel é uma realização do Museu de Arte Sacra e conta com patrocínio do SEBRAE.