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 Guto Amoedo

 
 
A conta chegou, o boteco vai fechar para balanço
11 de Fevereiro de 2015 14:40

Na área cultural o Brasil é reconhecido internacionalmente, basta lembrar a Bossa Nova e o prestígio de gente como João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, o percussionista Paulinho Soledade e outros tantos. Na esfera da literatura O bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis, João Ubaldo, Jorge Amado e outros escritores têm admiração carimbada no exterior.

 

Em 2013 o Museu de Arte Moderna de Frankfurt apresentou uma retrospectiva do artista plástico brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980). O futebol já não goza de tanto prestígio, mas isso diz respeito à seleção, porque Neymar é visto como uma estrela no Barcelona e candidato a melhor do mundo, posto que já foi ocupado por Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Rivaldo e Kaká.

 

Mas na área econômica desafinamos de maneira desastrosa, embora, vez por outra, insuflamos o peito e orgulhosamente nos colocamos como a 8ª economia do mundo e coisas tais, embora ainda tenhamos em grande escala o trabalho escravo, ou o politicamente correto, trabalhadores em condições análoga à escravidão.

 

Até antes das eleições ríamos da recessão europeia e da americana, com seus desempregos e economias cambaleantes. Chegamos até a dar a receita para o crescimento econômico. Nada de austeridade fiscal e monetária, o correto seria gastos públicos e abertura de crédito de grande monta.

 

A palavra de ordem era: consumam, não parem de consumir, haverá crédito para todos, independentemente do endividamento. Lembro de uma certa manchete da Tribuna que dizia: “Endividados vão às compras”.

Pois bem, como no poema de Carlos Drummond de Andrade, e agora José? “A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou”, e o boteco está fechando as portas para balanço.

Não adianta mais os discursos encantatórios de que tudo vai bem. Por ironia, ou estupidez, a conta chegou e será paga, principalmente, por aqueles que supostamente eram os grandes beneficiários da tresloucada economia do puxadinho: um subsídio aqui, outro acolá, um IPI reduzido aqui, uma desoneração generosa para o lado de lá e assim por diante.

Até a chegada de Levy, no posto de ministro da Fazenda, milhões de brasileiros surfavam numa ilusão de bem-estar, como consequência de ganho real do salário mínimo, fartura de crédito e represamento do preço da energia ( esta chegou inclusive a cair de preço), da gasolina ( o governo comprava mais cara lá fora do que vendia aqui dentro), da tarifa dos transportes públicos, de um câmbio controlado, enfim, viviam uma situação artificial, que aos poucos foi se deteriorando e consequentemente explodiu em inflação.

O fato é que a conta chegou, para colocar a economia nos trilhos. Está alta e vai ficar mais alta ainda. Ou seja, José, a festa acabou e não dá para chamar o garçom e mandar pendurar a ”dolorosa” logo ali adiante, como sugeriu Noel Rosa na música Conversa de Botequim. “Seu garçom me empresta algum dinheiro, que eu deixei o meu com o bicheiro. Vá dizer ao seu gerente que pendure esta despesa no cabide ali em frente”. E agora José?