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52 obras de 34 artistas de expoentes do Modernismo no Palacete das Artes
6 de Abril de 2015 18:43

Em mais uma iniciativa de valorização da cultura brasileira, o Santander e o Palacete das Artes inaugurou a exposição Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil. A mostra, que estará aberta ao público de 18 de março a 31 de maio de 2015, utiliza como referência a relação entre artes plásticas e poesia, com curadoria geral de Helena Severo.

Com percurso livre, a exposição tem como objetivo levar a arte brasileira a um público amplo e oferecer múltiplas possibilidades de leitura para as obras de seu próprio acervo, com o apoio narrativo de fragmentos de poemas selecionados. A Coleção Santander Brasil, formada pelas obras de arte dos bancos integrados ao grupo, reúne um significativo capital da cultura brasileira. A partir da análise deste conjunto, identificou-se um expressivo núcleo de arte moderna brasileira, além de diferentes manifestações culturais, incluindo arte popular e de cartografia dos séculos XVII ao XIX.

 “A arte é um bem de toda a sociedade. Para o Santander, apresentar as obras ao público de Salvador é uma forma de dar a elas a sua dimensão pública”, diz Marcos Madureira, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil. “Ao mesmo tempo, destacamos o trabalho de artistas locais, como Gregório de Mattos, Waly Salomão e Castro Alves, como forma de valorizar a cultura regional e dar um presente à cidade.” De acordo com Murilo Ribeiro, diretor do Palacete das Artes, baianos e turistas serão brindados com a exposição Narrativas Poéticas. “Esta é uma oportunidade de mostrar aos nossos visitantes obras de importantes artistas plásticos, dialogando com os mais significativos poetas brasileiros dos séculos XIX e XX.” 

Após anos de rigoroso trabalho de catalogação, conservação, restauro e pesquisa, esta é a primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil. Entre as 52 obras de 34 artistas que fazem parte da exposição, destacam-se as de expoentes do Modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake, Cícero Dias e Gilvan Samico e também alguns trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Fernanda Rappa e Renata de Bonis.

O poeta, filósofo e ensaísta Antonio Cicero, em parceria com Eucanaã Ferraz, é responsável pela seleção de 48 fragmentos de poemas de 25 grandes poetas brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Gerardo Mello Mourão, Domingos de Carvalho, Carlos Pena Filho e Joaquim Cardozo. Destacam-se três baianos: Gregório de Mattos, com A Instabilidade das Coisas do Mundo, que entra especificamente para a edição em Salvador, Waly Salomão, com Persistência do Eu Romântico, e Castro Alves, com Hebréia.

Outro diferencial da exposição é a inclusão de quatro obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual. São quatro totens em resina das telas selecionadas, que poderão ser manipulados. As obras escolhidas foram Baile no Campo, de Cícero Dias; Figura, de Milton Dacosta; Paisagem, de Francisco Rebolo; e Série Amazônica, de Ivan Serpa. Narrativas Poéticas já passou por Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Fortaleza com registro de mais de 230 mil visitantes nas seis capitais.

O primeiro ciclo do movimento Modernista foi marcado pela busca de uma linguagem genuinamente brasileira, capaz de revelar nossa identidade, nosso verdadeiro caráter nacional. Este instante fundacional do movimento assinala o surgimento de uma arte que se quer brasileira, modernamente brasileira.

Expoentes do Modernismo, como Mário e Oswald de Andrade, que lutaram contra a concepção de nação atrelada a relações de poder oligárquicas, acreditavam que só sairíamos da pré-modernidade se assumíssemos nosso verdadeiro caráter nacional. Partiram em busca de nossas raízes forjando, em suas obras, uma estética de caráter nativista e regionalista.

É o momento de afirmação de nossa produção artística. Do nacionalismo exacerbado, da busca pela construção de uma arte capaz de se impor no cenário internacional por sua dimensão de brasilidade, o projeto modernista caminhou para um patamar mais universal chegando ao século XXI aberto à diversidade e ao multiculturalismo. O purismo inicial deu lugar ao entendimento de que a cultura é resultado de uma construção histórica que se faz na dinâmica dos contatos entre povos e visões de mundo diferenciadas. Ninguém possui uma só identidade e a pujança de uma cultura reside, sobretudo, na diversidade buscada e assumida.