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  Home - Poesias - A injeção de Levy vai doer, mas a inércia debilita o doente
 

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 Guto Amoedo

 
 
A injeção de Levy vai doer, mas a inércia debilita o doente
16 de Abril de 2015 19:14

Enquanto governo e Congresso - incluindo aí ideologias tão diversas, como a do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, como também a de petistas e aliados - tentam encontrar uma injeção que não doa tanto, quanto o remédio prescrito por Levy, o ajuste fiscal, a economia brasileira vai se desmanchando.

 

Depois do tarifaço dos preços administrados como telefonia, gasolina, gás de cozinha, eletricidade ( que subiu 60% em 12 meses) planos de saúde e também IPTU, IPVA e ônibus, a inflação mostrou sua cara e hoje está acima de 8%, quando a meta fixada pelo Banco Central é de 4,5%, com o famoso viés de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

 

Juntando-se a esse quadro, o preço dos alimentos também deram sua contribuição para arruinar o bolso do consumidor e fazer a renda familiar ficar mais curta do que o mês. Os setores produtivos como a indústria, comércio, serviços e a construção civil amargam queda de vendas significativas. Só no setor imobiliário o baque é de mais de 40%.

 

No entanto, o ajuste fiscal proposto por Levy não anda. Não iria resolver todos os problemas da economia brasileira, a exemplo de baixar a inflação da noite para o dia, ou fazer a indústria sair do atoleiro, mas daria um norte para a cadeia produtiva e aos trabalhadores. Claro, o remédio de Levy é amargo, nada de chá de pitanga, ou de capim santo, nem mesmo se aproxima de óleo de rícino com maná e sena, da antiga farmacologia, que colocava novamente em atividade adultos e crianças que estavam doentes. Era uma espécie de genérico de antanho, mas que funcionava. No entanto, sem ele, o paciente corria o risco de morrer

 

Agora a farmacologia está bem complexa, porque já não existe mais o doente e sim a doença, que exige vários diagnósticos e uma enxame de medicamentos, cada qual mais potente do que a antiga injeção de óleo.

 

Não há dúvida, o ajuste proposto por Levy, que pilheriou sobre a antiga política de Dilma, chamando-a em determinado momento de “brincadeira”, vai doer e muito. Afinal, endurecer as regras para concessão de benefícios como auxílio-doença, pensão por morte, abono salarial e seguro-desemprego dificilmente terá o sabor de pudim de leite, ou de chá de erva doce. Nesse pacote de benefícios sociais o governo quer economizar R$18 bilhões

 

Cortar gastos do governo que atingirão o PAC, a menina dos olhos de Lula e Dilma, assim como aumentar impostos, não são medidas que darão milhões de votos ao governo numa próxima refrega contra a oposição e muito menos fará o índice de rejeição da presidente se recupera e adormecer em berço esplendido. Seria preciso que Dilma tomasse alguns banhos de descarrego, passe e outras mandigas para fechar o corpo frente a uma dura realidade econômica. Mas isso é coisa de baiano e para aqueles que se incorporaram à cultura baiana.

 

Um presidente da República fraco, um presidente do Congresso fortíssimo e o do Senado também estão na demora de aprovar o ajuste fiscal, colocando o doente Brasil mais vulnerável ainda. Depois da agência de classificação de risco Fitch ter reduzido a nota do Brasil de perspectiva de estável para negativa, agora chegou a vez de bancos brasileiros engrossarem a fila. Gente como BB, Caixa, Itaú, Bradesco et al.

 

A demora em se aprovar o ajuste fiscal de Levy está saindo bem caro ao Brasil e caso tenhamos no final uma meia sola, como faziam os antigos, porque a produção industrial de sapatos era baixa e custosa, é possível que a emenda seja pior do que o soneto. A injeção de Levi vai doer, mas a inércia é uma má conselheira e pode aleijar o doente.