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As folhas no universo dos Orixás de Mury
19 de Maio de 2015 10:25

A importância das folhas nos rituais do candomblé é a principal motivação da mostra inédita que o fotógrafo e artista plástico fluminense Alexandre Mury apresenta em Salvador a coleção intitulada “O Catador na Floresta de Signos”, a mostra é fruto de uma incursão artística e filosófica sobre o universo afro brasileiro a partir de uma pesquisa empreendida por ele, durante dois meses, na capital baiana. A exposição fica em cartaz até o dia 6 de junho, na Roberto Alban Galeria de Arte, no bairro de Ondina, de segunda a sexta, 10h às 19h; sáb, 10h às 13h.

Fotografo reconhecido, Mury fez a composição de 12 orixás associando a simbologia das folhas à figura humana (no caso, ele próprio). Na pesquisa que realizou em território baiano, o fotógrafo investigou o tema religioso a partir do contato próximo com as pessoas que vivem o candomblé no seu cotidiano. “Eu tinha uma ideia na cabeça, mas quando cheguei em Salvador tudo mudou. Mudou na construção e no próprio sentido da obra que eu imaginava fazer”, atesta ele, ressaltando a importância do processo no resultado final.
E este resultado, segundo ele, decorre da sua atenta observação sobre a apropriação dos signos e significados do candomblé pelos baianos. “Aqui, mesmo quem não é do candomblé acaba incorporando alguma coisa do candomblé no seu dia a dia”, observa Mury, que diz ter procurado em seu trabalho a busca da ancestralidade no que ela tem de mais essencial.
Nesse ponto, entra como fio condutor da mostra o elemento natureza, particularmente, as folhas. Mury levou em conta todos os tipos de folhas utilizadas nas cerimônias religiosas ligadas ao culto afro-brasileiro, incluindo também as folhas usadas na medicina popular.
O curador da mostra, Roberto Conduru, considera este novo trabalho de Alexandre Mury não só de cunho artístico como também político ao propagar novas imagens de divindades afro-brasileiras. Para ele, Mury “reitera a vitalidade do candomblé, a atualidade de sua cosmovisão e de seu imaginário sacro. E reafirma a necessidade de difundi-los publicamente em uma conjuntura social marcada por cerceamentos e perseguições às religiões com matrizes africanas no Brasil.”
Outro diferencial desse novo trabalho, segundo explica o curador, é Mury ter criado suas próprias representações, sem partir de obras preexistentes, evitando remissões explícitas a ícones exponenciais da história da arte e da cultura visual. “Suas imagens são próprias porque o artista lhes dá sua carne, se cerca e se veste de matérias que são essenciais aos entes representados: os elementos da natureza e as folhas específicas de cada orixá...”, observa.
Já para o próprio Alexandre Mury, a série sobre os orixás é um grande desafio em sua trajetória artística. “Não sou de Salvador, não sou religioso, mas tratei o tema de uma forma extremamente reverente”, resume ele, que é natural de São Fidelis (RJ) e tem em seu currículo exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior, com obras integrando a Coleção Gilberto Chateaubriand e Caixa Cultural/RJ.