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 Guto Amoedo

 
 
Com o mercado imobiliário fraco, municípios terão dificuldades
20 de Maio de 2015 11:44

Uma série de fatores vem derrubando a economia brasileira, que aos poucos está desacelerando (entrando em recessão), com o desemprego dando as caras, em razão das empresas terem paralisado ou diminuído e muito a produção, porque os estoques estão altos e os custos subiram violentamente.



Energia mais cara, combustíveis mais caros, a retirada dos subsídios e aumento de impostos levaram o barco a fazer água. Além disso, juros altos, inflação numa escalada que assusta e consumidores sem poder de compra e ainda endividados compõem um quadro desastroso.



No setor imobiliário a desaceleração da economia se torna mais dramática, porque é o segmento produtivo que mais responde de imediato a geração de emprego, como também dispensa de súbito um grande contigente de trabalhadores, quando a atividade é baixa, com grave repercussão nas economias das cidades. Além disso, o segmento deixa de representar uma alta fonte de renda para os municípios.



Leve-se em conta que O IPTU, o ITIV, o Alvará de Construção, o Alvará de Habite-se, as taxas de licença e funcionamento de publicidade e mais o ISS representam uma receita portentosa para as grandes capitais brasileiras.

Uma cidade em que a construção civil é dinâmica aponta para uma economia em desenvolvimento, com geração de postos de trabalho e renda e ainda o rebate sobre diversas cadeias produtivas.

O PIB baiano em 2014 cresceu minguados 1,5%, influenciado fortemente pelo desempenho negativo da Indústria e da Construção Civil.

Embora o cidadão viva no município é a União que concentra a maior parte do bolo tributário, com aproximadamente 60%, enquanto 26% são distribuídos para os estados e 14% são alocados nos 5.563 municípios.



Chama a atenção o empenho da equipe econômica do governo federal em tirar R$ 10 bilhões do FGTS para empregar em obras de infraestrutura do país, num momento em que o crédito imobiliário está escasso e os juros de financiamento para a compra da casa própria dispararam.



A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) propôs que os ganhos anuais obtidos pelo FGTS com os empréstimos imobiliários sejam divididos ao meio, metade para engordar o patrimônio do fundo e a outra metade para os trabalhadores, como se fossem dividendos de uma aplicação financeira. O que daria mais poder de fogo ao operário para enfrentar a crise, e ao mesmo tempo estimularia a economia, sem que o Tesouro emitisse títulos da dívida pública, para cobrir a operação (leia-se,mais inflação).



É uma proposta sensata, num momento tão delicado, em que os municípios, assim como os estados, estão em dificuldades para enfrentar as demandas das suas populações e numa queda de braço louca com a União para refinanciar suas dívidas.



Qualquer observador mais atento percebe que se estabeleceu um nó na economia brasileira: juros altos, inflação idem, crédito caro, renda murchando e consumidor perdendo o emprego e atolado em dívidas. Para sair desse pântano, o governo federal acena com o ajuste fiscal, melhor dizendo recessão.



Mas as tentativas de minorar o ambiente são contraditórias. Por exemplo, liberar parte do depósito compulsório para o crédito, vulgo consumo, ou desviar parte do FGTS para obras. A proposta da Cebic tem uma boa dose de racionalidade e evitaria um tranco maior no mercado imobiliário já combalido. O ano começou com o mercado imobiliário baiano perdendo 12 mil posto de trabalho, e até o final do ano esse caldo pode engrossar bem mais.