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 Guto Amoedo

 
 
A CPMF é uma pedra no caminho do Ministro Levy
17 de Junho de 2015 13:24

Assim como não quem não quer nada, sorrateiramente surgiu a ideia no âmbito do governo federal de se voltar a cobrar novamente a Contribuição sobre Movimentações Financeiras, a famigerada CPMF. Para despistar o contribuinte, quando o governo é instado a se pronunciar, através dos seus ministros, principalmente o da saúde, afirma-se que o caso está ainda em estudo. Que não tem nada de concreto, por isso, não é preciso as pessoas se preocuparem.

 

Mas nas hostes petistas o tributo é tratado sem cerimônia, e a presidente Dilma, na entrevista que deu ao Jô Soares, disse que com a extinção da CPMF o governo perdeu R$ 40 bilhões por ano, que poderiam ser aplicados no setor de saúde.

 

O número é fantástico e ilude muita gente, principalmente quem tem pouco discernimento. A sociedade brasileira já paga uma carga tributária escorchante, e em 2014 o garfo da receita federal sobre a produção de bem e serviços subiu pelo segundo ano consecutivo, somando 35,42% do Produto Interno Bruto (PIB), ante um percentual de 35,04% em 2013.

 

Mas não é somente a voracidade do Estado brasileiro que cada vez mais quer arrecadar dos cidadãos para financiar os gastos públicos, sem que o eleitor tenha o menor retorno das chamadas políticas públicas. Paga-se escola para os filhos, porque a educação pública é um desastre; paga-se pelo plano de saúde, em razão do SUS não oferecer a mínima condição, estão aí os hospitais públicos, uma lástima; e na área de segurança é preciso o condomínio, ou mesmo a casa de beira de rua ou as empresas contratarem segurança privada para poder, hipoteticamente, se defender da bandidagem, que age solta e em larga escala.

 

Mas a ideia da volta da CPMF, que vigorou no Brasil de 1997 a 2007, quando o governo não conseguiu aprovar sua prorrogação, traz embutida um pedra no caminho do ministro Joaquim Levy.

 

Embora ele já tenha se manifestado contra essa aberração, afirmando que “não há perspectiva pelo que eu esteja vendo. Eu não estou cogitando”, a CPMF pode se transformar numa grande armadilha para o ministro. Seria uma espécie de aríete, com que se acertaria na política de ajuste que ele vem tentando aprovar no Congresso e no Senado e encontra forte resistência, não só dos parlamentares da oposição, como também e principalmente do PT.

 

A instituição da CPMF jogaria no colo do ministro uma bomba difícil de ser desarmada, logo, lhe quebraria as pernas. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, já dourou a pílula, afirmando que o tributo incidiria apenas sobre os mais ricos, poupando as transações de menor valor.

 

A ideia é sempre a mesma, taxar os mais ricos e proteger os mais pobres, mas empurra goela abaixo da sociedade mais um tributo e um tributo perverso, porque pega de cheio as classes médias nos seus mais variados matizes, os pobres e os ricos, ou seja, toda a população O único que lucraria com isso é o Estado

 

Não é preciso ser economista para saber que a CPMF vai na contramão do que vem sendo proposto por Levy, para equilibrar as contas públicas, os gastos do governo, e conter a inflação, esta, a cada dia mais solta, mais livre e mais leve, derretendo a renda do trabalhador, afinal 46,3% dos consumidores estão endividados.

 

Sem que se acene para o corte das despesas do governo federal, Arthur Chioro, Ministro da Saúde, tem conversado com os governadores dos estados para buscar apoio na criação de um imposto nos moldes da CPMF, para levantar recursos para a Saúde. O Ministro afirma, entretanto, que a taxação seria apenas para os mais ricos, poupando as transações de menor valor.Com esses absurdos 39 ministérios, sem que seja feito o menor esforço para reduzir os gastos do governo, a pedra da CPMF tenta partir Levy, levá-lo a nocaute. A sociedade que já foi enganada uma vez, recentemente, seria enganada de novo, com um robianismo parvo e autoritário. No passado, a CPMF, durante dez anos, de 1997 a 2007, produziu a mesma ruga gerada a partir de uma semente de ervilha embaixo de mil e um colchões. Ou seja, a CPMF é uma pura enganação, é uma transferência de renda da população para o governo e quem sabe para o bolso de alguns.