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 Guto Amoedo

 
 
A contribuição da máquina púbica ao ajuste é zero
9 de Julho de 2015 20:03

Afora o PT, todo e qualquer cidadão que consiga ir além das três refeições diárias e estique um pouco a capacidade de racionar, sobre a grave crise econômica vivida pelo Brasil, sabe que o ajuste fiscal proposto pelo ministro Levy é importante, se não crucial, para colocar no lugar a desarrumação provocada pela farra fiscal praticada pelo primeiro mandato de Dilma.

O que se questiona não é o tamanho do ajuste e suas consequências. O país vivia num manequim 52 e de repente teve de apertar o cinto para entrar num modelito 44, e se tudo der certo daqui a algumas décadas chegue a vestir o número 36.
Claro, que esse enxugamento está provocando muito mal estar e reclamações, porque no lugar da Coca Cola o país está tomando óleo de rícino. O resultado não poderia ser outro, empresas fechando as portas, demissões, grande obras paralisadas e uma estabilidade política a desenhar talvez um impedimento da presidente ou à sua total desidratação.
Quem está pagando a conta até agora é o setor privado, com os sucessivos aumentos de energia, graças a desarrumação feita no setor, para eleitoralmente baixar o preço da luz, além do aumento da carga tributária e principalmente da inflação. Empresas e trabalhadores, a contragosto, estão cortando seus gastos, encurtando seus orçamentos, para poder atravessar a tempestade, com o menor grau de dano possível.
No entanto, enquanto o operariado e as companhias tentam diminuir os estragos provocados pela nova matriz econômica, desenhada por Mantega e Dilma, o que inclui as tais pedaladas fiscais, a estrutura de governo permanece intacta.
Desde 2010 o custo com a máquina pública, com sua exuberante capacidade de abrigar 39 ministérios, custa ao país R$ 424 bilhões por ano. Só o gasto com pessoal drena a colossal quantia de R$ 214 bilhões. São quase 900 mil servidores, sendo 113.869 alocados nos chamados cargos comissionados e de confiança, ou seja, nomeações meramente políticas.
Que falta fará ao contribuinte brasileiro se houvesse um corte de 40% ou até mais nesse mundo de gente? Esses Raimundos, do poema de Carlos Drummond de Andrade – Poema de Sete faces-, poderiam até ser uma rima, mas jamais uma solução.
Num país onde falta, como em Brasília, quatro antibióticos usados no tratamento de doenças como sífilis, febre reumática, toxoplasmose, tétano e meningite, qual a contribuição de 39 ministérios e esse número exorbitante de servidores? Por acaso, eles melhoram a saúde pública, dão contribuição significativa para educação?
Qual a contribuição desse mundaréu de gente, cargos e despesas para o ajuste fiscal? Zero. A presidente Dilma deve uma explicação a nós outros que estamos pagando essa conta salgada, sem a que a tenhamos construído.
Talvez haja uma razão mais razoável para se manter essa estrutura governamental da forma como ela se apresenta. Contudo, até agora, o cidadão que paga os impostos não foi tocado por essa máquina, que pela sua grandeza deveria produzir resultados brilhantes,
Se o governo insistir nesse modelo de Estado grandioso, com um custo altíssimo, o ajuste fiscal, por mais bem sucedido que venha a ser, será insuficiente para dar conta do país e seus desafios.