Página Inicial  |  Perfil  |  Equipe  |  Contato  | 
Links

  

redacao.noticia@noticiacapital.com.br
71 9128-9520

 
  Home - Poesias - Pablo Atchugarry um mestre da escultura
 

Categorias

  Brasil
  Cultura
  Cursos & Concursos
  Dos Blogs & Sites
  Economia
  Educação
  Entrevistas e Reportagens
  Esporte
  Geral
  Internacional
  Mosaico
  Municípios
  Notas
  Opinião
  Politica
  Salvador
  Saúde & Medicina
  Turismo
 

Colunistas

 Agenor Calazans
 Aldo Trípodi
 Alessandra Nascimento
 Gerson Brasil
 Gil Vicente Tavares
 Guto Amoedo
 Kim Niederauer
 Marcelo Torres
 Valter Xéu
 Vitor Carvalho
 

Serviços

  Coelba
  Embasa
  Auxílio a Lista
  Prefeitura de Salvador
  Previdência Social
  Receita Federal
 
COLUNISTAS
 Aldo Trípodi

 aldotripodi69@hotmail.com
 
Pablo Atchugarry um mestre da escultura
29 de Julho de 2015 13:15

Pedra e metal, esculturas verticais, aparentemente abstratas, majestosas, hieráticas, simétricas, peças totêmicas coesas, são modos de se observar a obra de Pablo Atchugarry, artista uruguaio, considerado um dos mais importantes escultores na atualidade mundial.

Apresentando dezoito trabalhos, em dimensões variadas, a sua obra poderá ser vista pela primeira vez na Bahia e em galeria brasileira (esta é a sua quinta exposição no Brasil, sendo as anteriores no Museu Brasileiro da Escultura em São Paulo, Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, e Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília), até 22 de agosto, na Paulo Darzé Galeria de Arte.

A mostra tem como curadores Gilberto Habib Oliveira e Maria Lucia Montes, e sobre o artista dizem: “A chave para uma leitura mais correta da obra não está na forma, mas sim no embate do artista com a matéria. Com a imaginação da sua matéria. Por esta razão, não se trata de construirmos uma leitura das “formas” de sua criação, mas da sua “experiência”, saber de seus processos, suas ferramentas, seus instrumentos. Estar diante do bloco e sentir o quanto este nos desafia, ao observarmos seus veios, sua porosidade, suas texturas. Sentir no corpo o terror de sua enormidade, quando esta nos confronta e ameaça, como uma esfinge que nos diz: “Decifra-me ou devoro-te”. Uma chave de leitura que, para dar conta dessa arte no contexto contemporâneo, reivindica menos o conceito historicista de “internacionalização” da arte e mais a ‘experiência universal’ da arte”.

O crítico Agnaldo Faria, assinando o catálogo, considera que o mestre uruguaio mostra “a importância de sua lição sobre a arte como um exercício capaz de demonstrar a inesgotabilidade de qualquer meio, qualquer que seja ele, mesmo a pedra, sobretudo a pedra, sobretudo o mármore, de eleição ancestral: fertilidade profunda e enigmática, a provar a fertilidade igualmente profunda e enigmática da mente e gesto humanos. Segundo o ângulo poético do mestre uruguaio, a pendulação entre figura e geometria não é algo que se coloca algo cuja pertinência esteja em discussão. Em seu lugar, Pablo Atchugarry propõe a síntese entre ambos, os caminhos da mão bifurcados entre a obediência à mente e às idiossincrasias da matéria, as lições que ela generosamente oferece a quem lhe ousa enfrentar... Em coerência com a gama de possibilidades que atravessa nossos espíritos tão contraditórios, o artista realiza esculturas majestosas, hieráticas, simétricas, peças totêmicas coesas, grávidas de certeza e decisão. Há também uma extensa família daquelas compostas por partes que se vão desprendendo, e aqui as esculturas metálicas se sobressaem, como pétalas que se desabrocham ao passo em que se elevam chamas que se resolvem em línguas serpentinadas. Por fim, e para não se estender mais no levantamento de uma poética que se desenvolve em múltiplas direções, cumpre salientar as esculturas que se resolvem em soluções plácidas, corpos recostados, trespassados por outros vetores que não só o vertical”.

Pablo Atchugarry nasceu no Uruguai, Montevideo, em 1954. Vive e trabalha em Lecco, Itália, e Manantiales, Uruguai. Realizou exposições em Londres, Nova York, Miami, Montevideo, Buenos Aires, Paris, Panamá, New Orleans, San Francisco, Madrid, Colônia, Frankfurt, Maastricht, Amsterdam, Bruges, Brussel, Ghent, Zurique, Basel, Abu Dhabi, Milão, Veneza, Turim, Estocolmo, Seul, Hong Kong, entre outras.

A mostra de esculturas de Pablo Atchugarry estará aberta de segunda a sexta, das 9 às 19 horas, e sábados das 9 às 13 horas, com entrada franca, na Paulo Darzé Galeria de Arte (Rua Chrysippo de Aguiar 8, Corredor da Vitória, Brasil, Tel.: (71) 3267.0930 Cel.: (71) 9918.6205), ou visite o site www.paulodarzegaleria.com.br, qualquer contato com paulodarze@terra.com.br).