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 Guto Amoedo

 
 
Ninguém escreve uma carta à presidente
30 de Julho de 2015 19:50

A presidente Dilma tornou-se um personagem de seu próprio governo, em busca de um sobrevida que lhe garanta a estadia no Palácio do Planalto até o longínquo 2018. Não é exagero utilizar o adjetivo para marcar a dimensão do tempo, quando se trata da agonia em que se encontra mergulhada a presidente e o país a reboque. Talvez se alguém escrevesse uma carta à mandatária relatando o que ocorre no cotidiano, quem sabe ela e o país ficassem on line. Já faz um bom tempo, que ela e os súditos, devido à má qualidade da banda larga brasileira, estão off line.
Lá se foram as mágicas da fortuita nova matriz econômica, com subsídios e mais subsídios distribuídos por um cem números de produtos, como carros, geladeiras, televisores, celulares etc. Era uma festa, a casa estava garantida e os eletrodomésticos também.
Agora sem casa e sem eletrodomésticos e sem aquele carro, vendido com um real de entrada e mais prestações ao longo de infindáveis 60 meses, a vida se tornou um coió, pintado com uma tabatinga rala, que na primeira chuva se desmanchou.
O presidente da General Motors América do Sul, Jaime Ardila diz em entrevista no Estadão que a Classe C “como consumidora de carros, praticamente saiu do mercado”. Segundo ele, quem compra carro hoje são as classes A e B, mas mesmo estas mudaram o padrão de consumo. Ele acredita que o setor só venha a se recuperar no final de 2016.
Ardila deveria enviar uma carta a Dilma e uma outra endereçada ao Congresso e aos candidatos às prefeituras em 2016, com o seguinte teor: “ prezados senhores, por favor se abstenham de prometer um maravilhoso mundo Alice, porque não há e nem nunca houve condições para tal feito, mesmo porque, isso exige uma soma volumosa de dinheiro e, como vemos no noticiário da TV e nos jornais, a Operação Lava Jato está mostrando que há algo de errado nesse vaia e vem de bilhões e bilhões de dólares e reais que atravessam oceanos desconhecidos, se camuflam em pântanos e florestas escuras, mas não resistem ao mínimo exame da velha e boa tabuada, ou seja, dois mais dois são quatro. Não adiante fazer pirotecnia, nem cálculos só conhecidos pelos alquimistas, para reverter esse resultado tão banal: a soma de dois mais dois resulta em quatro”
Com apenas 7,7% de súditos a lhe render homenagens, a matriarca poderia muito bem num excesso de civilidade ou de incontida exasperação se dirigir ao seu auxiliar imediato e dizer, “vamos embora daqui, porque aqui ninguém gosta da gente. Vamos nos encontrar com Manuel Bandeira e ir para Pasárgada, lá sou amiga do rei”. “E como farei ginástica, Andarei de bicicleta, Montarei em burro brabo, Subirei no pau-de-sebo, Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado, Deito na beira do rio, Mando chamar a mãe-d'água, Pra me contar as histórias, Que no tempo de eu menino, Rosa vinha me contar, Vou-me embora pra Pasárgada”.
Não adiante brigar com a realidade, porque no final da peripécia a conta sempre chega. Para a população, na forma de incontáveis sacrifícios, para os políticos, na forma de urnas vazias e na execração pública e agora nesses tempos moderno também na forma de cadeia.
Embora estejamos vivendo no mundo de alta tecnologia, quando é possível com um simples clic transferir somas incalculáveis de capital de um lugar para outro, ou se comunicar com uma aldeia remota na Eslovênia, às vezes no falta a comunicação mais indispensável, ouvirmos o que o outro tem a dizer, ouvirmos o que o país tem a dizer. Por mais que estejamos furiosos com o que se passa na economia, no Congresso e com as revelações da Lava Jato, a crise se aprofunda. No Planalto Dilma pedala sua bike e ninguém lhe escreve uma carta. Vamos para Pasárgada?