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A obra iconográfica de Olímpio Pinheiro
18 de Agosto de 2015 12:01

“Os infames caem” assim Olímpio Pinheiro, intitula ou emula um sentimento sobre sua obra que ora mostra. De fato consegue o artista trazer a tona uma discussão em torno do que propõem, contudo, para que fique claro não se trata de nenhum panfleto ideológico, ou está buscando o artista consagração no viés político, uma vez que sua obra intui esta discussão e permite uma abordagem a uma sociologia da arte o que não é nosso caso.

 

Sua obra se consagra pela justa colocação dos elementos, um militar com fardamento lembrando o usado pelo nazismo, um religioso usando a mitra que representa o poder espiritual do papa, uma figura a esquerda iconograficamente representando a morte em que pese seja uma mulher que segura à foice, um homem com uma postura de político com um olho arrancado e abaixo uma ave que segura o globo ocular em seu bico, alguns animais e um zooantropomórfico segurando uma corrente que finda no religioso, enfim uma trama onde tudo se funde a uma realidade emaranhada onde vida, poder e morte se confundem.

 

De fato sabe o artista articular os personagens e dotar a cena com certo tom satírico/ crítico, no entanto não o faz por uma simples evocação ao óbvio ululante dos tempos atuais, mais ocupa sua paleta a levar o observador a pensar e intuir um juízo de valor para se fazer justiça a obra de arte.

 

Pinheiro opta por uma linguagem que intitulo uma poética do feio, onde a partir de cenas e figuras que são contrarias a estética da norma, buscando no entendimento da própria obra a questão do “belo”. O esteta italiano Luigy Pareyson a este propósito nos fala “substituiu-se, pois, à beleza canônica a beleza de expressão, chamando artístico aquilo que revela um sentimento ou uma interioridade, mesmo que em contraste com as leis do belo”. O pensamento do autor vai de encontro ao aparecimento da arte moderna que possibilitou os avanços nas pesquisas das linguagens artísticas, reforçando a liberdade de expressão, que a modernidade consagrou.

 

Ao optar por esta linguagem, perpassando por um leve toque surrealista ao mesmo tempo evocando a um expressionismo do ponto de vista social como desejava os expressionistas alemães, mais não usando da técnica de pintura que eles adotaram, Olímpio afirma em suas obras a sua própria caligrafia, no entanto tais citações escolásticas são apenas reparos para reflexões a um melhor entendimento acerca de sua criação, para assim solidificar a potencialidade de sua obra.

 

Olímpio mostra desde que começou a difundir seus trabalhos em telas e ilustrações a uma sólida e promissora carreira e já tem colhido bons frutos, o que não é de se espantar dada a qualidade de seu trabalho. Foi selecionado para os Salões de Artes Visuais da Bahia 2014, nas edições de Camaçari e Paulo Afonso (onde esta obra foi exposta) e também já foi selecionado para o II Salão Bahia - Marinhas.