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  Home - Poesias - Levy está nas cordas do ringue, mas diz que a luta continua
 

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 Guto Amoedo

 
 
Levy está nas cordas do ringue, mas diz que a luta continua
30 de Agosto de 2015 18:57

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi jogado nas cordas do ringue, após 8 rounds (oito meses de mandato. Começou em janeiro), mas diz que não pensa em jogar a toalha e está disposto a continuar a luta, mesmo recebendo golpes potentes. Na sua estreia, foi apresentado com um boxeador sem vícios e com um cartel invejável. Senão vejamos: com formação pela FVG, ele fez doutorado na famosa escola de Chicago, que defende o mercado livre e a total desregulamentação dos negócios.

Também fez parte da equipe econômica do primeiro governo Lula, auxiliando o ministro Antonio Palocci e era conhecido como “Levy mãos de tesouro”, ou seja, avesso a gastos desnecessários do Estado. Mas nos últimos meses, Levy vem sendo atingido por vários golpes desferidos pelo governo de Dilma.

Na tentativa de estancar os gastos do governo e organizar as contas públicas, o ministro num primeiro momento entrou no ringue fazendo uma certa pilheria com a política econômica do ex-ministro Guido Mantega, classificando a desoneração da folha de pagamento das empresas, medida tomada por Mantega, como uma “brincadeira”.

"Essa brincadeira [desoneração da folha] nos custa R$ 25 bilhões por ano, e vários estudos nos mostram que isso não tem protegido o emprego. Tem que saber ajustar quando não está dando resultado. Não deu os resultados que se imaginava e se mostrou extremamente caro”, disse Levy no final de fevereiro deste ano.

Porém, um cruzado de direito desferido pelo Planalto, com o anúncio de liberação de R$ 14 bilhões para socorrer os prestamistas do setor automotivo, fez de Levy um sócio de Mantega de um dia para o outro. Se era brincadeira o gasto com as desonerações (que até o momento não foram feitas), o subsídio que será dado ao setor automotivo é a outra face da mesma moeda e, note-se, em parte com juros camaradas.

Mas não para por aí os golpes que atingiram o ministro da fazenda. Ele se esquivou como pode, no episódio da meta do superávit. Cravou a marca de 1,1% na economia para pagar os juros da dívida do Brasil, mas acabou recebendo um direto no rosto e teve de aceitar um novo cálculo do governo, 0,15%.

Chegou a chamar a atenção para o risco do Brasil vir a perder o grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco internacionais, mas ficou apenas no reclame.  Recentemente, defendeu fortemente a prorrogação para 2016 do pagamento do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas, mas levou um Upper, golpe desferido de baixo para cima, e terminou aceitando a proposta do governo de pagar o benefício ainda este ano, talvez de duas vezes.

Há alguns dias resistiu a aumentar o limite de endividamento dos estados, que estão com a cuia na mão, em razão da queda brutal de 22% da arrecadação, levando a alguns governadores, como do Rio Grande do Sul, Sergipe e Mato Grosso a deixarem de pagar os juro da dívida com a União.

No entanto, teve de recuar da ideia, porque Dilma precisa dos governadores para enfrentar a crise política instalada principalmente na Câmara dos Deputados, com Cunha desferindo cacetadas a torto e a direito, sem a menor cerimônia.

Um cruzado, fez Levy desistir da proposta e para não ficar sem eira, nem beira acenou para os governadores com o dinheiro que será trazido para o país por brasileiros, que mantêm vultosas contas em paraísos fiscais. Falta o ministro combinar com essas pessoas, mas a proposta está feita.

Nas cordas do ringue, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não se dar por vencido, embora muita gente já esteja fazenda a contagem regressiva para sua saída. Dos Estado Unidos, onde se encontra, ele disse que está na luta, não jogou a tolha e espera disputar mais rounds. A presidente Dilma reforça a tese, mas o mercado já não o vê como aquele boxeador que entrou no ringue em janeiro prometendo derrubar a inflação cortar os gastos governo federal com golpes potentes. O senador Romero Jucá já vaticinou: “Levy, o teu tempo não é o da política”.