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 Guto Amoedo

 
 
Caminhamos para ser uma cidade de idosos, pobre e cara?
9 de Setembro de 2015 14:20

Por não termos nos voltado para o planejamento e sim para o imediatismo, as políticas públicas via de regra são elaborados no horizonte mais curto possível, normalmente par atender ao sistema eleitoreiro. Essa atitude nos leva a equívocos e soluções que logo se mostram ineficientes. Quando se trata da habitação os dados que temos levantados são poucos e as defasagens impõem dificuldades às análises.

No caso de Salvador dispomos de informações sobre o déficit habitacional pelas mãos da Fundação José Pinheiro em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. No estudo elaborado em 2010, em que foram levantados o déficit habitacional dos municípios, ficamos sabendo que a carência habitacional de Salvador era de 106 mil moradias.

Agora, uma informação preciosa veio à tona, com a divulgação pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística, IBGE, em relação ao crescimento populacional de Salvador. A cidade no próximo ano deixará de ser a terceira na posição de mais populosa, porque está havendo uma queda na taxa de natalidade e de imigração.

Reportagem publicada na Tribuna da Baia, do jornalista Adilson Fonseca, nos mostra uma realidade em que a capital baiana tinha 2.902.930 habitantes no ano passado e este ano,” segundo as estimativas divulgadas pelo IBGE, passou para 2.921.090 habitantes, um acréscimo de 18.160 novos habitantes”.

Ora, isso tem reflexo direto no planejamento da cidade em todas as áreas, quer seja na educação, na saúde, no transporte e claro na oferta de habitação e suas condições. Afinal de contas vamos construir para quem? E mais ainda na adoção de parâmetros para o PDDU e LOUOS. O fato é que Salvador está caminhando para ser uma cidade de grande adensamento de pessoas idosas, em meio a uma qualidade de vida que muito deixa a desejar, sem falar nos serviços públicos deficientes de maneira geral.

Se levarmos em consideração que Salvador é uma cidade pobre, com pouca renda para fazer frente, por exemplo, à questão habitacional, hoje acossada pelas mudanças institucionais dos parâmetros que regiam a moradia, com o consequente encarecimento dos custos de construção, veremos que o mercado imobiliário terá uma nova configuração.

Até então, o mercado imobiliário tinha sua base assentada nos empreendimentos de dois quartos, destinados a uma fatia da classe média. Nos outros segmentos a representatividade sempre foi estável, sem grandes oscilações.

Se estamos decrescendo no nível vegetativo da população a força de trabalho vai junto, consequentemente a renda segue a mesma tendência. Aliado a isso, cidades vizinhas como Camaçari e Lauro de Freitas estão com suas populações crescendo de duas a três vezes mais, o que demanda uma oferta habitacional até então nunca vista.

“Em Lauro de Freitas houve um crescimento populacional no não passado de 1,8%, três vezes o de Salvador. Já em Camaçari a taxa foi de 1,95%, o que significou um acréscimo de novos 5.506 habitantes em 2015. Em Salvador o crescimento foi de 0,63”, e já em 2020 teremos um crescimento populacional zero”.

Ao contrário das cidades europeias e dos Estados Unidos cujas economias apresentam dinamismo, e mesmo com uma população idosa relevante, o poder de compra se mantém, Salvador está envelhecendo, com baixa capacidade de atrair investimentos, com o turismo despencando ladeira abaixo e a renda se acomodando. Nesse quadro, a indústria imobiliária terá de se reinventar. Os dados nos mostram que num futuro recente seremos uma cidade de idosos, pobre e cara?