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 Guto Amoedo

 
 
Enquanto produzimos contradições, 40% do PIB mundial se une
14 de Outubro de 2015 12:18

Enquanto Estados Unidos, Canadá, Japão, Chile, Peru e mais sete países aprovaram a Parceria Transpacífico, o maior acordo de livre comércio do mundo, o novo ministro das Comunicações do Planalto, André Figueiredo, firmou posição crítica à política econômica do governo. Segundo ele, as medidas de ajuste fiscal são "antipáticas" e "penalizam" a população.


Isto, no mesmo dia em que tomou posse, na segunda,5, como ministro e com Dilma dizendo que “a nova composição do ministério dará "mais equilíbrio" à coalizão de governo”.

Sem esquecer que quase ao mesmo instante Levy no Rio, durante um evento da FGV, afirmava que a volta da CPMF vai servir como uma ponte para o Brasil conseguir recuperar o equilíbrio fiscal e, consequentemente, voltar a atrair investimentos. Ou seja, o ministro não só defende o ajuste fiscal, que embute a CPMF, como quer o imposto.

Afinal, as medidas do ajuste fiscal que já foram enviadas ao Congresso é a esperança do governo federal para conter a crise e por isso mesmo dependem de aprovação. Temendo revezes, Dilma montou seu novo ministério, como ela mesmo disse, para dar mais união à sua base de apoio, mas parece que se esqueceu de combinar com Figueiredo.
Se na posse o ministro das comunicações já diverge de Levy e de Dilma, com que confiança a classe empresarial e o mercado vão receber esse novo governo, no momento em que a crise econômica explode por todos os lados, sem falar nos fatores de risco da política, embutidos em Cunha e de certa forma em parte do PMDB, e ainda com o julgamento das pedaladas pelo Tribunal de Contas da União, agora sob fogo cerrado do Planalto, que quer por que quer destituir o relator das contas do governo federal.

Enquanto 40% do PIB mundial, à frente os Estados, moldam uma zona de comércio poderosa com a Casa Branca dizendo que o Transpacífico estabelece os mais rigorosos padrões ambientais e trabalhistas da história dos acordos de livre comércio, o Brasil não só produz contradições de alto calibre, afinal o ajuste fiscal é a âncora com que Levy tenta colocar as contas governamentais em estado razoável de inteireza, como também o tem como saída para o crescimento econômico do país.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, em entrevista ao Estadão na segunda-feira,5, disse que com o tratado do pacífico “a competitividade do Brasil, que já era baixa, se torna ainda mais baixa”. Ele também vê o Brasil se isolando cada vez mais da cadeia global de valor. “Nos excluímos de tudo isso.”

Ou seja, “os 12 países envolvidos no novo tratado vão trocar mercadorias sem taxação de impostos e o produto brasileiro ficará ainda mais caro nessas regiões”, afirma Castro

Em um passado recente, nos esforçamos para abraçarmos Venezuela, Bolívia, Cuba e alguns países da África, e olhamos com soberba para os Estados Unidos. Contudo, do Bolivarismo nada restou, e internamento temos uma inflação rondando os 10%, desorganização das finanças pública, bate cabeça na esfera governamental e com a ação da Petrobras valendo pouco mais de R$7.

Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã vão se integrar economicamente, enquanto nós outros ficaremos olhando o jogo da arquibancada, como faz a torcida do Bahia, porque, assim como o tricolor, não temos time para disputar esse campeonato do Pacífico e nem sequer nos convidaram, num gesto de gentileza. Perdemos, mais uma vez. Até Quando?