Página Inicial  |  Perfil  |  Equipe  |  Contato  | 
Links

  

redacao.noticia@noticiacapital.com.br
71 9128-9520

 
  Home - Poesias - A UNEB e a EXPOTUDO
 

Categorias

  Brasil
  Cultura
  Cursos & Concursos
  Dos Blogs & Sites
  Economia
  Educação
  Entrevistas e Reportagens
  Esporte
  Geral
  Internacional
  Mosaico
  Municípios
  Notas
  Opinião
  Politica
  Salvador
  Saúde & Medicina
  Turismo
 

Colunistas

 Agenor Calazans
 Aldo Trípodi
 Alessandra Nascimento
 Gerson Brasil
 Gil Vicente Tavares
 Guto Amoedo
 Kim Niederauer
 Marcelo Torres
 Valter Xéu
 Vitor Carvalho
 

Serviços

  Coelba
  Embasa
  Auxílio a Lista
  Prefeitura de Salvador
  Previdência Social
  Receita Federal
 
COLUNISTAS
 Aldo Trípodi

 aldotripodi69@hotmail.com
 
A UNEB e a EXPOTUDO
22 de Outubro de 2015 12:18

VEJA VOCÊ! Esse é o tema da IV edição da EXPOTUDO, evento que reúne ações culturais, acadêmicas e artísticas de toda a UNEB, em seus 24 campi, assim como de suas comunidades adjacentes. A EXPOTUDO é uma realização da Assessoria Especial de Cultura e Artes da UNEB– a ASCULT, e acontece entre hoje e amanhã, no campus I da universidade, no Cabula. Apresentação da banda DNA Urbano, exibição do filme Feminino Cangaço, mostras de fotografia, poesia e curtas, debates sobre políticas culturais, apresentação de artistas populares e subversão teatral com o grupo Vilavox, estão entre as atividades da programação da expotudo, que acontecerão nos turnos da manhã, tarde e noite, em diversos equipamentos do campus (teatro, foyers, salas, auditórios e quadra de esportes).

 Na abertura na mesa principal reunirá Juca Ferreira (Ministro da cultura), Jorge Portugal (Secretário da Cultura – BA), Fernando Guerreiro (Presidente da Fundação Gregório de Matos-BA), João Carlos de Oliveira (Coordenador do IPAC-BA), Marcelo Rezende (Diretor do Museu de Arte Moderna-BA), Afonso Oliveira (Produtor do movimento Canavial – PE), José Bites de Carvalho (Reitor UNEB) e Isa Trigo (Assessora Especial de Cultura – UNEB), para discutirem o tema “Das coisas possíveis e impossíveis: a cultura de cada um”. A mesa será no Teatro UNEB, 16h. Aproveitamos a oportunidades e tomamos a fala da professora titular da Universidade do Estado da Bahia, Isa Trigo que é também Assessora Especial de Cultura e Artes da UNEB – ASCULT/UNEB e Coordenadora Geral da EXPOTUDO

TB: Qual a relevância de um evento como a Expotudo na relação entre a UNEB, sua comunidade interna e suas comunidades adjacentes?

ISA: Eu penso que a importância de uma EXPOTUDO é o que o nome já diz, é pra que as pessoas possam se ver. Verem a si mesmas na relação com as próprias culturas, visualização que se dá a partir do diálogo com a cultura do outro. A gente anda na rua e a gente está andando automaticamente, de repente alguém olha pra gente e percebemos. Quando essa pessoa olha pra gente, a gente se organiza: encolhe a barriga, se arruma, passa a mão no cabelo; isso por que o outro nos viu. Se alguém lhe viu é por você é passível de ser visto, por que você é bom o bastante para ser visto. Isso é uma coisa antiga, da era da infância: a gente existe na relação com o outro. Então, podendo ver através do olhar do outro aquilo que a gente é, faz toda diferença.

Então, às vezes, a própria pessoa não se dá valor ou as pessoas que estão no entorno dela não dão valor, mas basta que alguém valore para que todos os outros o façam também. O sujeito muda o seu olhar sobre as coisas quando alguém o olha. E ai acontece o movimento do próprio sujeito começar a se olhar, e nesse momento, ele se vê. E a partir daí, acontecem muitas mudanças; há um movimento de reconhecimento. E ai o sujeito pode mudar a sua posição no mundo, mudar a sua relação com a própria cultura, com a sua autonomia, e mudar a si mesmo, porque, como diz o grande estudioso da cultura José Marcio Barros: “Sem cultura você não sai de casa, porque sem cultura você não sabe quem você é”. Essa edição da EXPOTUDO é singela. Ela simplesmente quer que VOCÊ VEJA o que faz e que os outros vejam o que você faz. Por que na hora que os outros virem o que você faz, você verá tudo de outra forma.

TB: Como é trabalhar com cultura em uma Universidade Pública?

ISA: É difícil, mas é mais fácil que em muitos outros lugares. De uma forma geral, todas as pessoas da sociedade não vêem que têm cultura. Elas confundem cultura com artes. Ser artista é ter cultura. Estudar é ter cultura. TODOS NÓS TEMOS cultura. Qualquer um anda de uma forma, senta de uma forma, mexe de uma forma, fala de uma forma, e isso também é cultura. Não se pode dizer que uma cultura é maior, superior ou melhor que a outra. Tudo é relativo nesse campo. Nesse sentido, a dificuldade de trabalhar numa universidade pública é igual à maioria dos lugares. No entanto, ainda é preciso superar a maneira como o Estado (nacional, estadual ou municipal) e as pessoas tratam a cultura: o campo em que não se pode investir. A estrutura do estado ainda não está preparada para trabalhar com o bem cultural e isso é difícil em todo lugar.

Mas a universidade pública é o lugar da coisa pública e isso é muito bom. Por que na hora em que propomos, que conseguimos ultrapassar esse tipo de dificuldade, quando você consegue trabalhar com as pessoas, você consegue uma coisa linda: Todo mundo ajuda, por que todo mundo se sente identificado com aquilo. A Ascult teve ajuda de todas as pró-reitorias, todos os departamentos, todas as pessoas chegam perto, elas se emocionam, elas ajudam. É uma cultura que tá mudando, e a cultura muda no pequeno gesto. Como todo mundo na universidade pública tem por obrigação ter por objetivo final a coisa pública, tudo fica muito mais fácil. A ASCULT é acolhida por toda comunidade, e o processo de crescimento, acolhimento e participação coletiva é crescente e me deixa muito feliz.