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A Arte Moderna na Bahia e a mostra de Mário Cravo
12 de Maio de 2013 20:44

A instalação da Arte Moderna na Bahia consistiu em uma árdua batalha para seus pioneiros. A atitude da modernidade, espelhada nas vanguardas artísticas do século XIX, promovidas na Europa, que estabeleceram rupturas com o passado classicizante e possibilitaram, quando do seu aparecimento, novas investigações no campo da pintura, não teve nenhuma repercussão na Bahia. O ensino de arte seguia o padrão europeu neoclássico, modelo inspirador da Academia de Belas-Artes, fundada por Miguel Navarro y Cañizares, em 17 de dezembro de 1877, que viria a se tornar Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.
Para manutenção dos propósitos do ensino clássico, na época, a escola ainda promovia concursos para bolsas de estudos no exterior, particularmente em Paris, meta dos alunos e professores, que seguiam para esta capital.
Embora Paris já centralizasse os movimentos da modernidade, a grande maioria dos artistas e escolas de arte seguia o que determinava o neoclassicismo, ou ainda a pintura de ateliê. Na Escola de Belas Artes para Sante Scaldaferri “os métodos de ensino eram tradicionais e só iriam sofrer modificações, quando a escola passa a fazer parte da Universidade Federal da Bahia”
 Precisamente em 14 de maio de 1932, José Tertuliano Guimarães dá os primeiros passos para a modernidade inaugurando uma mostra individual após o seu retorno de Paris Vencedor do Prêmio Caminhoá, o concurso anual da Escola de Belas Artes, e obtendo pensão do Estado, José Guimarães viajara a Paris para cumprir o já conhecido roteiro dos artistas premiados pela escola. A exposição de José Guimarães sofreu reação imediata, apesar de, segundo o crítico José do Prado Valadares, não consistir em nenhum trabalho da Escola de Paris da época: “Longe disso: não era nem cubista, nem dadaísta, nem surrealista, apenas se afastara dos moldes em voga na Bahia”  
Ao retornar dos Estados Unidos, em 1949, Mário Cravo definitivamente inicia o processo renovador da Arte Moderna, antes, porém, Genaro realiza exposição individual. Ainda em 1949 Carlos Bastos realiza, na Biblioteca Pública, uma mostra do seu surrealismo, a esta altura já exaurido na Europa, criando mais um realismo fantástico e utilizando as figuras do barroco.
Mario Cravo Júnior acaba de fazer 90 anos no dia 13 deste mês e com uma vitalidade sem par na arte brasileira, este grande artista baiano apresenta a partir do dia 26 de abril, das 20 às 23 horas, até 25 de maio, suas mais recentes obras formadas por objetos e esculturas. Com um ímpeto incessante que o leva a criação, pesquisando novos materiais, buscando inovadoras soluções plásticas e formas de expressão, esta nova exposição apresenta esculturas e relevos em ferro, em cobre, em madeira, em latão, em aço inox, e em pedra grafite.
A cada novo elemento, um novo desafio, parece ser este o lema ao ver os trabalhos que estarão expostos nesta mostra que a Paulo Darzé Galeria de Arte realiza em homenagem aos seus 90 anos, e, também, na história da arte brasileira um dos pioneiros da arte moderna na Bahia e um dos grandes artistas do século XX. A propósito da mostra o artista fala  “Eu não tinha capacidade e não tenho até hoje, a verdade seja dita, desse senso disciplinar, de uma dependência a uma temática, por exemplo, eleita. Isso foge. É possível que esta insegurança - veja bem que eu vou usar esta palavra -, esta instabilidade, seja uma das chaves da minha relativa autonomia. Porque eu nunca pensei em estabelecer uma referência estilística. Veja bem: sou um homem que faço esculturas não por impulso lógico. Eu faço isso porque em tenho imenso prazer em fazer. Eu gosto de suar, criar um problema e me consumir nele. Foi essa opção que as artes plásticas trouxeram para mim. Foi de fazer algo que realizasse o meu relacionamento com o universo, em termos de comunicação. Quer dizer, as variáveis e as modificações, elas são muito mais aparentes que reais”.
A propósito da mostra que Mario Cravo realiza na Paulo Darzé Galeria de Arte o artista fala.