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Zú Campos e o Dossiê Esperança
29 de Junho de 2013 20:29

“Zú tem mãos fortes e amigas. Quando ele aperta sua mão, você sente a pressão de sua ternura humana na palma e se comove com seu modo simples e honesto de transmiti-la através da pele”, são palavras de Vinícius de Morais. Quem andar pelas ruas do Largo 2 de Julho em companhia de Jesuíno Campos de Oliveira, conhecido como Zú Campos terá a chance ouvir a maioria das pessoas o chamando de mestre, como é considerado pela vizinhança do bairro. E não é de hoje que esta palavrinha de cinco letras o acompanha este homem de força nas mãos e na sabedoria de viver. Modesto, de simplicidade incomparável conta que seu pai e tios eram mestres de obra e que foi pedreiro profissional. Seu tio criava esculturas para o cemitério, sem noção do fazer artístico gostava de observar e se impressionava com esculturas modeladas com cimento. Mais tarde, veio morar na capital baiana, aqui teve primeiro contato com as artes plásticas, conheceu a madeira e na sua primeira experiência criou uma escultura na época que hospedou uma turma de artistas pernambucanos que trabalhavam com entalhe em sua casa e desse dia em diante nuca mais parou. “Me encantei com a técnica e no primeiro contato criei um cristo que guardo até hoje”, relata o artista.  
Tudo isso será apresentado no “Dossiê Esperança”, uma série documental de Renata Rocha em parceria com o diretor de fotografia Maurício Calleia, um projeto independente que registra a contribuição de artistas e intelectuais comprometidos com a cultura na Bahia. Uma iniciativa sem patrocínios, bancada com recursos próprios que nesta primeira ação busca reunir e registrar a trajetória artística de 14 nomes como Sante Scaldaferri, Lygia Sampaio, Juarez Paraíso, Eckenberg, Justino Marinho, César Romero, Adilson Santos, Zú Campos, Lygia Milton, Nilson Mendes, José Antônio Saja, Dulce Cardoso, Leonel Mattos e Márcia Magno.
O mestre decano das artes visuais começou a gravar suas primeiras entrevistas em seu atelier no Largo 2 de Julho e está se preparando para a próxima seqüência de filmagens após festas juninas. Nas primeiras filmagens Zú mostrou seu processo criativo, abriu seus arquivos, lembrou da época que morou no Rio de Janeiro, reativou canções que se diz co-autor por conta dos sentimentos e recordou do amigo plural Vinícius de Morais como Tom Jobim se referiu ao poeta quando ele partiu para outro plano.
Antes de voltar para capital baiana depois de percorrer Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Ao retornar decidiu entrar na Escola de belas Artes da UFBA. Zú também fala da paixão pela arte de ensinar e se considera eterno aprendiz. “Fui ministrar uma oficina na França e fiquei comovido. Os alunos guardavam um pedacinho da madeira no bolso. Curioso, fui saber o motivo e fiquei sabendo que aquele gesto era para mostrar para os país que estiveram com um artista brasileira”, recorda.  
O documentário conta com a colaboração de Adriana Sobral Teixeira que fará a Direção de Arte e contempla entrevistas com o ator Nilson Mendes e do artista Juarez Paraíso.  
Comovido com a importância e filosofia do projeto, esta coluna abraçou a causa e vai abordar semanalmente a história de cada um destes artistas que contribuem para as artes na Bahia e que fazem parte do “Dossiê Esperança”, uma verdadeira mudança de atitude que vai perpetuar para inúmeras gerações.