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As folhas de papel de Dulce Cardoso
9 de Julho de 2013 19:58

Dulce Cardoso desenvolveu uma série que intitula “Folhas de papel”, onde propõe a intervenção do observador. As formas se parecem quando vento bate nos papéis, noutras como estivessem folheando os papéis, noutras ela deixa as folhas soltas para que o observador faça as interferências. Aproveitando também para elogias outras peças suas que estão na “Casa Cor” em São Paulo ambientando o espaço de David Bastos.

Da pura contemplação das folhas de papel nasceram as razões dos trabalhos de Dulce Cardoso. Utilizando o barro imprimiu esta artista, criativa formas, múltiplas em sua atuação, numa tentativa de externar a leveza das imposições das dobras de um papel, numa infinidade de possibilidades.
Aplicada apurada técnica que possui no tratamento desta matéria obteve uma proximidade de relações sensórias onde as pequenas esculturas ganharam leveza gestual quase similar ao fato que as originaram. Das formas que iniciaram esta série, a artista desdobrou para tantas outras que criou um conjunto de situações estéticas de maneira muito inteligente e bonita de ser vista.

Provando, contudo, que o valor da criação não se esgota, avançou na relação da descoberta que gerou outras, buscando a interferência do observador, avançando na relação contemplativa de se apreciar objetos artísticos.

Desafiando e instigando a sensibilidade do inocente transeunte, revoluciona o comportamento permitindo que seja criada uma nova forma a partir da interferência de mãos, que antes não poderia tocar na peça, mas que agora faz parte do conjunto, manipulando de maneira pessoal, fazendo do observador um co-autor, buscando uma solução artística na dilatação da cumplicidade do envolvimento para a compreensão total do que criou. Alterada a relação criador/observador, foi propositadamente estimulado à recriação, este fenômeno contemporâneo em sua formação que se baseava na defesa do risco de alterar a idéia real que levou a criar o que criou, mas é evidente que este pensamento pertencente a uma raiz de conceito mutável, neste caso a obra está pronta quando o observador a completa.

A arte é uma necessidade vital ao espírito. Dulce exercita sua liberdade e transfere a sua forma de comunicação com seus pares em pequenas massas de argilas, tratadas adequadamente, revelando o estágio de uma sensibilidade onde demonstra a compreensão do que consegue numa clara defesa da recriação da obra.
Cabe a arte uma maior dilatação de sentimento de pátria e identificação própria (parafraseando Cesar Romero, pois afirma isto constante em suas palavras e obras). A maturidade com a qual Dulce cria, estimula buscar o entendimento profundo dos fenômenos dos seres e das coisas, procurando não estar na periferia dos velhos códigos e receitas passadas, que ainda tentam imprimir pleno Sec. XXI, mas que sucumbiram ao puro esquecimento o que não será o caso desta artista.