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Paulo Azi diz que o governo baiano "envelheceu em muito pouco tempo"
27/01/2014 10:53:56

O presidente estadual do Democratas, deputado Paulo Azi, é categórico ao afirmar que existe uma fadiga do governo do PT na Bahia e que os partidos que fazem oposição ao governador Jaques Wagner marcharão unidos, na próxima eleição, para melhorar a prestação dos serviços públicos no Estado.

De acordo com Paulo Azi, o governo envelheceu muito, “em muito pouco tempo, e chega ao final sem conseguir dar respostas a ações básicas que a população tinha muita esperança”. “Esse governo piorou a segurança, piorou a educação e piorou a saúde. Isso será mostrado com dados oficiais na próxima campanha”.

Para ele, dos quatro nomes oposicionistas, o do ex-governador Paulo Souto reúne cacife suficiente para se viabilizar e sair vitorioso da disputa pelo comando do Palácio de Ondina.

Tribuna da Bahia - Deputado, há grande expectativa sobre a definição do candidato que representará a oposição na próxima eleição. Como presidente estadual do DEM, acredita que sairá quando o consenso sobre o assunto?
Paulo Azi - Nós estamos em um momento em que as conversas estão se afunilando. Claro que já existe uma pré-definição de que após o Carnaval, início de março, o nome do candidato que vai comandar o projeto das oposições seja anunciado. Claro que, se os entendimentos avançarem, essa data pode ser antecipada, mas, a princípio, o consenso entre os partidos é que logo após o Carnaval esse nome seja do conhecimento da população.

Tribuna - O ex-governador Paulo Souto admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de ser um dos nomes para unificar a oposição. Acredita que ele liderará esse processo?
Paulo Azi - O ex-governador Paulo Souto tem um compromisso com o nosso partido, do qual ele é presidente de honra, de participar ativamente do processo eleitoral e ser candidato. É claro que a definição de qual situação ele vai se colocar, seja como candidato a governador ou outra opção de candidatura, é algo que está nesse processo de conversas, se definindo. O nome do ex-governador tem o respeito da população, é um nome que agrega muito. Tem muitas pessoas dentro e fora do nosso partido que defendem o nome dele e ele tem tido uma postura muito tranquila. Essa pré-candidatura é algo muito ventilada por pessoas de fora do círculo íntimo dele e ele tem colocado essa opção como algo que não pode, jamais, ser uma imposição de um partido sobre os demais. Ele tem o compromisso e a vontade principal é de colaborar com um projeto que seja vitorioso para as oposições e, principalmente, para o Estado, que vive momentos muito difíceis. Esses momentos serão esquecidos a partir de janeiro de 2015.

Tribuna – O pré-candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima, também está trabalhando para se viabilizar como candidato ao governo. Caso ele não fique na vaga, o senhor acredita que pode ficar fora da chapa majoritária?
Paulo Azi - Hoje, a relação que existe entre o Democratas e o PMDB é uma relação muito próxima. Existe um perfeito entendimento de pensamento, uma relação de confiança construída, e o nome de Geddel reúne todas as condições de assumir a função de ser o candidato que represente as oposições. É claro que o primeiro passo de todas as negociações é a definição do candidato. Depois de definido o candidato, seja Paulo Souto, seja Geddel, Aleluia ou João Gualberto, parte-se para definir as demais posições da chapa. Mas o principal é que o PMDB e Geddel estão completamente afinados conosco, com o objetivo de construir esse projeto vitorioso de mudança em 2014.

Tribuna - Qual seria a chapa ideal, na visão do senhor, para apresentar uma candidatura consistente das oposições?
Paulo Azi - Claro que, eu como presidente do partido, torço para que ela venha a ser encabeçada por um nome do partido. Hoje, o nome que o partido tem como maior força e que é mais lembrado, quando você deixa de admitir a possibilidade do prefeito de Salvador ACM Neto ser candidato, é Paulo Souto. É um nome que fez um grande governo e, mesmo perdendo as eleições, a sua administração era aprovada por mais de 60% da população quando ele deixou o comando do estado. Fez uma série de ações na Bahia, é um homem de uma idoneidade moral e capacidade administrativa a toda prova, sendo, portanto, um nome natural do nosso partido para assumir a candidatura. Claro que, também tem nomes do quilate de Aleluia, o próprio prefeito José Ronaldo, que tem todas as condições de assumir, mas o nome de Paulo Souto está um pouco acima dos demais. É óbvio que, se nós pudermos construir uma chapa com Paulo Souto, com Geddel e com João Gualberto, ela terá chances muito grandes de vitória. Claro que, se porventura houver algum tipo de inversão na chapa, o próprio Geddel assumir a candidatura ao governo, também será uma chapa com todas as condições, com toda a viabilidade eleitoral.

Tribuna - O PT e PSB já têm candidatos definidos e começam a esboçar os planos de governo. O atraso da oposição pode atrapalhar, de alguma forma, a construção desse projeto alternativo?
Paulo Azi - Pelo contrário. Essa eleição vai mostrar as diferenças que são muito claras. São diferenças entre a nossa maneira de pensar a política, de pensar a administração em relação ao PT. O PT, que está no governo, desde novembro do ano passado, só fala e pensa em campanha. Nós nos recusamos a entrar nesse debate porque entendemos que quando se define um pré-candidato com a antecedência que se fez, toda a agenda, principalmente de alguém que está no governo, se volta para a política, esquecendo da administração. As pessoas elegem um político para que ele administre, para que ele procure resolver os problemas da população e não para ficar durante todo o tempo gastando energia, procurando cooptar partido, cooptar prefeito, lideranças políticas, achando que, com isso, está se fortalecendo. Por isso, nós estamos mostrando exatamente essa diferença. O PT está no governo estadual e desde o ano passado já tem candidato lançado e está em campanha. Nós, que temos responsabilidade com a população de Salvador e de Feira de Santana, principalmente, porque são os dois maiores municípios do Estado, estamos preocupados em gestão, estamos preocupados em resolver os problemas da população. Essa diferença, como muitas outras, será efetivamente mostrada durante a campanha eleitoral.

Tribuna - O senhor acredita que o PSB de Lídice da Mata vai tirar votos do PT na eleição?
Paulo Azi - Eles estão no mesmo campo, tanto político quanto ideológico. É claro que, apesar do respeito que eu tenho pela senadora Lídice da Mata, ela vai ter uma certa dificuldade de produzir o próprio discurso, já que participou desse governo durante sete anos. Claro que ela vai servir de barreira para o crescimento do candidato do governo. Pesquisas internas, a que nós temos acesso, já a colocam alguns pontos à frente do candidato do governo. Eu não tenho dúvidas que ela trará muitas dificuldades para o campo do governo, que é o campo que ela representa.

Tribuna - O senhor acredita que é uma ameaça real o PV e o PPS marcharem longe do DEM na próxima eleição?
Paulo Azi - Eu acredito que não. Claro que cada partido tem liberdade, então podem e devem conversar com todas as forças políticas do Estado. Mas tanto o PPS quanto o PV têm, hoje, uma proximidade muito grande conosco. Proximidade essa, não só do ponto de vista político, mas do ponto de vista das questões ideológicas de cada um deles. O que ocorreu e o que está ocorrendo aqui em Salvador, com a participação efetiva desses dois partidos nas gestões e nas decisões dos rumos da nossa capital, é uma garantia de que nós haveremos de continuar juntos, não só na campanha de 2014, mas, principalmente, na gestão do Estado a partir de 2015.

Tribuna - Qual o maior erro e o maior acerto do governo Jaques Wagner, na visão do senhor?
Paulo Azi - O maior erro do governo foi dedicar toda a energia e tempo para fazer política e deixar de lado as questões importantes que deveriam ser enfrentadas pelo governo. Eu entendo que o governo Wagner envelheceu muito, em muito pouco tempo, e chega ao final sem conseguir dar respostas a opções e ações básicas que a população tinha muita esperança. Esse governo piorou a segurança, piorou a educação e piorou a saúde. Isso será mostrado com dados oficiais na próxima campanha. O lado positivo é que ele é um homem cordado e educado. São atributos pessoais dele, mas que, infelizmente, não são transferidos para o governo, que tem como única marca, em tese positiva, a propaganda que eles, com muita competência, sabem fazer. Propaganda essa que, durante muito tempo, iludiu a nossa população.

Tribuna - O senhor acredita que o governador, pelo resultado da administração dele, vai ter dificuldade de viabilizar a candidatura de Rui Costa?
Paulo Azi - Ele próprio já faz uma defesa prévia quando diz que não quer que o seu candidato seja defensor do seu governo. Quando ele diz isso é porque sabe que o governo enfrenta e enfrentou muitos problemas e tem muitas dificuldades em diversas áreas. Eu não consigo enxergar, por outro lado, que o candidato que ele apresentou consiga ter outro discurso, a não ser tentar defender o indefensável. Eu acho que vai ser por aí, mas não sei qual será a estratégia do governo. Se vai comparar passado, nós estamos perfeitamente à vontade com relação a isso, mas o nosso desejo é comparar o presente, o que está acontecendo no Estado, o que acontece em Salvador e, principalmente, discutir o futuro.

Tribuna - Como o senhor avalia os 14 meses do governo ACM Neto?
Paulo Azi - É um governo que está fazendo exatamente o que dizia que faria, durante a campanha eleitoral. Passou o primeiro ano ajustando a máquina administrativa, arrumando a casa, tomando medidas, em determinadas situações, muito duras, mas que, ao final do ano, conseguiu fazer com que a prefeitura respirasse do ponto de vista financeiro e tivesse a máquina administrativa organizada. Confesso que não esperava que, ao final do primeiro ano, ele já mostrasse tantos resultados positivos. Em qualquer área da administração do prefeito, já existem números extremamente positivos que me surpreenderam. Eu não tenho dúvida que o prefeito, a cada ano, vai estar com a administração ainda mais aprovada pela população. Ele é um homem incansável, do ponto de vista do trabalho, trabalha 14, 15 horas por dia, está apaixonado pelo que está fazendo, sente prazer em administrar a cidade, em lutar para resolver os graves problemas que Salvador enfrenta. Esse ano será o ano do início de ações importantíssimas, tanto do ponto de vista da infraestrutura da cidade quanto do início da implantação dos pilares mais importantes na área de saúde e educação. Eu não tenho dúvidas que ele vai chegar ao final do ano sendo considerado o melhor prefeito entre as capitais de todo o país.

Tribuna - O senhor acredita que nesse bom momento do prefeito ACM Neto, quem ele indicar vencerá a eleição?
Paulo Azi - Ele é a principal liderança da oposição. Eu acredito que ele, hoje, se for colocado em qualquer pesquisa eleitoral, terá índices que beiram 60%. É óbvio que o eleitor que, hoje, apoiaria e votaria em ACM Neto, vote no candidato apoiado por ele, do que dê meia volta e vá votar no PT. Nós acreditamos fielmente que ele terá condições e capacidade de transferir toda essa massa da população que está querendo ficar ao lado do seu projeto político.

Tribuna - Como o senhor viu a tentativa do governo em calar a oposição na Assembléia Legislativa, com a reforma do regimento?
Paulo Azi - Fiquei muito preocupado com isso porque essa atitude iria manchar essa legislatura, seria um golpe, uma tentativa de sufocar um direito das minorias. Nós estávamos, inclusive, com material pronto para ingressar com ação judicial que, não tenho dúvidas, sairíamos vitoriosos. Felizmente, as lideranças do governo e o presidente da Casa tiveram senso de responsabilidade e recuaram dessa tentativa, que demonstraria que o discurso republicano do governo, em muitas situações, não se confirma na prática. Graças, também, à resistência que a oposição demonstrou eles recuaram e desistiram de praticar essa imoralidade.

Tribuna - Qual o maior gargalo para votar o orçamento desse ano? Vocês não tiveram recesso, continuam trabalhando, a que o senhor credita esse tensionamento?
Paulo Azi - A dificuldade em votar o orçamento se deve, principalmente, à chagada ao final do período legislativo, diversos projetos polêmicos da Casa, dentre a eles a PEC que altera a destinação dos recursos dos royalties. Essa PEC impediu que o próprio governo colocasse o orçamento em discussão, na Casa. Uma vez derrotado, o governo partiu para votar o orçamento e é claro que, o que mais dificultou as negociações foi a falta do próprio debate em relação ao orçamento. O Estado encaminha à Casa um orçamento, não fez nenhuma audiência pública, não fez nenhuma reunião da comissão de orçamento, não colocou para a população os números que estão sendo apresentados, até porque parece que o governo sabe que esses números são muito desconfortáveis para ele. O governo chega a seu último ano reduzindo os recursos destinados a investimentos em áreas essenciais da população, como a saúde, educação e infraestrutura. E nós da oposição, é claro, queríamos ter a oportunidade e o tempo necessário para externar isso para a população. Queríamos que a população tivesse conhecimento do que está previsto na peça orçamentária e que demonstra o viés do governo de não ter a atenção devida às ações de investimento em áreas importantes do nosso orçamento público.

Tribuna - Paulo Azi, herdeiro político de ACM Neto. O que pretende para essa campanha de deputado federal?
Paulo Azi - Eu não tenho essa pretensão. Tenho uma relação de amizade com o prefeito construída há muito tempo. Iniciamos a nossa trajetória política juntos, fomos parceiros, ele como deputado federal e eu como deputado estadual. A ida em muitos municípios do Estado nos deu a oportunidade de estreitar as nossas relações de amizade e de companheirismo. Nós, claro, vamos submeter o nosso nome à consulta da população, mas eu, pessoalmente, tenho nele a pessoa em quem me espelho, em quem me inspiro, a pessoa que sigo em todos os momentos da minha trajetória política.

Tribuna - O senhor acredita que há uma fadiga de material do PT?
Paulo Azi - O que nós sentimos é que o modelo de gestão do PT, no Estado, envelheceu com muita rapidez. O PT, a despeito da propaganda maciça, e as pessoas começaram a perceber isso com muita clareza, piorou a situação dos diversos serviços públicos em nosso Estado. É redundante falar da situação que vive o Estado com relação à segurança. O PT costuma dizer que isso é um problema nacional e é, mas nos outros estados esse problema tem sido enfrentado. Os números apontam para uma diminuição da violência e a Bahia, nós temos, hoje, a infelicidade de dizer que é o Estado campeão do número de homicídios por mortes violentas do país. Morrem mais pessoas vítimas da violência na Bahia do que em São Paulo, do que no Rio de Janeiro. Estados que têm três, duas vezes mais população em relação ao nosso Estado. Portanto, são números oficiais que nem mesmo a propaganda do governo vai conseguir desmentir. A nossa situação na área de educação é muito triste. O governo, naquele episódio da greve de 2012, praticamente se dissociou e perdeu a condição de diálogo e de entendimento com os professores do Estado. Ele mantém o controle sobre o sindicato, mas a distância entre ele e os professores é enorme. Você não pode pensar em uma educação de qualidade sem professores estimulados, satisfeitos e bem remunerados. Não se pode pensar em educação de qualidade sem pensar na minoria das condições de trabalho dos professores. O governo, infelizmente, não conseguiu dar respostas devidas a esse assunto, como não consegue responder às questões da saúde. As pessoas estão morrendo nas filas dos hospitais por falta de atendimento médico. Isso está muito claro na percepção da população e nós, no debate eleitoral, vamos discutir todas essas questões.

 

 
 

 

 


 

 

 
 



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