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Geddel diz que desistiu de ser cabeça de chapa na Bahia para garantir a unidade
14/04/2014 09:57:20

Tribuna da Bahia

Por Fernanda Chagas e Lílian Machado

 
Após um processo demorado de articulações, o ex-ministro e presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, conquistou o consenso dentro do grupo da oposição, se lançando ao Senado e ainda indicando o vice, Joaci Goés (PSDB), na chapa liderada pelo ex-governador Paulo Souto (DEM). Em entrevista àTribuna, o líder peemedebista relata o que o levou a tal decisão.

Negando negociações em torno de 2016, Geddel destaca que abriu mão de um projeto próprio, e “legítimo”, em nome de uma unidade. Ele frisa que seu diferencial em relação aos adversários na senatoria é a liderança e o conhecimento que tem no Congresso Nacional. O ex-ministro destaca ainda que a candidatura de Rui Costa mostrou que o PT da Bahia tem dono.

Tribuna da Bahia - O que levou você a mudar de opinião e admitir sair para o Senado?
Geddel Vieira Lima -  Nelson Rodrigues já dizia lá atrás que a vida é como ela é. Eu lutei com todas as forças da minha alma e do meu espírito para ser candidato a governador, na convicção e na certeza que estava maduro politicamente, pronto gerencialmente para enfrentar os desafios da Bahia. Em determinado momento dessa caminhada até tive a sinalização clara, objetiva, comprometida de que seria eu, mas depois essa coisa desapareceu e eu não consegui viabilizar o meu nome como candidato do conjunto de forças que deu a vitória a ACM Neto na eleição de prefeito. Na hora que constatei isso, tinha dois caminhos: ou ficar destilando fel e me sentir frustrado porque não viabilizei o desejo de servir à Bahia como governador ou fazer o que eu aprendi com meu pai a vida inteira – meu pai Afrísio sempre servindo como farol da minha vida – que é: diante da dificuldade é melhor virar a página e seguir em frente. Eu achei que era melhor seguir em frente e sinalizar claramente que há unidade das oposições e a tentativa de dar um basta nessa gente que está aí que, para mim, já deu era o melhor caminho. Aceitei articular essa unidade, trazer Joaci Góes para vice, compor e sinalizar para a Bahia que, acima de legítimas postulações pessoais, uma ideia de oferecer esperança de que haja alternância de poder, e, havendo isso, surjam novas expectativas. Por isso aceitei ser candidato a senador, e agora minha motivação, além de eleger Paulo Souto e Joaci, é trabalhar com todo vigor para ser o senador da Bahia, ser a voz da Bahia no Brasil, exercendo o mandato de senador. O que mais me satisfez nessa articulação toda, quando eu ficava meditando, conversando com as pessoas, com o meu pai – e isso me fez retardar um pouco –, era ficar imaginando uma série de pessoas do governo ficar dizendo: - Ah, vamos ficar tranquilos, pois Geddel tem um temperamento forte, Geddel não vai ser nada e a oposição vai se dividir; e que ficava colocando corda só para eles acreditarem mais nisso.  Eu dava tudo para ver a cara deles quando eu disse: Eu topo, nós vamos derrotar essa gente e vamos fazer uma Bahia que possa avançar. Deve ter sido uma surpresa para quem imaginou que sempre os homens públicos colocam seus projetos pessoais acima dos coletivos ver que nós tivemos capacidade de construir a unidade das oposições e agora vamos para rua para conquistar os corações e vencermos estas eleições.

Tribuna - Quais condições foram colocadas na mesa e aceitas pelos democratas? Tem fundamento a negociação por 2016, para vice do prefeito ACM Neto?
Geddel -  Todas as negociações que eu faço na política são claras. Não há negociação que não seja pública. A negociação que foi feita era me oferecerem a senatoria e a vice-governadoria para o PMDB. Se eu quero ou se o PMDB ajudar a ganhar a eleição quer participar de um eventual governo Paulo Souto? Claro que queremos. Se nós queremos aumentar a participação em um governo sucedido como o de ACM Neto? Claro que queremos. Isso é condicional? Em nenhuma hipótese, nenhuma circunstância. Portanto, não houve nenhum tipo de negociação que não fosse possível ser tratada publicamente. O resto fica na conta do boato e do calor legítimo das plantações de quem está em um processo de disputa. A minha experiência faz com que eu releve.

Tribuna - A indicação de Joaci Góes foi considerada uma verdadeira jogada de mestre sua. O que levou a costurar o nome dele, que estava afastado da politica partidária há tanto tempo?
Geddel - Vejam como são as coisas, as coincidências e o destino. Eu tinha patrocinado, através do PMDB, da Fundação Ulyssses Guimarães, um seminário sobre educação e vi Joaci falar sobre o assunto. Ele compartilha de um conceito que a mim é muito caro, de que é importante você ter programas de distribuição de renda, é você distribuir educação. Joaci, apesar de ser um homem de uma geração diferente da minha, está com o seu vigor intelectual muito aceso, está muito focado nessa questão da educação. Essa é uma das bases de um programa de governo que eu proporia. A Bahia, ultimamente, tem seus indicadores, índices muito negativos de qualidade de educação. Esse governo só foi capaz de criar o Topa, que é um programa de alfabetização de adulto, que é importante, precisa ser aprimorado sim, mas na minha cabeça não pode ser prioridade para um estado que quer renovar a sua educação, então isso me chamou atenção em Joaci.  Quando começamos a discutir essa questão de composição da chapa, eu disse: - Olha, se eu também chamar para o PMDB a vice que nos foi oferecida, o exemplo de grandeza política que eu quero dar ao compreender que preciso deixar de lado um legitimo projeto meu para construir a unidade vai  perder tamanho porque vai ficar uma coisa excludente. Eu tenho que fazer uma coisa “includente”. Lembrei de Joaci por essa vocação para trabalhar na educação, pela sua história, como deputado constituinte, como responsável pelo Código de Defesa do Consumidor que até hoje ajuda tanta gente, sobretudo os mais carentes, pelo seu caráter polemista, pela sua cultura, pela sua densidade, pela certeza que eu tinha de que ele daria densidade à chapa, além de que pela surpresa que seria.

Tribuna - Como o senhor conseguiu convencê-lo? Foi um processo rápido?
Geddel - Por sorte minha, ele tinha me ligado dois dias antes para me dizer da importância de eu estar na chapa. E eu tenho uma relação muito fraterna com Joaci, ele sempre demonstrou muito carinho pessoal por mim, e nessa jornada me apoiou muito. Ele me ligou para falar da importância de eu dar essa esperança, estando na chapa, para oferecer essa esperança, essa motivação extra para todos os militantes se engajarem na vitória. Aí quando eu tomei essa decisão e achei que ele era o melhor, eu liguei pra ele. Ele disse: "Ah, mas eu preciso pensar". Eu disse:          "Tudo bem. Você me disse anteontem que era muito importante eu aceitar ser candidato a senador. Eu só aceito se você aceitar ser vice". Ele ficou meio sem saída e ficou de me dar uma resposta até o outro dia, até 8 horas da manhã. Liguei para ele 8h05 e perguntei: "Você já viu que horas são?" Ele disse: "8h05". Eu então falei: "Você ficou de ligar às 8h. Eu sou um homem de decisão e estou cobrando a sua. Ele disse: "Então está tudo bem. Vamos juntos". Fiquei feliz.

Tribuna – Essa escolha seria um troco dado ao deputado federal Jutahy Magalhães e ao ex-prefeito de Mata de São João João Gualberto?
Geddel - Pensar isso é apequenar uma decisão que na minha cabeça foi muito maior. Eu acho que Jutahy e João Gualberto, quando optaram pelo nome de Paulo Souto, exerceram um direito legitimo da democracia. Eu não fiquei com nenhuma mágoa deles. A minha indicação de abrir mão do espaço ofertada ao PMDB para dar a Joaci foi pensando na Bahia, foi pensando em um projeto, em escolher um nome que tem dimensão para ocupar essa função. Não foi jamais por coisas pequenas desse tipo. Acho que João Gualberto é um quadro qualificado, tem todo um futuro pela frente, pode ser um grande deputado federal da Bahia e prestar serviços lá pra frente. Da mesma forma que eu tive tamanha maturidade para saber que o destino me reserva essa missão agora, João Gualberto terá essa maturidade para saber que não era hora dele.

Tribuna - E quanto ao processo que levou tempo, sendo que o seu nome chegou a ser anunciado, ficou alguma mágoa?
Geddel - Eu volto ao meu pai, que é sempre um farol na minha vida, para dizer que a vida é feita de vitórias, derrotas, ganhos, perdas, quedas e levantar. O importante é você sempre entender que a política, como a vida, em determinado momento tem que ser feita de esquecimento. Eu já esqueci. Eu agora estou focado na questão do Senado. Tenho muita convicção que governo é destino. Se tiver escrito nas estrelas, se for o meu destino, um dia eu serei governador. O que eu quis agora foi ajudar o destino, mas não era a minha hora. Quem sabe eu possa ajudar mais a Bahia no Senado da República, sendo sua voz, devolvendo à Bahia algo que ela não tem há muito tempo: representação nacional importante, capaz de defendê-la. Eu como deputado federal, eu constitui – e digo isso sem nenhuma falsa modéstia – uma liderança nacional, um nome nacional. Talvez esse seja meu diferencial em relação aos outros candidatos, que eu respeito todos. Eu não chegarei ao Congresso Nacional precisando aprender os caminhos, eu já conheço. Isso pode fazer ganhar tempo na defesa dos interesses da Bahia.

Tribuna - A oposição faz festa nesta segunda para lançar a chapa completa. Qual a principal estratégia a partir daí?
Geddel - Mostrar que nós somos capazes de vencer e que alternância de poder é fundamental para devolver a esperança, fazer a crítica qualificada aos fracassos desse governo na área de segurança, da saúde pública, a falta de uma política clara para o semiárido. Um estado que tem dois terços de seu território no semiárido e não viu ser executada uma barragem, mostrar uma série de promessas que foram feitas e não foram realizadas, a lentidão no executar das coisas, a falta de aproveitamento nas oportunidades que o Brasil ofereceu à Bahia e mostrar que é possível se fazer mais. Se alguém disser: "Ah, mas Paulo teve a sua chance. Teve, mas se renovará. Eu procurarei fazer com que meus sonhos sejam incorporados por ele, e colocarei o vigor da juventude que ainda está em mim para ajudar a fazer com que ele faça um grande governo na Bahia, ajudado por Joaci e por essas forças políticas, enfrentando problemas e qualificando a gestão. Acho que Paulo traz embutido em sua candidatura uma experiência que também será importante nesse processo de resgate numa série de coisas que têm sido equivocadas na Bahia.

Tribuna - Como avalia a pré-candidatura de Rui Costa?
Geddel - Acho que é um projeto do governador. A candidatura de Rui Costa talvez seja o maior exemplo de que o PT de hoje não é mais o PT de ontem que despertou tantas esperanças no povo brasileiro porque, inquestionavelmente, independente de defeitos e qualidades que Rui Costa tenha, e ele certamente tem, essa foi uma candidatura imposta. Ele é fruto da vontade exclusiva do governador, e isso desmistifica o partido das prévias, o partido das bases, o partido sem dono. O PT da Bahia tem dono e o dono demonstrou a sua vontade imperial, impondo a candidatura de Rui Costa aos seus aliados e à própria militância partidária.

Tribuna - O PT diz que a chapa da oposição não tem histórico e representatividade na política social. Como o senhor avalia essa crítica?
Geddel - Primeiro que ninguém é dono dessa política social. A grande verdade é que depois de oito anos de governo do PT, a Bahia continua sendo o estado com o maior numero de analfabetos, são mais de dois milhões de analfabetos. A Bahia continua sendo o estado com o maior número de bolsa família. O que ele aponta como prova de prestígio, eu aponto como prova de incompetência, afinal o parâmetro para você conquistar bolsa família é o atestado de pobreza. Essa gente não tem autoridade para falar mais nada. Eles podem fazer o discurso que quiserem. Estou absolutamente convencido de que nós vamos mostrar ao povo da Bahia que temos capacidade de apresentar uma proposta nova no campo social, no campo da infraestrutura, com uma garantia:  gente vai fazer. De que adianta falarem de Porto Sul, de Ferrovia, de duplicação da Ilhéus-Itabuna, aeroportos, de enterrar carro pra dizer que vai nascer como se fosse uma árvore, uma fabrica de carros? Nada disso sai do papel. Essa gente tem autoridade para falar de futuro? Não tem.

Tribuna - Como o senhor avalia a candidatura de Lídice da Mata?
Geddel - Eu tenho o maior carinho por Lídice da Mata, conversei muito com ela nesse período. Acho que o grande drama de Lídice da Mata é que ela vive um dilema pessoal. Ela não vai ser nem carne, nem peixe nesta eleição. Ela não se sente em condição de fazer oposição a Wagner porque estava até ontem no governo, e isso vai fazer com que ela tenha um discurso muito restritivo. Apesar de ser uma figura por quem eu tenho muito carinho, muito respeito, apreço, mas acho que ela terá uma limitação em encarnar, à medida que ela não se coloca como oposição real a tudo isso que está aí, e eu aprendi uma coisa na vida pública, que todos os riscos que possam existir nisso ou você é governo ou é oposição. Se o povo tiver insatisfeito com o governo, vai procurar alguém que efetivamente represente uma alternativa. Eu não acho que Lídice por mais qualidades pessoais que tenha possa ser uma alternativa ao que está aí.

Tribuna - Como tem avaliado a gestão do prefeito ACM Neto ?
Geddel - De forma extremamente positiva. Quem diz isso não sou, mas os indicadores aferidos em pesquisa que mostra efetivamente que ele tem feito uma administração que sinaliza que a gente pode fazer isso na Bahia também. Eu acho que esse é um grande gancho que Paulo Souto tem que mostrar, que é possível fazer diferente. Salvador está mostrando que independente de ligações com o governo federal é possível construir uma Bahia com mais desenvolvimento

Tribuna – E o pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves, como vai conseguir se aproximar mais dos eleitores baianos?
Geddel - Aécio vai estar na Bahia. Acho que a população vai assumir a sua candidatura, como uma alternativa em determinado momento. Acho que o que Aécio vai ter que fazer, ele está começando: mostrar que o governo do PT, em nível nacional, tem fracassado. A presidente Dilma fracassou na oportunidade que o povo lhe deu em levar adiante as conquistas do governo Lula que foram muito grandes.

Tribuna - E como vencer o favoritismo da presidente Dilma Rousseff?
Geddel - Eu não acho que ela seja mais favorita. Você pode ter momentos de pesquisa agora que ele apareça bem, mas os debates vão mostrar que o Brasil tem mais alternativas no ponto de vista gerencial e melhores no ponto de vista político e, sobretudo eu acho que a democracia exige alternância de poder. Meu sentimento é que está chegando a hora da alternância no Brasil e na Bahia.

Tribuna - O senhor disputará com a ex-ministra Eliana Calmon e o vice-governador Otto Alencar. O que pretende fazer para convencer o eleitorado a votar no senhor?
Geddel - Primeiro mostrar que efetiva e claramente, o fato de eu ter me transformado ao longo de 20 anos como deputado federal, e insisto sem nenhuma falsa modéstia numa liderança nacional, isso me permite ter a convicção de que além de ter a capacidade de já chegar no Senado discutindo os grandes temas de reforma do código penal, reforma política, discussão sobre o semiárido da Bahia, reivindicação de recursos e investimentos no nosso estado, por características pessoais, por temperamento, pelo o que eu já fiz eu posso efetivamente ser a voz da Bahia no cenário nacional. Acho que há algum tempo a Bahia perdeu representações, lideranças nacionais que falem por ela. Por mais respeito que eu tenha aos meus adversários, eu vou mostrar à Bahia que eu estou mais pronto, mais preparado e experimentado, conhecendo os caminhos e descaminhos do Congresso Nacional para chegar já resolvendo, para chegar dando uma contribuição a uma terra que precisa ter voz e ter vez, uma terra que precisa ter alguém com coragem para defendê-la.

Tribuna - ACM Neto vai ser o principal cabo eleitoral da campanha?
Geddel - Vai ser um dos. Eu quero ele extremamente engajado nessa campanha. Eu tenho absolutamente certeza que comprometido com a solução, com o futuro da Bahia e com o futuro dele próprio, ele estará engajado na primeira hora para fazer com que essa chapa seja vitoriosa.

Colaborou: Osvaldo Lyra.


 
 

 

 


 

 

 
 



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