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Lídice da Mata parte para ataque ao PT
12/05/2014 10:09:52

Até pouco tempo aliada inconteste do PT, a senadora Lídice da Mata, pré-candidata do PSB ao governo do estado, começa a construir o discurso de adversária da gestão atual e endurece nas críticas ao governo petista e às práticas do partido.

De acordo com Lídice, existe uma frustração do eleitor com o governador Jaques Wagner e com o PT. Ela diz ainda que a partir de determinado momento, o interesse político eleitoral do governo substituiu a visão da administração. “As últimas movimentações do governo demonstram isso”.

Tribuna da Bahia: O DEM e o PT já estão em campo no interior, como o PSB também já colocou o time na rua. Como a senhora avalia esse começo de pré-campanha? Ainda está tímida?
Lídice da Mata: Não tem timidez. O que nós não temos é a máquina do governo para correr o Estado todo, como estamos vendo o nosso adversário fazer. Claro que o candidato do governo tem avião para ir a cinco ou seis cidades por dia e nós não temos estrutura para bancar uma campanha dessas. Fato que não o faz predileto na campanha eleitoral.

Tribuna: A senhora tem sentido algum tipo de dificuldade nesse começo de pré-campanha? Está difícil incorporar um discurso de oposição no Estado?
Lídice: O meu objetivo é apresentar propostas diferenciadas, apresentar o meu plano de governo. Eu sinto que a Bahia precisa conhecer claramente as ideias de quem vai governar. Sinto também que a Bahia não está no entusiasmo de voltar para trás, voltar para um governo e um governador que ela já conhece e se cansou. Acho que a Bahia está aberta a novas propostas e novas proposições. Tenho claro que a prioridade de um estado da dimensão da Bahia, com a dívida social que a Bahia tem, é educar. A nossa centralidade será educação porque falta mão de obraqualificada no estado para os novos investimentos, as novas indústrias e novas tecnologias. Educar porque não há sociedade democrática sem educação e educação de qualidade, educação pública.

Tribuna: A relação de proximidade da senhora com o governador Jaques Wagner pode ser algum tipo de complicador nessa campanha?
Lídice:  Eu não estou concorrendo contra o governador Jaques Wagner, eu estou concorrendo contra Rui. O governo de Wagner se encerra. O compromisso que eu tive com o governador Jaques Wagner foi, em primeiro lugar, de lhe apoiar para que ele pudesse ser candidato a primeira vez. Para que ele tivesse a tarefa de libertar a Bahia do conservadorismo e do autoritarismo, que ele fez. Em um segundo momento, foi o resultado da nossa participação no governo e da nossa aliança política que me fez vice de Pinheiro, que me fez parceira de diversos projetos eleitorais do governo. Em consequência disso eu fui candidata ao Senado e ganhei a eleição. Mas o projeto de Wagner, enquanto figura que governa a Bahia, se encerra agora. Eu não posso ter compromisso com a continuidade de um projeto que julgo que não é coletivo. E não coletivo porque para ser coletivo tem que ser discutido pelo conjunto e qualquer um do conjunto dos diversos partidos pode liderá-lo. O que nós sentimos no projeto do PT é que só o PT pode liderar um projeto que todos ajudam a construir.

Tribuna: A senhora acredita que o governo Wagner chega nessa reta final com dificuldade? Qual o principal erro e o principal acerto do governo?
Lídice: Eu não tenho dúvida que o compromisso democrático que Wagner teve com a Bahia ele cumpriu. Ele tirou a Bahia daquele atraso, daquela perseguição, daquele método de governar, e não pode voltar atrás. Eu já começo a ouvir falar de projetos de prefeitos que, eventualmente, são chamados para dizer se estão ou não com Rui. Se isso acontecer, é volta ao passado. Não adianta construir esse caminho para, logo depois, voltar às mesmas práticas de antes. Vamos ter cuidado com aquilo que a gente assume como compromisso político. De positivo tem isso e tem outras coisas. Wagner ampliou o número de hospitais no Estado, fez muito nas rodovias, na própria área de turismo nós ajudamos o governo a fazer coisas importantes, mas não é isso que está em julgamento. Quando o governo vai a julgamento, não se julga as ações desintegradas do governo, cada uma por si. O que se julga é o conjunto. O conjunto da obra fica comprometido quando não se consegue organizar uma chapa em que as pessoas se identifiquem e vejam como continuidade desse projeto.

Tribuna: Qual o maior gargalo do governo Wagner?
Lídice: É a situação financeira do governo. A Bahia está endividada, entrou numa situação muito complexa e o governo está com dificuldade em dar ritmo de investimentos e obras no Estado.

Tribuna: O que tem sido feito pela senhora para se diferenciar dos seus adversários e buscar convencer o eleitorado que o projeto do PSB é viável para a Bahia?
Lídice: Primeiro, trabalhar num programa de governo, definir a minha estratégia central. E eu volto a dizer que a Bahia precisa ter como estratégia central a educação porque a educação é libertadora. Não se conhece nenhum país do mundo que tenha modificado de forma profunda a realidade social e econômica sem ter investido em educação. Nós precisamos fazer isso pela Bahia, e digo mais: nós quem? Nós de esquerda porque é preciso diferenciar. Se é para ter apenas um gerente, não precisa ser de esquerda ou de direita. Gerente, você contrata. O que a Bahia precisa, além de alguém que possa gerir bem os negócios da Bahia, que possa gerir bem o Estado, é ter um projeto político que possa fazer com que os baianos se engajem nesse projeto para realizar a transformação, ou seja, liderar a Bahia. E é a isso que eu estou me colocando. Eu digo que é a educação porque nós demos ao Brasil o maior educador que o Brasil teve, que foi Anísio Teixeira. Na década de 1930 e 1940 já pensava em colocar em prática ideias sobre educação que estão começando a ser realizadas hoje e demonstrando a eficiência, a eficácia. E a Bahia tem que estar na frente desse projeto de transformação do Brasil.

Tribuna: Qual o gargalo na área da educação, hoje, na Bahia? A Bahia não conseguiu avançar na área educacional nos últimos sete anos?
Lídice: Não conseguiu. Primeiro, nós precisamos avançar fazendo com que os municípios e o Estado serviam de estimuladores disso e comecem a alfabetizar as crianças na idade certa. A escola pública do município deve funcionar no sentido de que as crianças, na idade de seis anos, devam sair sabendo ler, escrever e fazer as quatro operações. O que o meu filho consegue fazer numa escola privada saindo aos cinco anos e meio. É esse o desafio da escola pública do país. A tarefa principal do Estado é efetivar um pacto profundo determinando metas, correndo atrás dessas metas e premiando os prefeitos que consigam realizar essas metas. Hoje existe um programa do governo federal que se chama Pacto pela Educação, mas não se vê mobilização do governo com esse fato. Não dá para sentir que é prioridade do governo, você não sente que vencer o analfabetismo é prioridade de governo, embora exista o TOPA. Mas não é isso, é você ter um projeto de educação para mobilizar a sociedade baiana e oportunizar para as crianças e jovens a ideia de uma Bahia próspera, uma Bahia de oportunidades.

Tribuna: No governo Wagner, a política teve mais espaço do que a capacidade gerencial?
Lídice: Não. Eu sinto que a partir de determinado momento, o interesse político eleitoral substituiu a visão da administração. As últimas movimentações do governo demonstram isso. Troca-se os cargos de lugar para atrair um novo partido. Isso nós sempre condenamos na política, sempre condenamos as negociações abertas dos cargos do Estado sem referência técnica, sem limite para cumprir a ideia de um grande conglomerado. Isso está sendo feito no Brasil, no governo de Dilma e na Bahia. Isso não é o que nós pensamos, nunca foi o que o governador pensou e pregou. Então, eu vejo uma frustração do eleitor com relação ao PT. O eleitor não reconhece o PT em que votou, pensando que poderia fazer diferente do que era feito.

Tribuna: O eleitor está frustrado com o PT e com o governador?
Lídice: O governador é do PT.

Tribuna: Como está a questão da escolha da vice da chapa da senhora? Existe dificuldade para fechar?
Lídice: Nomes nós temos dentro do PSB. Mas na verdade, começamos uma conversa com o PV, que foi se tornando importante na conformação da chapa. Nós queremos dar mais uma semana de prazo ao PV para fechar essa situação. Com PV ou sem PV, nós teremos vice, comporemos a chapa e caminharemos para em junho fazermos uma grande convenção do partido que consagre o meu nome para o governo do Estado e o nome de Eliana para o Senado. A estrutura de campanha, que muita gente diz que eu não vou ter, eu estou surpreendida com a aceitação do meu nome e do de Eliana. O que prova que, apesar do desespero de todos para formar uma estrutura de campanha, para calcular os minutos de tempo de TV, o eleitorado está ignorando esse tempo de TV. O eleitorado está construindo as próprias alternativas. Muitas vezes as pesquisas dizem que Paulo Souto está na frente, o que é possível. Quando há decepção do eleitor com alguém que está no governo, é natural que, imediatamente, o eleitor se volte para o antecessor, se for contrário. Mas isso logo se desfaz, na medida em que encontra uma alternativa que possa cumprir o papel de ser uma alternativa de fato. Eu acho que nós somos uma alternativa de fato. Eu vi declarações que Rui é novidade porque é mais jovem, mas isso é um debate antigo. Obviamente que não é a idade que demonstra a juventude das ideias. O que vemos na candidatura de Rui é que não apresenta nada de novo e nenhum projeto criativo para o governo do Estado. O que digo de projeto criativo não é um projeto de engenharia e uma maquete da ponte, mas um pensamento criativo sobre a Bahia. Rômulo Almeida o fez há 50 anos. É pensar a Bahia de forma moderna, de forma avançada e eu não vi em nenhum momento um pensamento avançado. Sobre Wagner, tenho amizade com ele, tenho respeito por ele, mas compreendo que o que o PT poderia oferecer de novo à sociedade já ofereceu e já se esgotou.

Tribuna: Há fadiga?
Lídice: Há fadiga de material, e essa fadiga exige não a volta ao passado. Exige a renovação da política, por exemplo, com a vinda de Eliana Calmon, que é atraída de uma posição pública jurídica para reafirmar a política. A minha candidatura quer reafirmar a política como instrumento de transformação e não política de coligação para aumentar tempo de televisão, não uma política de aliança para distribuir os cargos do governo. Eu não estou dizendo que, estando no governo, não comporei com partidos e negarei a política. Vou compor com partidos, mas tendo em vista os compromissos e metas com o projeto do governo. Não adianta trazer nomes que não tenham compromisso com o plano do governo e sentem na cadeira e comecem a fazer diferente de tudo aquilo que eu defendi como candidata. Isso não é possível fazer.

Tribuna: A oposição conseguiu unidade e a base do PT está divida com uma segunda candidatura, já que a senhora há pouco tempo fazia parte do governo Wagner. Com duas candidaturas, isso é um complicador na eleição?
Lídice: Para mim não é complicador, não sei para quem é. Eu não sou mais da base do governo, eu fui. Esse é um problema do governo. A base do governo não está dividida apenas porque o PSB saiu, mas porque a base está dividida, a base não está acreditando no projeto. A própria base do governo está frustrada com as possibilidades do governo. A base é uma extensão do que a população pensa e esse é o sentimento que vemos nas ruas. Há uma frustração com o PT na sociedade.

Tribuna: Paulo Souto para encabeçar a chapa de oposição. Causa algum tipo de temor ou a senhora vai para o discurso de campanha muito fortalecida nesse embate?
Lídice: Eu não tenho medo de Paulo Souto e nem de Rui. O debate é democrático, tenho respeito pelos dois e não tenho arrogância. São dois candidatos fortes, do ponto de vista de que um é experiente, conhece a política baiana, é um adversário respeitável, e Rui, que tem o domínio da máquina do governo, que é uma máquina poderosíssima. Eu não menosprezo nenhum dos candidatos, respeito os dois, mas acredito em um novo caminho. É preciso mostrar à população que nem todo político é igual, que vai fazer o mesmo que outros fizeram, temos que mostrar com fatos que podemos fazer uma política diferente. Eu demonstro com fatos concretos na medida em que saí do governo, deixei os cargos e estamos aqui lutando para apresentar um programa de governo novo.

Tribuna: O que deve ser feito de estratégia para que a senhora possa viabilizar a sua candidatura e a de Eliana Calmon?
Lídice: Primeiro demonstrar para a população a viabilidade da nossa candidatura. Isso já estamos conseguindo, já que a agregação à candidatura tem sido permanente. Segundo, construir uma estratégia de comunicação. Estamos fazendo isso dando o máximo de entrevistas. Eliana está viajando muito. Nesse momento, nós separamos a campanha porque temos necessidades diferentes. Eu preciso ajudar a formatar um programa de governo que servirá para mim e para Eliana, preciso organizar a campanha de Eduardo, abrir espaço para que ele venha à Bahia, e isso nós estamos fazendo. E Eliana precisa ser conhecida, precisa ser vista como candidata, também precisa conhecer a população em cada local. Isso ela está fazendo, ela fica aqui a semana inteira, visita, principalmente, jovens nas universidades. Nós compreendemos que é nesse caminho que a nossa candidatura deve se sustentar.

Tribuna: Como a senhora vê a disputa pelo Senado? Quem leva vantagem, dos três principais nomes que estão colocados?
Lídice: A disputa pelo Senado, este ano, vai ser embolada. Obviamente são três candidatos fortes e está embolada porque não tem segundo turno. Vai ser uma grande surpresa.

Tribuna: Como a senhora vê o cenário nacional? A queda da presidente Dilma, uma possível aproximação no segundo turno entre Aécio e Eduardo Campos?
Lídice: Não vejo nada disso. Do ponto de vista eleitoral, hoje, a candidatura de Dilma ainda não é consenso. Ela pode perder a eleição e pode ganhar também com os índices que tem hoje. Vai depender, de agora por diante, o que vai acontecer. Se ela emboca mais um pouco e, não tenho dúvida, vai para o segundo turno extremamente desgastada. Independente da força que Eduardo e Aécio tenham hoje, o segundo turno cria a expectativa da vitória para os opositores, isso ninguém tem dúvida. Todas as eleições, o candidato enfrenta segundo turno, Lula enfrentou o segundo turno duas vezes, mas enfrentou em condições muito mais favoráveis e confortáveis.

Tribuna: A que a senhora atribui a queda contínua e constante da avaliação do governo Dilma e da própria presidente?
Lídice: Justamente porque a queda é contínua que eu não acho que seja um fato apenas. É claro que a marca das manifestações, inesperadas, da Copa das Confederações foi um marco determinante. Daí para cá a presidente conseguiu crescer um pouco, mas não voltou ao patamar de antes. A partir daquilo é que as pessoas começaram a entender que nem tudo está bem quanto parece e outras crises apareceram, principalmente a crise institucional entre a presidente e o parlamento. Os debates entre os articulistas políticos passaram a refletir o posicionamento da rua.

Tribuna: A senhora acredita que o presidente Lula pode ser alçado como uma carta na manga do PT e modificar, inclusive, as eleições dos estados?
Lídice: Se isso acontecer, vai ser uma grande surpresa para mim. Eu acho muito difícil, mas nada é impossível na política. É isso que ela tem de encantador.

Tribuna: Qual a mensagem que a senhora deixa para a população da Bahia?
Lídice: Eu acredito que nós vamos tentar ganhar no primeiro turno. Se não conseguirmos, vou chegar ao segundo turno em condições de dar a virada e ganhar. Eu acredito nessa possibilidade real. Apesar de não ter o maior tempo de televisão, quero lembrar que Marina, com menos tempo do que eu, fez 20 milhões de votos no Brasil e levou a eleição ao segundo turno. Diferentemente, o pensamento da política tradicional e as análises tradicionais não darão conta de responder e fazer o prognóstico dessa eleição, que trará surpresas em diversos níveis. Por isso acredito que eu e Eliana seremos a surpresa da campanha na Bahia. (Da Tribuna da Bahia)

Colaboraram: Fernanda Chagas e João Arthur Alves


 
 

 

 


 

 

 
 



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