Página Inicial  |  Perfil  |  Equipe  |  Contato  | 
Links

  

redacao.noticia@noticiacapital.com.br
71 9128-9520

                             
 
  Home - Notícias - Turista russo foi a festa dos azuis na Cairu com uma camisa vermelha
 

Categorias

  Brasil
  Cultura
  Cursos & Concursos
  Dos Blogs & Sites
  Economia
  Educação
  Entrevistas e Reportagens
  Esporte
  Geral
  Internacional
  Mosaico
  Municípios
  Notas
  Opinião
  Politica
  Salvador
  Saúde & Medicina
  Turismo
 

Colunistas

 Agenor Calazans
 Aldo Trípodi
 Alessandra Nascimento
 Gerson Brasil
 Gil Vicente Tavares
 Guto Amoedo
 Kim Niederauer
 Marcelo Torres
 Valter Xéu
 Vitor Carvalho
 

Serviços

  Coelba
  Embasa
  Auxílio a Lista
  Prefeitura de Salvador
  Previdência Social
  Receita Federal
 
NOTÍCIAS
 
Turista russo foi a festa dos azuis na Cairu com uma camisa vermelha
31/12/2016 12:10:38

(Camarada russo compra bata branca para a virada do ano)


Fui às compras do réveillon na Av Sete adquirir uma camisa branca para brindar o ano novo e um brinco de pompom para a esposa quando, passando pelo Relógio de São Pedro, me bato com o turista russo.

- Não é possível, pensei com meus botões, ele de novo no meu caminho.

Foi de cara e não deu pra desviar. O camarada foi logo perguntando como eu estava, se tinha passado 'um boa Natal' e tive que ser educado com ele, como sempre fui, destacando que estava tudo em paz.

- Passeando, perguntou-me em seguida.

- Estou comprando uma veste para o final de ano, comentei.

- Eu também estou porque ontem fui ao révellon da Prefeitura, naquela praça da cidade baixa, e fiquei por fora porque estava vestido de vermelho - disse.

- Você é louco. Vermelho é a cor dos petistas e a festa lá é dos azuis - retruquei.

- Ah! foi por isso que me olharam com tanta cara feia. Até pensei que estavam achando que eu era algum terrorista islâmico.

- Você tem que usar é uma veste branca, cor da paz, de Oxalá, sugeri.

- Lá vem você com o nome desses santos que não entendeo nada.

- Orixá não é santo, nem santo orixá. E o branco é a cor da pomba da Prefeitura, da paz; enquanto vermelho, o pessoal de lá detesta.

- Mas é claro que não vou jogar minha camisa vermelha fora, pois, sendo russo, comunista de origem, também prezo minhas tradições - aduziu.

- Tá certo. Você pode presentear ao seu amigo Badá e comprar essa bata com ponto Richelieu que está à venda no Pelourinho, comentei mostrando a foto da bata no meu smartphone.

- Isso parece coisa de gente rica, de falso ao corpo - comentou olhando a foto.

- Que coisa nenhuma. Esse é um programa da Setre, de seu colega comunista Álvaro Gomes, do portal Vermelho, e custa barato - falei.

- Então vou lá comprar. O senhor não quer ir comigo - sugeriu.

- É podemos ir, quem sabe eu possa também adquirir uma bata da Goya Lopes.

Quando pássavamos pela Ladeira de São Bento já nos aproximando na Praça Castro Alves encontrei o amigo Gilmar, o homem que vende óleo de peixe elétrico e óleo de babaçu, bons para as pernas, pra reumatismo e outros males.

Parei pra comprar um óleo e o russo ficou invocado, me olhando.

- Que é isso? - perguntou.

- É um óleo para lubrificar as pernas, comentei, dizendo que era um santo remédio e deixava as pessoas mais leves, mais soltas.

- Pensei que fosse uma poção mágica para fazer efeito noutra parte do corpo - sorriu o russo.

- Tais brincando Sêo Dimitri! Poção pra outra parte do corpo é catuaba ou a pílula azul.

- Essa catuaba nunca tomei. Agora, a pílula azul é boa, mas me deixa com os olhos vermelhos, inchados, ainda que faça bom efeito na inchadinha.

Sorrimos a valer e pegamos a Rua Chile, passamos pela rua da Misericórdia e adentramos na Praça da Sé, local onde tem uma imagem do bispo Sardinha e as meninas de vida fácil fazem ponto nos bancos de mármore em frente ao antigo cine Excelsior.

- Hic! - comentou o russo desconfiado - aquela senhora está piscando o olho para mim e me chamando.

- Vá la conversar com ela - sugeri.

Em instantes, o russo estava a bater papo com uma jovem senhora vestida num tubinho e usando um sapato salto altissimo, e quando retornou explicou o papo.

- Ela sugeriu fazer um piço e eu não entendi nada. Só depois que ela fez uns gestos com as mãos parecendo que ia cavar alguma coisa, ou uns peixinhos nadando no rio, foi que cai em mim e vi que ela queria fazer sexo.

- Já vi que seu professor Badá não lhe ensinou nada da Bahia. Dá um piço é trepar, fazer amor, divertir-se.

- Ah! sim, agora vai.

- E você aceitou o convite da senhora?

- Eu não. Fiquei de pensar. Talvez, depois do réveillon. Agora, vamos comprar a bata.

E lá fomos nós e compramos duas batas, uma para ele e outra para mim.

- E o senhor vai comigo para a virada do ano do réveillon da Cairu - sugeriu.

- Tenho outro compromisso e lhe desejo sucesso por lá e um feliz 2017.

- Pro senhor também. Espero lhe encontar ainda neste verão, na Cantina da Luia, pra gente tomar uma gelada com Badá. Do svidaniya.

Como não sei falar russo soletrei em francês: - Au revoir.


 
 

 

 


 

 

 
 



Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.



 
 
create', 'UA-40109063-1', 'noticiacapital.com.br'); ga('send', 'pageview');