Página Inicial  |  Perfil  |  Equipe  |  Contato  | 
Links

  

redacao.noticia@noticiacapital.com.br
71 9128-9520

                             
 
  Home - Notícias - Dona Céu recebe museóloga famosa para camarões na moranga
 

Categorias

  Brasil
  Cultura
  Cursos & Concursos
  Dos Blogs & Sites
  Economia
  Educação
  Entrevistas e Reportagens
  Esporte
  Geral
  Internacional
  Mosaico
  Municípios
  Notas
  Opinião
  Politica
  Salvador
  Saúde & Medicina
  Turismo
 

Colunistas

 Agenor Calazans
 Aldo Trípodi
 Alessandra Nascimento
 Gerson Brasil
 Gil Vicente Tavares
 Guto Amoedo
 Kim Niederauer
 Marcelo Torres
 Valter Xéu
 Vitor Carvalho
 

Serviços

  Coelba
  Embasa
  Auxílio a Lista
  Prefeitura de Salvador
  Previdência Social
  Receita Federal
 
NOTÍCIAS
 
Dona Céu recebe museóloga famosa para camarões na moranga
30/01/2017 11:28:56

Camarões de Mutá e moranga da tenda de Sêo Mocofaia, em S. Joaquim
Foto: BJÁ
 
Rasta do Pelô
 
Creio que vocês estão cansados de saber que a crise econômica porque passa o Brasil, a tal 'marolinha' dita por nosso ex-rei Sol e que parece não ter fim, não atinge duas classes sociais: os ricos e os pobres. Rico é rico e a gasolina pode ir para R$20,00 que ele não tá nem aí; e pobre tá acostumado e comer chupa molho. E, um mais; um a menos não faz a menor diferença.
 
   Agora, nós da Classe C, os emergentes, e que estávamos pulando para a clase média levamos um baque enorme, mas, como não somos a classe média alta endividada com seus cartões de crédito a 400% ano, ainda temos alguma sobra de caixa e compartilhamentos para fazermos nossa alegria.
 
   E assim deu-se com uma tarde de domingo, em nosso dia de folga, quando dona Céu e suas amigas Tina Copo e Rilza Cervejão, se cotizaram, para receber a museóloga e quase doutora Heleninha Pina e seu esposo, editor de livros e personalidade de alto saber, Sêo Pina SãoPaulo, ofertando-lhes uma almoço a base de moqueca de pescada amarela e camarões na moranga.
 
   Eu mesmo, bom de cozinha, em carne e osso dirige-me até São Joaquim onde adquiri na tenda de Sêo Mocofaia uma moranga das médias com esse objetivo e dona Céu, acompanhada da irmã Cervejão, a qual bancou a pescada com seus recursos próprios de professora adquirida no H Barbosa da Barros Reis, aqui perto da Caixa D'Água onde moramos.
 
   E diria que foi um almoço dos mais agradáveis, uma vez que dona Tina Copo colaborou conosco trazerndo uma garrafa de Teacher, o velho e bom professor de malte, e Sêo Peixe Dacachi nos ofertou os camarões de seu criatório em Mutá, daí que tive que pegá-los no ferry, mas, isso foi o de menos. Camarões dos bons, sem agrotóxicos, sem depois provocar urina preta.
 
   Lembrando aos leitores que dona Heleinha é nossa conhecida do Pelô, onde trabalhamos, eu vendendo tocas e dona Céu atuando como cabeleireira de tererê, e esta dignissima senhora atua como técnica de um museu famosos da cidade e como ela havia acabado de chegar de uma temporada de estudos no Porto, em Portugal, onde labuta na defesa de uma tese nesse campo museológico, nada melhor do que homenageá-la.
 
   Em principio falei com Céu: - Você não entende nada de museu para convidar personalidade tão importante e vai faltar-lhe assunto.
 
   - Eu entendo de tudo e dona Heleninha, pelo pouco que conhecemos, é uma pessoa simples, ativista dos direitos dos consumidores e pode nos dar boas dicas. Quem sabe posso até mudar minha cabeça que deseja conhecer Buenos Aires e pensar em atravessar o Atlântico até Lisboa, a velha cidade de encantos mil.
 
   - Você tá ficando letrada, arreliei Céu.
 
   - Vivendo e aprendendo meu filho. Boas companhias são pra isso, fraseou.
 
   O certo que não houve derrapagens, afinal não estávamos recebendo nenhuma desembargadora, nem tampouco alguma socialyte dos Mordilho, e o almoço foi super agradável, correu tudo às mil maravilhas, até o cachorrinho da madame, salvo engano de nome de Denis, correu aqui pelo quintal espantando os cardeais que comem do meu milho pisado. O totó, chique que é, só provou palitinhos naturebas´e desprezou um pé de galinha ofertado por Céu.
 
    Dona Heleninha, diga-se de passagem, com sua simpatia, seu 'farplay' - eu também tô ficando letrado - ganhou duas fãs, as senhoras Tina e Cervejão, as quais tiraram fotos com ela, trocaram zaps e, suponho, acertaram um novo encontro nalgum sitio do Pelô, quiçá no Cuco Bistrô.
 
   E o que essa senhora nos trouxe de saber, ponderou dona Céu depois do acontecido, foi relevante uma vez que nos ensinou a fazer um supermercado, a pechinchar preços, a olhar marcas e vencimentos dos produtos com a devida atenção.
 
   Diga-se, dicas anotadas pelas madames congeneres, uma vez que dona Heleninha trouxe do Porto em três grandes malas caixas sabão em pó, latas de sardinhas, queijos, patês, roupas de cima e de baixo, rouges, perfumes, vinhos e vários outros artigos, o que, segundo ela, são muito mais baratos do que comprá-los aqui em Salvador,
 
   Fiquei astuciando a conserva e Sêo Pina SãoPaulo referendou que sua esposa era assim mesmo, osso duro de roer, e que trocara uma peça de roupa três vezes só porque foi achando-a mais barata noutras lojas e ainda dizendo leros aos vendedores e que sua geladeira de tão cheia de coisas não cabem nem mais os palitinhos de Denis.
 
   Interferi na conversa também dando meu pitaco: 
 
   - Então, não me diga que vocês já estão pensando em ir a Portugal, em comitiva, às compras, como essas sacoleiras que vão para o Paraguai e trazem um monte de coisas para revender, perguntei a Céu.
 
   - É pra pensar, pra analisar, pois, segundo nos narra dona Helelinha dá pra gente ir ao Porto e voltar, curtir aquele lugar que, segundo ela é maravilhoso, e trazer uns queijos e patês pra vender acá e ainda ganhar uns trocados, respondeu.
 
   - Quiçá trazer umas garrafas de vinho do Porto, bebida nobre por acá e que custa os olhos da cara - aquiesceu Tina Copo.
 
   - E pelo menos umas duas ou três caixas de cervejas Sagres ou Super Bock que aqui na Berini custam uma fortuna - ponderou Cervejão.
 
   - Eu, se for, comentou Céu, vou trazer produtos de maquiagem, batons vermelhos e pincéis de qualidade que são o que mais minhas clientes procuram.
 
   Claro que também fiz minha sugestão dizendo que, se a viagem prosperasse, gostaria de encomendar umas latas de sardinhas portuguesas Gomes e uns azeites Galo.
 
   Dona Céu cutucou dona Heleinha: - É pobre a até no pedir.
 
   - Se eu fosse o senhor, Sêo Rasta, pediria as francesas Betechef ou Bon Apetit que são vendidas em qualquer mercearia do Porto a preços de bananas da prata em São Joaquim.
 
    Sêo Aluzio do Piso, esposo de dona Tina, gargalhou: - Ele não sabe nem o que é isso. Tá acostumado a comer sardinha Coqueiro com farinha e pimenta e mais uns goles de tubaina, vai se entalar com uma cocgne de Bordeaux.
 
    Risos gerais.
 
   - Pois eu trouxe foi muita sardinha francesa e até hoje tem em casa, obtemperou Dona Heleninha.
 
   - E com o tempo elas não estufam? - perguntou Céu.
 
   - Você já viu alguma coisa da França estufar dona Céu! No máximo exalam algum bom perfume.
 
   A conversa ia disparada a mil por hora quando a mãe de minha esposa, dona Antonha do Licor, tocou a sineta dizendo que o peixe e a mornaga estavam na mesa.
 
   Sêo moço, não teve sardinha francesa; nem vinho do Porto, o que se viu foi um avanço na moranga e no peixe estilo as tropas de Napoleão invadindo a Rússia no século XIX, que precisou a senhora madre pedir calma, pois os camarões não iriam correr, saltar da moranga e sair pulando pelo quintal.
 
   - Se pularem fora, Denis abocanha um deles, narrou uma sobrinha de dona Heleninha. - Esse danado, na casa de minha mãe nunca latiu, nunca correu desse jeito pelo jardim e aqui está nessa esperteza toda.
 
    A essa altura, a gelada correndo solta, a pescada amarela de dar inveja a François Hollander, a conversa sobre Portugal esmureceu.
 
    Quando dona Céu serviu a sobremesa, um bolo de milho com fubá Tabajará que confeitei, o Porto voltou a cena, atravessaram o Atlântico em planos e a viagem ficou marcada para quando Dona Heleninha for apresentar sua tese de doutorado.
   - E quando vai acontecer isso, na Semana Santa próxima? - perguntou Céu.
 
   Sêo Pina SãoPaulo sorriu pelo canto da boca e dise: - Já tem 4 anos que ela defende essa tese.
 
   - Vixe! Em sendo assim, as sacoleiras só irão ao porto no bicentenário da Independência da Bahia, arreliei.

 
 

 

 


 

 

 
 



Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.



 
 
create', 'UA-40109063-1', 'noticiacapital.com.br'); ga('send', 'pageview');