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DARZÉ TEM LANÇAMENTO DO LIVRO "FLORESTA, CACAU E CHOCOLATE", DE LUIZA OLIVETTO E DIEGO BADARÓ
18/03/2017 19:08:50

“Este livro é um diário de nossas vidas mergulhadas na floresta, no plantio e na história do cacau ao sul da Bahia, e também do chocolate. Tudo tem início na nossa crença de que a preservação e o reflorestamento são fundamentais para sobrevivência de todas as espécies de vida”.

Luiza Olivetto e Diego Badaró lançam dia 21 de março, das 19 às 22 horas, na Paulo Darzé Galeria, o livro Floresta, cacau e chocolate, coedição da Senac e da Luste, estando a publicação selecionada no prêmio Gourmand World Award, com cerimônia em maio, no Yantai Wine Bay, na China. O lançamento será acompanhado de uma exposição de 15 telas de autoria da Luiza, que é também artista plástica e retrata sua relação com a Mata Atlântica.

Floresta, cacau e chocolate é um livro dividido em três partes, conforme o título, ilustrado por meio de documentos históricos, fotos de época, fotos recentes feitas por Christian Cravo, pinturas, interferências, colagens, a praga da vassoura de bruxa, o renascimento, e muitos outros temas são utilizados para contar fatos que dão expressão ao universo das florestas de cacau e chocolate, um mundo mágico-realista.

Conforme expressa a autora, “a narrativa começa com um plano aberto enquadrando toda a Mata Atlântica, passando pelo plantio do cacau, pelo trabalhador, e fechando no chocolate. Uma mesma história, cheia de estórias, narrada por vários personagens que fazem parte desse cenário socioeconômico composto de todas as cores emocionais e camadas densas de muitas gerações, num livro onde se conta a construção e luta pelo renascimento da cultura do cacau na Bahia e sua importância na economia, na história e na preservação da floresta”.


A floresta, o cacau, o chocolate
Luiza Olivetto, artista plástica, designer, escritora, inicia a conversa afirmando: “A Mata Atlântica sempre me pareceu a imagem mais próxima do paraíso. Toda vez que imagino o Éden, visualizo um jardim de flores exuberantes, coloridas, luzes filtradas entre a folhagem – prismas, na verdade – reproduzindo brilhos em forma de estrelas de milhares de pontas, gotas d’água ampliando a luz, verdes de todos os verdes, vermelhos de todos os vermelhos, amarelos, laranjas, azuis, lilases, tons de preto, tonalidades, semitons, fragmentos, partículas de tons. E tudo ao mesmo tempo, nítido e confuso, transparente, denso e misturado. Descobri que a isso se dá o nome de biodiversidade. No caso dessa floresta, reserva da biosfera decretada pela Unesco e patrimônio nacional pela Constituição de 1988, a maior biodiversidade por metro quadrado do planeta! Isso quer dizer que temos, em nosso território, nesse pedaço de terra que chamamos de Brasil, grande parte das formas de vida dessa coisa redonda nomeada terra. Que responsabilidade!

Para a autora, continuando a falar da floresta, “é assustador pensar que em quinhentos anos desmatamos quase toda a costa Atlântica. Derrubamos milhares e milhares de árvores, matamos uma infinidade de animais e contaminamos nascentes, destruímos rios, tocando fogo, inundando áreas ou explorando os recursos naturais sem nenhum critério de preservação e reposição. E hoje, apesar dos recentes dispositivos e metas oficiais, também têm sido apoiado pelos governos estabelecidos projetos de desmatamento desses hotspot, priorizando explorações de minério e hidrelétricas”.

“Além disso, nosso sistema oficial de controle de desmatamento em todo o território brasileiro tem sido falho e muitas vezes conivente com a exploração e o desmatamento ilegais. Por isso, a maior parte dessa vegetação ainda permanece sem proteção. As florestas ficam, então, vulneráveis à ação de diversos elementos e atividades que geralmente abatem grandes áreas verdes – como a exploração predatória de madeira e de espécies vegetais, a expansão da fronteira agrícola, a industrialização, a expansão urbana desordenada, a poluição”.

Com a consciência sobre as florestas, e modificando costumes no plantio do cacau, foi possível realizar um renascimento, graças aos esforços dos produtores locais, de algumas fundações e dos compradores, permitindo que a produção do cacau do Brasil tenha uma segunda chance de brilhar por conta de seus ricos aromas e sabores, especialmente no mercado internacional.

No Brasil, o cultivo do cacau começou oficialmente em 1679, sendo seu berço botânico a região amazônica. Mas a cultura do cacau se desenvolveu no sul da Bahia, trazido à região por volta de 1746 pelo francês Louis Warneau. Mas plantar o cacau não é simples. Requer artimanhas das matas, da fauna, da flora, e um conhecimento que passa oralmente e na prática que o trabalhador que atua nas matas possui. Esse povo é que sabe por onde anda, onde plantar, em que tempo. É a sabedoria da vivência e da lida diária fincando um novo começo.

O cacau é plantado à sombra da floresta e necessita dela para sua existência. O cacau e a mata fazem parte da mesma história. E o cacau é muito além do chocolate. O fruto do cacaueiro apresenta uma casca grossa e amarela. Dentro estão as sementes, também chamadas amêndoas, temos a massa que passa por processo de fermentação e secagem e, posteriormente, por meio da torrefação, da conchagem e da temperagem, são transformadas na base da confecção do chocolate. Mas o fruto do cacaueiro oferece outros usos. A polpa pode fazer suco, geleia, destilados finos, fermentados, xaropes para confeito, sorvetes, etc. A casca, algumas pesquisas já demonstram, pode servir de alimentação para bovinos, suínos, aves, e ate peixes, além de ser utilizada na produção de biogás e de fertilizante orgânico.

A bebida que originou no chocolate, derivada do cacau, uma vez descoberta pelos espanhóis e levadas as cortes europeias, tornou-se a bebida das bebidas, afrodisíaca, excitante, consumida por senhoras, rainhas e duquesas, que a consideravam tão provocadora quanto o champanhe. Hoje, o que se diz, é que o chocolate é um alimento funcional que atua na produção de serotonina, um componente químico da cadeia dos neurotransmissores que é responsável pelo prazer, pelo otimismo, pela alegria e pelo bom humor. E outras benesses.

O chocolate é uma paixão sem nação. Mas há uma diferença muito grande entre os chocolates. E isto se inicia pelo cacau – o plantio, o processo, o tratamento, a fermentação. Para Diego Badaró, “estar presente em toda a cadeia produtiva – da árvore do cacau à barra do chocolate. Essa era a única maneira de gerar ganho para toda a fase do processo e, para as pessoas, trazer o sabor exclusivo da nossa tradição de cultivo do cacau orgânico. Nossa contribuição, na retomada do plantio do cacau no Brasil, foi principalmente a recolocação de nosso produto no mercado internacional de cacau e de chocolate finos. Resolvemos construir uma fábrica assim que concluímos que deveríamos cuidar de toda cadeias produtiva da produção ao tablete”.

Sobre os autores
Luiza Olivetto é arte-educadora, cenógrafa, figurinista, designer, astróloga, artista plástica e apaixonada por ecologia e florestas. Diego Badaró é formado em Comércio Exterior e é a quinta geração de cacauicultores do Sul da Bahia, especializado em agricultura orgânica.
Luiza Olivetto, autora do conceito gráfico e de comunicação da marca, e Diego Badaró são os idealizadores da AMMA Chocolate, empresa de chocolates orgânicos reconhecida nos mercados nacional e internacional.

Ficha Técnica
Floresta, cacau e chocolate | Forest, cacao and chocolate
Autores: Luiza Olivetto e Diego Badaró
Editoras: Editora Senac São Paulo e Luste Editores
Número de páginas: 288


 
 

 

 


 

 

 
 



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