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Fatos alternativos
20/03/2017 10:36:10

Outro dia falei aqui da expressão “pós-verdade” que foi a palavra do ano passado - eleita pelo Dicionário Oxford. Mas de lá para cá muita coisa mudou e vivemos intensamente o momento do chamado “fato alternativo”. É o dito pelo não dito, o que era passa a não ser; você pode estar vendo algo, mas mesmo enxergando bem não é uma verdade absoluta, pois depende da versão. Não é simples como num pôr do sol: a depender de quem olha o céu pode estar dourado, mas vale também dizer que está sépia. Bem como você pode garantir que o dia está acabando, mas alguém insiste que é a noite que vem chegando. E lembre-se que Galileu, mesmo com todas as evidências, preferiu mudar a opinião de que a Terra é que viaja ao redor do Sol. Era esquecer o fato ou encarar a Santa Inquisição.

Hoje, do nosso ângulo aqui no Trópico de Capricórnio vivemos com Michel Temer o fato alternativo, em vez do fato notório, a partir do momento em que ele dentre tantas outras coisas, garante que ministro que estiver relacionado nas investigações da Lava Jato será afastado. Ministro que for processado será definitivamente afastado das funções. Mas como? Todo mundo já sabe – e a Polícia Federal não seria irresponsável de citar ninguém sem provas absolutas, seja por escuta, deduragem ou por ter caído no colo, de bandeja – que Moreira Franco, José Serra, Alexandre Moraes e tantos outros notórios já foram apontados como participante de alguma coisa errada. Mas, para Temer, o fato vira algo alternativo. Ele nos passa a sua dialética de que se ainda não foram indiciados, a lógica, o fato verdadeiro não é um fato.

Os governos Dilma e Lula deitaram e rolaram em fatos alternativos. Desemprego não significava a perda do emprego. Era mudança de status. Crise econômica não havia. Era adequação de mercado. No Brasil, os marqueteiros foram os primeiros a criar, sem saber a nomenclatura e sem batizar com todo o direito o “fato alternativo”.

Já acima da Linha do Equador, temos Donald Trump criando os seus fatos alternativos, que é essencialmente aquilo que é evidente, não há como provar, mas que é repetido oficialmente até confundir. Trump quer fazer o muro, pois empacou com o México. Garante que os mexicanos corrompem a América.

Na verdade, os mexicanos já não representam tanto assim, pois as maiores levas de imigrantes ilegais saem da América Central e do Sul, África e Ásia.

Os neurocientistas observam que aquilo que Temer e Trump vêm fazendo e que os governos anteriores também faziam para as massas, é uma prática do ramo da magia. Uma técnica que consiste em despistar e distrair. Como aquela velha piada do ladrão que levava um porco no braço e o guarda perguntou de quem era o porco e o meliante rebate: “Porco? Que porco! É um javali”. Ou do marido que chega em casa e encontra um homem nu dentro do banheiro e a mulher diz que é o eletricista consertando o chuveiro. “Mas nu?”, questiona o marido. É tudo uma questão de colocação, entonação e repetição para que de fato, o fato alternativo se sobreponha ao que é mais que evidente.

Jolivaldo Freitas é jornalista e escritor


 
 

 

 


 

 

 
 



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