Sobe para 29 o número de presos em ataques a ônibus no Acre

      



Vinte e nove pessoas foram presas por participação nos incêndios criminosos a ônibus em Rio Branco, no Acre, no fim de semana. Pelo menos quatro coletivos foram destruídos na madrugada de sábado (5) para domingo (6). Ninguém ficou ferido.

Nesta madrugada houve três tentativas em cidades do interior, mas as ações foram impedidas pela polícia.

O secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, confirma que os ataques foram uma reação de bandidos à instalação de bloqueadores de celulares nas unidades prisionais da capital acriana, há cerca de um mês.

“Esse evento ocorreu em razão, obviamente, da instalação de bloqueadores de celulares. Nós, de maneira nenhuma, vamos reduzir a intensidade dos bloqueadores. Pelo contrário, pretendemos aumentar.'

De acordo com o secretário, o bloqueador cria um campo magnético sobre o presídio impedindo qualquer comunicação, via celular, com o mundo externo. Farias revela que esta é a medida mais dura contra o crime, nos últimos dez anos.

“No raio em que está situado o presídio nenhum celular faz contato, nem via SMS, nem WhatsApp, nem ligando para nenhum outro celular, no meio exterior. Isso para nós é o escritório do crime. É de onde partem as principais ordens para execução, para roubo, para furto, para os demais delitos que ocorrem tanto no estado do Acre, quanto no Estado brasileiro.

Por causa das ocorrências, a circulação de ônibus ficou reduzida na capital durante o fim de semana. Mas, de acordo com o secretário, toda a frota está transitando normalmente nesta segunda-feira (7).

Para evitar novas ocorrências a segurança em Rio Branco foi reforçada e 23 líderes de facções criminosas foram postos em isolamento durante o domingo, dia de visitas.

O Acre tem cerca de 5.500 detentos. Oitenta por cento da população carcerária do estado está dividida em dois presídios, na capital Rio Branco.