O Cruzeiro vence e deixa Bahia a perigo

      



Por Zedjesusbarreto

Com mais um gol tomado de cabeça, após a cobrança de um escanteio, o Bahia perdeu para o Cruzeiro ( 1 x 0 ); um escanteio provocado pela falta de técnica e de pernas do zagueirão Lucas Fonseca, que perdeu uma bola dominada, já no segundo tempo, bem próxima da sua grande área. A Raposa ainda perdeu um pênalti, cobrado por Tiago Neves, numa grande defesa de Jean. Muitas reclamações dos baianos contra a arbitragem .
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Com o resultado, o Bahia continua com 27 pontos, em 16º lugar, fora, mas na boca da zona de rebaixamento. A equipe tricolor tem de torcer na noite de segunda para o Palmeiras, que enfrenta o Coritiba. Se o Coxa vencer ou empatar, ultrapassa o Bahia, que cairia pra zona. A partida em no campo do Verdão paulista. O Cruzeiro, com o triunfo, chegou a 37 pontos, em sexto lugar.
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Times em campo :
Bahia: Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Capixaba; Edson, Juninho e Vinícius; Ze Rafael, Rodrigão e Mendoza. Técnico, Preto Casagrande.
Cruzeiro : Fábio, Exequiel, Leo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique , Hudson e Robinho; Tiago Neves, Rafinha e Raniel. Treinador, Mano Menezes.
No apito, Wagner Reway (MT) – marcou um pênalti a favor do Cruzeiro, num pretenso empurrão, e deixou de marcar dois em favor do Tricolor em puxão de camisa e empurrão, do outro lado. Caseiro.
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Bola rolando
Mineirão, a Toca da Raposa, noite de domingo, arquibancada em azul, gramado machucado, alto e fofo. Ações equilibradas no começo.
O primeiro lance perigoso foi do Cruzeiro, com um chute forte e rasteiro de Raniel para a rebatida de Jean, aos 9 minutos. O Bahia chegou aos 15’, com uma cabeçada de Rodrigão completando a cobrança de escanteio da esquerda; Fábio catou.
A Raposa tendo mais a bola, trocando passes e o Tricolor marcando no seu próprio campo, apostando na possibilidade do contragolpe rápido, com muita dificuldade na saída, na passagem da defesa ao ataque. Ritmo cadenciado, sem muita correria. O tricolor foi se soltando aos poucos.
Aos 42’, após cobrança de dois escanteios seguidos, Mendoza pegou um rebote de primeira, de longe, obrigando Fábio a praticar defesa difícil. Aos 44’, noutro escanteio cobrado da direita, Tiago subiu só e testou rente à trave. Aos 45’, num contragolpe bem tramado, Vinícius recebeu livre na grande área e tentou encobrir Fábio, mas o goleiro salvou com a ponta dos dedos. Foi por muito pouco.
Um bom jogo na primeira etapa, o Bahia melhor depois dos 30, mas nada de gol.
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Segunda etapa, e o árbitro decidiu intervir.
Num escanteio em favor do Tricolor, o zagueiro Tiago foi visivelmente puxado pela camisa e o árbitro fez que não viu. Na sequência, escanteio contra o Bahia, ele enxergou um possível empurrão de Rodrigão em Raniel, e marcou o pênalti. Tiago Neves bateu e Jean fez ótima defesa. O soprador de apito, na sequência, expulsou Preto Casagrande, que reclamava no banco.
Mano Menezes, então, aos 13’, colocou em campo o uruguaio Arrascaeta no lugar do apagado Rafinha. Mudou o panorama da partida, o Cruzeiro mais ativo e atuando no campo do Bahia.
- Gol ! 1 x 0, Cruzeiro, aos 17’. Leo subindo bem mais que a zaga e testando, na cobrança de um escanteio, da direita. Escanteio infantil de Lucas Fonseca, que perdeu uma bola dominada para Raniel, o becão sem gás e sem recursos, entregou.
Aos 25’, Tiago Martins, o novo zagueiro contratado, substituiu Tiago, machucado. Aos 30’, entrou Lucas Silva no lugar de Hudson, no meio campo da Raposa. No Bahia, Edigar Junio no posto de Vinícius. Aos 35, Mano colocou Rafael Sobis no lugar de Robinho.
Edigar Junio tentou de fora com estilo, aos 36’, mas errou o alvo. Aos 38’, Zé Rafael foi barrado grosseiramente por Lucas Silva quando disparava sozinho num contragolpe. O meia cruzeirense foi expulso. No Bahia, entrou Hernane no lugar do gorducho Rodrigão, mal tocou na bola.
Depois de os atletas baianos reclamarem pênalti em Eduardo (puxado na linha de fundo por Raniel) não marcado, na sequência Edson testou um cruzamento, assustando Fábio. Foi só.
O Cruzeiro foi melhor boa parte da segunda etapa. Um empate retrataria melhor o que foi o jogo nos 90.
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Destaques:
Jean, Édson lutou muito, Zé Rafael, Vinícius e Mandoza enquanto tiveram pernas. Rodrigão nulo, pesadão e Lucas Fonseca entregou.
No Cruzeiro, a experiência de Fábio, a firmeza defensiva de Leo, a esperteza do garoto Raniel, avante, e o uruguaio Arrascareta que entrou e mudou o panorama da partida, com habilidade e inteligência.

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Na próxima rodada, domingo que vem, dia 24, o Bahia recebe o Grêmio na Fonte Nova. A equipe gaúcha está entre as melhores da competição, tem bom conjunto e não se intimida jogando no campo adversário. Parada indigesta. (Foto EC Bahia)
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