O MUNDO DA BOLA O MELHOR E O PIOR

      



Por Zedejesusbarreto
No espetáculo anual da FIFA, Cristiano Ronaldo, o CR 7, português, craque, estrela maior do melhor time do mundo, o Real Madrid, foi escolhido pela quinta vez o ‘best’ – o Melhor do Mundo. Justo pelos gols feitos durante a temporada e os títulos conquistados. Eficiente, goleador.  Com essa escolha, Cristiano iguala-se ao argentino Messi, do Barcelona, em número de premiações. Concorreu pela décima primeira vez. O ‘gajo’ disputou o prêmio com Messi e Neymar. Mostrou-se humilde no palco, metido num terno e gravata tipo ‘galinha pintadinha’.
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  O prêmio ao Melhor do Mundo foi entregue por dois que já receberam essa honraria e são consagrados como melhores em todos os tempos: o argentino Diego Maradona e o brasileiro Ronaldo, o ‘fenômeno’. 
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  A Seleção do  Mundo:
  Buffon, Daniel Alves, Bunucci, Sérgio Ramos e Marcelo; Modric, Kross e Iniesta; Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo. 
  Sem contestações, só craques.  Três brasileiros, destaque para o estilo exorbitante do baiano Dani Alves, hoje no PSG, como Neymar. Cinco atletas do Real Madrid. Dois italianos, um alemão.  Timaço ! 
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  Zizou
  O prêmio de melhor treinador foi mesmo para o franco-argelino Zinedine Zidane, do Real Madrid. Já recebeu o troféu também como jogador, época em que foi Campeão do Mundo pela França, lembramo-nos bem.
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  Elas
  A melhor jogadora do mundo escolhida foi a holandesa Lieke Martens, de 24 anos, hoje atuando no Barcelona.  Ela concorria com uma venezuelana  de 18 anos, chamada Deyna Castellanos, tida como uma revelação fora-de-série. Tem futuro. 
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  O show
  O ‘espetáculo’ da FIFA/2017 foi um típico bom programa de tevê, transmitido para o mundo inteiro. Bom tamanho, sem  muito ‘bolodório’, apresentação leve e bem humorada, entrevistas rápidas, num formato mais informal, descontraído, a despeito do local solene, um teatro londrino. 
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  Figuras bem carimbadas presentes. Além de Maradona, Ronaldo, mostraram a cara o brasileiro Cafu, o holandez Gullit, Lamppard, Desaily ...  
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  Vida ao Rei 
  E a imensa ausência do Rei Pelé, aniversariante do dia, homenageado, 77 anos de vida. Edson Arantes do Nascimento está com problemas de locomoção, logo ele que, encarnado de Pelé, voava em campo.  Ao Rei Negão nosso eterno agradecimento e reconhecimento pelo que fez em campo pelo Brasil, Nação, com a deusa bola, brincando de Deus. 
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  Posturas
  Que o eco do Bahia 2 x 1 Vitória, domingo, na Fonte Nova, fosse do futebol jogado, e não os xingamentos de cunho preconceituoso, racista, como ficaram registrados. Que não mais se repita, que haja respeito, a bola não merece.
Fatos: - Houve uma discussão paralela, longe do lance da bola, entre o meia tricolor Renê Jr  e o avante rubro-negro colombiano Tréllez. Ninguém próximo, um encarando o outro. Só eles sabem as palavras ásperas que trocaram. O atleta de pele preta (Renê Jr) teria sido chamado de ‘macaco’. Magoou.  E racismo é crime maior, fere a humanidade. 
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    Ali, na disputa do jogo, já vi irmãos de sangue, amigos até a morte, xingarem-se de ‘filho da puta’. Não estou inventando ou mentindo, quem jogou sabe. 
  Que o episódio traga lições, mudanças. Para todos.  
  Que Tréllez, que tem pai rasta, se toque. Pediu desculpas, já foi punido profissionalmente e para sempre, imagem arranhada. Arrependa-se, de vera, e ...  nunca mais ! 
Que Renê Jr  cresça como Homem e como atleta, mostre-se superior a esse episódio, como bem disse depois. Sem ódios.
E que a deusa-bola os perdoe, nos perdoe... bestas humanas. 
 
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