Líder separatista da Catalunha e 4 ex-ministros se entregam à polícia

      



O líder separatista da Catalunha Carles Puigdemont e outros quatro ex-ministros regionais se entregaram à polícia em Bruxelas, segundo a procuradoria da Bélgica na cidade. Eles eram procurados após a Justiça da Espanha ter emitido um mandado de prisão contra o grupo na última sexta-feira, 3 de novembro. Ex-governador da Catalunha, deposto pelo governo central da Espanha após a região declarar unilateralmente sua independência Puigdemont é réu por sua atuação no processo que pressionava pela secessão da região. Segundo a emissora de TV belga VRT, os cinco já chegaram ao Ministério Público de Bruxelas.

Autoridades devem dar uma declaração em breve sobre o mandado de prisão europeu emitido para Puigdemont e os outros quatro.

No sábado, 4, promotores em Bruxelas haviam dito que esperavam iniciar, o mais rápido possível, procedimentos de extradição do líder catalão. Em um comunicado, os promotores de Bruxelas disseram que receberam mandados contra Puigdemont e seus ex-ministros por causa de ligações que os cinco políticos têm com Bruxelas.

O comunicado não explica quais seriam essas ligações. O ex-governador da Catalunha e quatro de seus ex-ministros fugiram para a Bélgica após Madri tomar o controle formal da região separatista.

Eleições. A rendição de Puigdemont ocorre em um momento em que duas pesquisas sugerem que os partidos pró-independência da Catalunha devem ocupar a maior parte dos assentos da assembleia regional em uma eleição marcada para dezembro. Mesmo com as intenções de voto indicando uma possível maioria, pode não ser o suficiente para aprovar a independência regional pelo Legislativo.

Partidos que aprovam a permanência da Catalunha na Espanha dividem o restante das intenções de voto, mas podem conquistar 54% dos votos na eleição, sugerem as pesquisas.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, convocou as eleições para o dia 21 de dezembro após retirar o governo anterior do poder. A região agora é controlada diretamente por representantes de Madri após uma declaração unilateral de independência pelo parlamento catalão, no dia 27 de outubro. (Estadão/AP e Reuters)