Aladilce se diz solidária a Olívia Santana

      



"Expresso toda a minha solidariedade e apoio à companheira Olívia Santana, odiosamente agredida em um evento público no Hotel Catussaba, quando representava a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, da qual ocupa a direção", di8sse em nota a vereadora Aladilce Souza, do PCdoB. Ela enfatiza que "Mulher negra, comunista, combativa, competente, Olívia representa as mulheres, especialmente as mulheres negras, por sua força, pelo caminho que percorreu para ocupar esse espaço institucional. E orgulha o PCdoB, partido do qual é dirigente, orgulha a todas as mulheres que defendem a democracia e a emancipação feminina. O racismo é o mais odiento dos valores presentes nas relações sociais e não podemos tolerar nenhuma das suas expressões".

Para Aladilce, além do cunho racista, o ataque a Olívia tem também o viés político contra a democracia e contra a diversidade – algo que tem sido marca do discurso de ódio que vem crescendo nos últimos anos, impulsionando grupos fascistas e estimulando ataques como o ocorrido ontem.

Na nota da vereadora, ela informa que segundo a agressora, que se dirigiu até Olívia e mandou ela “voltar para a favela”, aquele era um “evento capitalista” e a secretária, comunista, não deveria estar naquele espaço. E que a agressora acusou Olívia de Comunista, como se “comunista” fosse xingamento ou algo proibido em uma democracia. "É esse ambiente perigoso, antessala do fascismo, que estamos vivendo no Brasil, atualmente. Um ambiente em que posições ideológicas distintas não convivem democraticamente e se parte para a prática da exclusão ou eliminação do oponente", diz.

Para Aladilce "A atitude violenta e as ofensas dirigidas contra Olívia atingem a todas nós mulheres e a todas as pessoas que querem ver vicejar no solo brasileiro a democracia, a solidariedade, o respeito às diferenças e que possamos ter um futuro comunista, onde o poder seja ocupado pelos “comuns” e não por uma pequena elite que cultua o mercado, o lucro e defende vida boa e privilégios para uma pequena parcela da população. Como mulher, vereadora desta cidade negra, e comunista como Olívia, acompanharei todo o processo buscando garantir que esse crime não fique impune".