Operários da construção decretam "estado de greve"

      



Operários da construção aprovaram por unanimidade "estado de greve", em assembleia geral realizada na noite de ontem (quarta-feira, 25/04), no Largo de São Bento. José Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (Sintracom-BA), informa que as negociações com a entidade patronal (Sinduscon) não avançaram e passaram a ser realizadas com a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), mas o impasse continua. A qualquer momento pode ser decretada greve geral, por tempo indeterminado.


A data-base da categoria é 1º de janeiro e, na última reunião (dia 24), na sede do MPT (Corredor da Vitória), os empresários não sinalizaram com nenhuma possibilidade de atendimento à pauta de reivindicações dos trabalhadores, entregue ao patronal em dezembro do ano passado. Ao contrário, ameaçam com a retirada de direitos já convencionados na Convenção Coletiva do Trabalho, que tem validade até dezembro de 2018 e determina a discussão apenas de itens econômicos.

Com o "estado de greve" o Sindicato e a Federação que representa a categoria nos estados da Bahia e Sergipe (Fetracom-BASE), estão realizando mobilizações nas obras, com paralisações de alerta. Já foram visitados os canteiros DEC Engenharia (dia 24) e Couto Maia (dia 26). Amanhã (sexta-feira, dia 27), a mobilização vai acontecer a partir das 7 horas, no Grupo Fator, localizado no Loteamento Aquários, na Pituba.


Os trabalhadores da construção reivindicam reajuste salarial com 100% do INPC e 5% de ganho real; cesta básica de R$ 195; vale refeição de R$ 18; café da manhã com três pães de 50 g, queijo, manteiga e salame, café com leite ou suco de frutas naturais; e quando a hora extra for superior a duas horas, haja fornecimento de jantar, dentre outras melhorias.