PSDB decidirá se mantém João Gualberto no páreo

      



Tribuna
Os tucanos baianos deverão tomar uma decisão definitiva a respeito de coligar ou não com o grupo carlista, representado pelo pré-candidato José Ronaldo (DEM), nas próximas duas semanas. Pelo menos é o que garante o pré-candidato ao Senado, deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB). Segundo ele, o pré-candidato João Gualberto (PSDB) ainda não descartou a possibilidade da aliança. “O PSDB vai analisar a questão se é conveniente manter duas candidaturas ou unificar em uma. A sociedade que deseja mudança na Bahia e lutar contra a hegemonia do PT pode ter certeza que a decisão que o PSDB adotará será a mais conveniente para enfrentar o PT”, declarou o parlamentar em entrevista à Tribuna. Nos bastidores, fala-se que a tendência é mesmo o grupo tucano ceder e se unir com o ex-prefeito de Feira de Santana.

Indagado sobre o que acha do assunto, Jutahy tergiversou: “Não vou dizer, porque tenho o compromisso de só falar sobre isso internamente dentro do partido. A minha posição o partido saberá e eu vou externar no momento próprio. Agora, pode ter certeza de que a decisão que nós tomarmos, se ele for candidato ou apoiar a candidatura, vamos avaliar que será a melhor para derrubar o PT”. Já se sabe que Jutahy é o único nome certo da oposição a lançar candidatura na chapa majoritária. “Minha candidatura ao Senado é irrevogável”, assegura. Conhecido por já ter uma base eleitoral fiel nas eleições para a Câmara (ele já ocupou oito mandatos consecutivos), o pré-candidato ao Senado quer se tornar mais conhecido nos grotões da Bahia. Se PSDB e DEM se coligarem, a outra vaga da chapa à senatoria ficaria ou com o deputado Irmão Lázaro (PSC) ou com a vereadora Ireuda Silva (PRB).

Na semana passada, Zé Ronaldo declarou à Tribuna que a decisão de se aliar ou não com Gualberto não depende só dele. “Isso é uma questão que está sendo analisada por várias pessoas. Isso não vai ser decidido pela minha pessoa. É uma decisão de grupo. É uma decisão de partidos políticos. Aquilo que depende de grupos e partidos políticos, não posso dizer que vai ser assim ou assado. Tem conversas, diálogo existe. Há tempo suficiente para poder fechar essas coisas com esse diálogo”, assinalou. Ontem, Bruno Reis também sinalizou que a chapa majoritária democrata já está praticamente definida, mas que ainda depende selar alguns nomes. “Faz parte da política o governo definir a chapa deles para depois definirmos a nossa”, avisou, fazendo alusão ao grupo do governador Rui Costa (PT).