Gualberto admite que pode desistir da eleição

      



Tribuna
O pré-candidato do PSDB ao governo estadual, João Gualberto, ainda não bateu o martelo sobre efetivar ou não a chapa contra o governador Rui Costa (PT). Procurado pela Tribuna, o tucano afirmou que está dialogando com o grupo do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), para formar ou não uma aliança. Na semana passada, o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) afirmou que a legenda tornaria uma decisão em até duas semanas. “Cada um está fazendo o seu caminho. Se pode unir depois, vamos ver. Estamos conversando com as lideranças. Essa pressa para unir é mais por parte da imprensa. Pode ser que aconteça, tem a conjuntura nacional. Tem alguns fatos que realmente são importantes nessa caminhada. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos dias”, declarou Gualberto à Tribuna.

Uma pesquisa interna encomendada pelo PSDB mostrou que o grupo de Rui tem vantagem sobre os dois pré-candidatos oposicionistas. “Vi e achei super natural. Ele é candidato a reeleição desde que ganhou a eleição. Fez todo um trabalho de propaganda para isso, visando a reeleição. É natural que ele esteja realmente [na frente]. Ninguém pode esquecer que, há quatro anos atrás, quando ele foi candidato na primeira vez, faltando um mês para as convenções, ele tinha 10%. Então, qual é a novidade? E ele já era candidato a governador”.

Indagado sobre os levantamentos que mostram que ele poderia ser eleito deputado federal caso se candidatasse a reeleição, Gualberto amenizou. “Eleição garantida a gente não tem, não. Nem eu e nem ninguém. Essa pesquisa não aponta isso”, declarou. No entanto, ele não descartou a possibilidade de desistir da chapa majoritária. “Não diria que não é irreversível. É o que eu quero, é o que eu desejo. Vamos conversar com o partido e ver o que vai acontecer nos próximos dias”, declarou. Gualberto também foi indagado sobre a possibilidade de fazer uma aliança com o MDB. “Aí não tem conversa. Zero de conversa”, assinalou. Em 2014, o PSDB se recusou a ficar no grupo da oposição se o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) fosse a “cabeça da chapa”.