LEÃO VENCE CHAPE E DORME FORA DA ZONA

      



Por Zedejesusbarreto
Foto: Romildo de Jesus
Com um golaço de Neilton na segunda etapa, aproveitando uma cochilada de Apodi (ex-Vitória), o Rubro-negro baiano voltou a vencer ( 1 x 0), depois de quatro rodadas, chegou a 11 pontos ganhos e dorme fora da terrível zona de degola. Não foi uma partida boa de ver. Muita suadeira e pouca inspiração de lado a lado. Mas valeu pelo triunfo, e no Barradão, perante a minguada torcida presente.

E segue a 10ª rodada, com jogos ainda na noite de quarta e na quinta, rodada cheia.

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Expectativas

As duas equipes em situação difícil, no bloco de baixo da tabela de classificação. O time baiano, pior, em 17º lugar, na zona da degola, só conseguira oito dos 27 pontos que disputou. Sofreu 20 gols, média de mais de dois gols por partida. Fez 15.

A Chape com 10 pontos, em 14º lugar. Sua defesa também está entre as mais vazadas, levou 18 gols (mais um, 19). Um jogo de quase desesperados, pois. Dai, a correria em campo.

Detalhe: o Leão nunca havia vencido a Chapecoense dentro do Barradão. Foram três partidas. A Chape venceu duas (2 x 1) e um empate (0 x 0). Quebrado o tabu.

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Bola rolando

O Leão começou mordendo, avançando. Logo no primeiro minuto, após bom arranque pela direita, Rhayner cruzou rasteiro e Jandrei teve de trabalhar. Aos 3’, a resposta na velocidade de Apodi, que ficou de cara mas chutou muito mal. Lá e cá, ofensivo. Escanteios, chutes a gol, boa movimentação e muita vontade. Aos 10’, Lucas Marques bateu de fora da área e assustou.

Aos 17’, Jefferson cruzou na pequena área e André Lima chegou batendo para defesa de grande reflexo do goleirão Jandrei, salvando.

Aos poucos foi caindo o ritmo, muitos passes errados, disputa mais no meio campo, raros lances de área sem perigo de gol, as defesas se impondo. Neilton, o mais buliçoso e criativo. Muito equilíbrio na primeira etapa, embora o time da casa tivesse mais chances, mais perto de abrir o placar, jogando com passes mais longos e bolas alçadas na área inimiga.

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Pela postura da equipe na volta dos vestiários ficou clara a orientação de Mancini para que a equipe avançasse a marcação, pressão no campo adversário, em busca do gol. A Chape suportando bem, na espera de encaixar um bom contragolpe, mas atacava com pouca gente. Um jogo mais amarrado, truncado, sem brilho. Até que ...

- Gol ! 1 x 0, Vitória, Neilton, golaço. Apodi errou, deu mole na frente da meia lua, Neilton aproveitou-se do cochilo e, rápido, meteu a canhota, de prima, acertando o ângulo. Prevaleceu o talento individual. Aos 17 minutos.

Aos 20’, Arthur Caike bateu falta de longe, forte, obrigando Ronaldo a espalmar no rodapé esquerdo.

Bastou o gol para o rubro-negro mudar a postura, recuando a marcação e apostando no contra-ataque em velocidade. Muitas faltas e cai-cai, gastando o tempo. Aos 29’, saiu o velocista Apodi, responsável direto pelo gol do Vitória, entrou Eduardo, ainda pior. No mais, muito chutão e antijogo; praticamente não teve mais futebol.

Valeu pelos três pontos, com o Leão voltando a vencer depois de quatro rodadas, triunfo em casa, dando um adeusinho à zona da lama.

Destaque ? Neílton, o mais lúcido. E fez um golaço.

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Ficha Técnica:

Vitória: - Ronaldo, Cedric, Kanu, Aderlan e Jefferson; Lucas Marques, Ramon e Rhaynner (Nickson), Neilton, André Lima e Wállysson. Técnico, Mancini.

Chapecoense : - Jandrei, Apodi, Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Elicarlos, Marcio Araujo e Canteros; Nadson, Wellington Paulista e Arthur Caike. Treinador, Gilson Kleina (fora do banco, nas cabines, suspenso).

No apito, Diogenes Padovani, comandando o trio capixaba.

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Os próximos compromissos do Vitória antes da parada de um mês para a Copa:

Corínthians x Vitória, dia 9; São Paulo x Vitória, dia 12. Jogos em São Paulo, pedreiras.

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Rebuliço na Toca

- Mancini, a despeito dos fracassos em campo e dos episódios nebulosos do BaVi da vergonha, continua poderoso, intocável, falastrão. Mas a direção do clube contratou um novo diretor de futebol, Jorge Macedo, que chegou falando grosso, pelo menos nos microfones. Mal sentou, anunciou que não vestem mais a camisa rubro-negra o lateral Pedro Botelho, o meia alemão Alexander Baumjohamm e o atacante Denílson. Caíque, o goleiro, foi rebaixado para as equipes da base, virou aspirante.

O novo ‘chefe’ prometeu que mais gente pode cair e que haverá uma grande renovação no plantel, agora, durante esse período de Copa do Mundo, quando o Brasileirão ficará suspenso por um mês. Clima de expectativas na Toca do Leão, pois.

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Tricolor no frio

Amanhã, 20h, Paraná x Bahia, pela 10ª rodada, na Vila Capanema. O tricolor, em 18º lugar, na zona da degola, que não venceu e não fez um gol sequer fora de casa, vai a campo com um novo treinador (interino?) no banco: Claudio Prates, 41 anos, que estava como auxiliar e à frente das divisões de base. Conhece o plantel.